Che é como mãe: todo mundo tem o seu
Em certa altura de “Personal Che”, que estreou na sexta-feira, o jornalista americano Jon Lee Anderson, biógrafo de Guevara, diz: o guerrilheiro argentino tornou-se um sÃmbolo tão difundido e tão aceito da idéia de contestação que terminou sendo adotado pelos indivÃduos mais dÃspares, à s vezes de campos ideológicos opostos, no mundo todo.
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Ou seja, Che é como mãe: todo mundo tem o seu. Pode soar estranho, mas a tese central desse bom e sério documentário está muito próxima dessa frase de galhofa. Para comprová-la, o brasileiro Douglas Duarte e a colombiana Adriana Mariño percorreram os quatro cantos do planeta e encontraram personagens com uma fascinante relação com a figura mÃtica de Che.Â
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Para um neonazista alemão, Che é um nacionalista como Hitler. Para uma camponesa boliviana, milagroso como Jesus. Para um ator libanês que interpreta o guerrilheiro em um musical, sábio como os califas árabes. Para um taxista cubano, um exemplo de conduta moral que poderia ter saÃdo de um livro de auto-ajuda.
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Com esses personagens, “Personal Che” poderia ser apenas uma reportagem jornalÃstica competente e curiosa. Mas ele torna-se um belo documentário nos momentos em que os diretores desconstroem a visão dos entrevistados sobre Che. Como na cena em que eles dizem à camponesa boliviana que Guevara era ateu e materialista, o que provoca um silêncio interminável. Ou quando mostra fotos de Che morto ao taxista cubano que só conhecia sua imagem de guerrilheiro destemido.
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Nesses momentos, “Personal Che” alcança o que poucos documentários conseguem: dar a seus personagens uma nova compreensão da realidade e registrar o exato instante em que isso ocorre.

Comentário de D'LehSilva — 22/06/2008 - 14:15h
Os documentários são para mim a melhor face do cinema, pois a ficção jamais superará a realidade.
Tanto isso é verdade que os fatos mais emocionantes existem na vida real como:
Eu ainda ACR3EDITO NO SER HUMANO
Didi, um sobrevivente da miséria, venceu através da sua arte,
. Frio e calculista, soube aproveitar a oportunidade que a
vida lhe ofereceu, sugando e sendo amparado pelos companheiros
durante toda uma vida. Após altos e baixos, descartou DEDÉ,
um brilhante ator, que fazia a deixa para o arigó cearense
brilhar. Dedé nunca aparecia, apenas humildemente servia como
capacho e escada para o cabeça chata.
Mas afinal depois de uma briga cujo motivo principal dizia respeito a porcentagem devida do vil metal, sÃmbolo da explroação e desunião da humanidade, que faz irmão brigar contra irmão, pai contra filho, amigo contra amigo, separar a dupla, que em tempos idos era um quarteto.
Mas eis que hoje, após ANOS de brigas e acusações, foi exibido pelo rede globum de televisão o “programa do didi”, onde uniram-se novamente os dois principais trapalhões.
Didi brilhou como nunca, como sempre brilhara a tempos, devidamente assessorado pelo coadjuvante, que na verdade é o ator comediante principal.
Hoje após anos de piadas sem graça, o bom humor retornou.
A amizade derrubou o orgulho. O dinheiro e a cobiça foram vencidos pela humildade de dedé e pelo perdão devido por didi.
Com muita emoção e alegria, os poucos bons momentos devem ser comemorados e apesar de toda traição, mesquinhez, fraqueza e maldade do ser humano, ainda posso dizer : acredito na humanidade!
E esperamos a continuação de
OS TRAPALHÕES NA SERRA PELADA”
Obrigado calil, não apague
Comentário de alisson — 22/06/2008 - 19:17h
será que disseram o assassino de sangue frio que ele era?
Comentário de Heloisa Paternostro — 23/06/2008 - 09:48h
Nem assisti ao filme, mas tenha certeza….meu Personal Che está completamente desconstruido!!!
Beijão
Helo.
Comentário de Jeremias — 23/06/2008 - 14:51h
Sempre soube que ele foi um guerrilhero, e gerrilheiros matam, desapropiam e tornam público o que é privado. Se Che foi um malfeitor da Turbulenta década de 60, acredito que ele já pagou ou está pagando pelos seus maus feitos. Pois o grande e soberano EUA nos fez o grande favor de prende-lo juga-lo e condena-lo. Viva aos EUA. Mas quem nos livrará dos malfeitores que invadem nossas casas todos os dias e matam nossas esperanças e nos privam da educação, da saúde, da comida, do trabalho e da vida? É muito fácil falar de quem já morreu. Não tenho nada a favor do Che,mas não tenho nada contra. Só acho que desconstruir o presente talvez seja mais interessante, pelo menos neste momento.
Comentário de Lucimara — 23/06/2008 - 14:51h
Recado para nosso amigo Alysson, Che era um Guerrilheiro, e quem está na Guerrilha mata e morre, a sangue frio!
Ele matou e morreu!
Comentário de Julia Oliveira — 23/06/2008 - 16:35h
Também idealizei por anos um Che que recentemente descobri. Mas dizem que as maiores e mais brilhantes mentes são capazes das maiores realizações e também das piores atrocidades. Ele tem um valor histórico muito grande e foi traÃdo pelo antes companheiro e amigo Fidel Castro. Aliás também admiro Fidel. Todos temos um lado bom e outro mau. E procuro sempre não julgar para não ser julgada. Cada um tem suas razões. No final a tirania sempre é derrotada! O problema é que sempre surgem outros….Hitler, Mao Tsé Tung, Stalin, Gengis Kan, Guevara, Pinochet, Fidel, Strossner…a corja do Lula……Hugo Chavez….Busch…Bin Laden…a história é feita de tiranos para que possam existir heróis!
Comentário de Mario — 23/06/2008 - 17:25h
para mim era um terrorista imbecil!
lixo da historia!
morreu tarde!
Comentário de Che — 23/06/2008 - 17:58h
Alisson, será que já te contaram que você assassina a lÃngua portuguesa quando escreve?
Comentário de Junior Matias — 23/06/2008 - 20:24h
Quem deveria morrer é você Mario, fdp e allysson pra vc nem respondo poiis a Lucimara te respondeu maravilhosamente.
Comentário de graciliano — 23/06/2008 - 20:27h
Estive em Cuba em março e visitei a Sierra Maestra, e o Panteão onde estão sepultados o Che e seus companheiros mortos na BolÃvia, em Santa Clara (a única atração gratuita que vi em 18 dias). Antes de se fazer piadinhas sobre o homem e o mito, há que respeitar quem morreu por um ideal. Ele não era Ghandi, mas tb queria libertar um povo, pelo qual matou e morreu, sem precisar. Chavões são fuga de quem não conhece a História.
Comentário de graciliano — 23/06/2008 - 20:30h
Hilária foi a “matéria” da veja, nos 40 anos da morte de Ernesto Guevara, onde o acusavam de “feder”e de “matar”. Por falar em matar, bom mesmo era o Duque de Caxias!
Comentário de graciliano — 23/06/2008 - 20:33h
Dseculpem, nem percebi que o blog é sobre cinema… Li tantos julgamentos sobre a personagem que já fui metendo o bedelho.
Arte por arte, há lindas canções, salsas e hinos, dedicadas ao Che Guevara, que inclusive protegeu uma famÃlia no sopé da Sierra Maestra porque eram músicos e ele transmitia suas canções pela Rádio Rebelde. Pois é: o guerrilheiro tb gostava de arte.
Comentário de Maju Paiva — 23/06/2008 - 22:44h
Por que desmistificar Che ? O que se ganha com isso ? Vocês não têm nada melhor para fazer ?
Abraços “ernestianos”
Comentário de alisson — 24/06/2008 - 15:47h
Vou escrever bonito para que as viuvinhas de Che não chorem.
Primeiro: o fato dele ser Guerrilheiro não dá a ninguém, muito menos a ele, permissão para matar. Ele tirou muitas vidas, e muitas delas inocentemente, só por uma causa. Queria saber se fosse uma pessoa de “direita”, com uma causa, seria permitido cometer esses atos?
Segundo: ele era um médico, certo? Certo. Então, qual o primeiro juramento que um médico faz? Salvar Vidas, não tirá-las.
Terceiro: Só porque eu não gosto do “humanismo” de Che, não quer dizer que eu goste do “humanismo” de Duque de Caxias, Bush e etc. Como se odiar um fosse permissão de gostar de outro ideologicamente diferente. Quarto: “por que desmitificar Che?”. Bem, pelo jeito tem gente que ainda prefere a mentira que a verdade.
Comentário de Marina — 27/06/2008 - 16:08h
Acabei de ler todos os comentários e fica bem claro o seguinte: Ninguém viu o documentário!!! “Personal Che” aborda várias visões e mitos que ao longo do tempo foram associados ao Che. Não minha opinião o documentário foi excelente pois ele mostrou vários ângulos de uma mesma pessoa, inclusive alguns que vcs abordaram. Não defendo Che por suas, digamos, atrocidades, mas o admiro por defender aquilo em que acreditava, ele foi em busca do que achava certo, e para ele o único caminho era a revolução. Além disso, a culpa dele se tornar um mito não é dele! Por isso, recomendo que vejam o documentário antes de falarem qqr coisa!