Ano de ouro para as animações
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Esta foi uma semana histórica no Brasil para quem gosta de animações. Uma semana depois da estréia do brilhante “Wall-E”, o melhor filme da Pixar desde “Procurando Nemo” (e também o grande filme americano do ano até aqui), chega agora aos cinemas o simpático, à s vezes hilário, “Kung Fu Panda”, por sua vez o melhor trabalho do concorrente Dreamworks desde o primeiro “Shrek”. A proximidade do lançamento dos dois filmes nos lembra que boa parte da inteligência hollywoodiana está concentrada hoje no universo das animações.
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Como a Pixar (mas sem a mesma excelência), a Dreamworks tem como ponto de partida a reciclagem do cinema do passado.- o que fica claro mais uma vez tanto em “Wall-E” quanto em “Kung Fu Panda”. Mas, enquanto as Pixar junta os casos da velha Hollywood para criar um conceito novo, a Dreamworks essencialmente tenta satirizar antigos gêneros. Na série “Shrek”, foram os contos de fada, em especial os da Disney (hoje proprietária da Pixar). No novo filme, claro, são os velhos filmes de kung fu.
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Dirigido por Mark Osborne e John Stevenson, “Kung Fu Panda” faz um pastiche bastante competente dos principais clichês visuais (lutas em câmera lenta com ângulos inusitados), sonoros (barulhos expressionistas de golpes) e narrativos (a relação entre mestre severo e discÃpulo relaxado) dos filmes de artes marciais. Some a isso a sacada de colocar um panda preguiçoso e desajeitado no papel de aprendiz e de dar a ele a voz e os trejeitos de um dos melhores comediantes da nova geração (Jack Black)… e temos um desenho irresistÃvel para crianças e adultos.


Comentário de Márcio Teruel — 04/07/2008 - 09:45h
Acho que será ótimo este Kung Fu Panda, mas muito difÃil chegar próximo ao sucesso e grandioso filme que é WALL-E… Simplesmente arrebentaram com mensagens grandiosas e algo praticamente novo. Diferente de tudo que já tinha visto!
Comentário de Die flux — 04/07/2008 - 10:20h
Và kung Fu Panda na pré estreia, e não achei tão engraçado. A história é legal, e em certas horas envolvente, mas nada que fuja muito do que se vê por ai. Ainda não và Wall-E, quanto a isso não posso comentar. ^^
Comentário de Fabio Negro — 09/07/2008 - 07:17h
Não acho que KUNG FU PANDA satiriza.
Ele apenas mostra que entendeu o gênero que está homenageando.
Diferentm,ente de um Ben Stiller, por exemplo, que gosta, sim, de satirizar e repetir farsescamente os clichês das antigas comédias ruins.
Comentário de Fabio Negro — 09/07/2008 - 07:18h
E aqui no Brasil com certeza KUNG FU PANDA vai vencer Wall-E de lavada.
Acho que no resto do mundo também.
Comentário de Tererê — 09/07/2008 - 10:09h
Achei Wall-E setecentos anos afrente do Panda, que é engraçadinho, mas nem tanto.
Interessante que a minha geração, que hoje aporta aos trinta anos, absorveu esses filmecos norte-americanos como uma edificante lição de vida (vide Karatê Kid e História Sem Fim - para citar dois razoáveis) - enquanto os garotos de hoje recebem seus desenhos, seus filmes infantis, repletos de sátiras, referências e desmontagens de clichês dos quais eles nao tem muita noção. (minha mulher diz que isso e bobagem - me diga você Calil, que sabe datilografia.)
Agora, outra questão é a da dublagem, nao há em Curitiba cópia legendada do Panda - trocamos então o Jack Black pelo Tuco!
Comentário de Fabio Negro — 09/07/2008 - 11:47h
Tererê, você “aporta aos trinta anos” e nunca assistiu aos filmes de kung-fu na Band, Manchete e Record?
Não viu nenhuma vez as 400 reprises de Operação Dragão no SBT?
Nunca alugou um filme do Jackie Chan mais novinho?
Não assistia Corujão ou Sessão das Dez?
Eu tenho 26 anos e fiz tudo isso.
E a molecada tem ACESSO a revistas, sites e blogs que os inundam de infomação, bem, diferente de quando a gente era moleque.
Tem um pivete aqui perto de casa que tem um grupo de tradução de filmes chineses da década de 70.
Pra você ver.
Comentário de Tererê — 10/07/2008 - 12:25h
Tenho a dizer que nunca assisti filmes de Kung Fu na Band, Manchete ou Record. Não tenho idéia do que seja Operação Dragão. Passo longe de qualquer filme do Jack Chan. Não sei o que é Sessão das Dez e não, não assisto o Corujão há algum tempo.
Mas acho que vc nao entendeu meu ponto. Eu nao acho que é importante para a formação do indivÃduo esses filmecos redentores, pelo contrário. O que estou questionando é, como será que se dá o entendimento na cabeça de um garoto de dez anos da sátira do clichê, sem que ele tenha noção da existência do clichê.
Comentário de Fabio Negro — 11/07/2008 - 10:03h
Ué, volte a pergunta pra você mesmo, e terá a resposta: você e o tal garoto (supostamente) estão na mesma situação, de não terem assistido aos clichês, apenas recebido a sátira.
Com fica isso na SUA cabeça?
(No que eu discordei: os garotos conhecem. essa onda o Tarantino começou.)