13/08/2008 - 22:03

Críticos maconheiros x “Tropa de Elite”

Não sei se alguém ainda agüenta o assunto “Tropa de Elite” a essa altura, mas acho que o fato merece registro. O filme de José Padilha estreou nesta semana na Inglaterra e foi alvo de críticas em geral negativas. O assunto foi debatido em uma lista de críticos de cinema, que chamaram a atenção para uma entrevista recente de Padilha ao jornal inglês “The Guardian” que contém uma declaração um tanto chocante do cineasta. A entrevista não é nova, mas eu não li nada a respeito na imprensa brasileira, então lá vai o trecho:

 

“Eu acho que o que incomoda certas pessoas em ‘Tropa de Elite’ é que elas mesmas usam drogas. Muitos críticos de jornal - e não vou dizer quais, mas se você vai descobrir der dois ou três telefonemas - fumam um baseadinho antes de escrever seus artigos. Eles vêem o filme, e o filme diz: ‘No fundo, vocês estão financiando os traficantes de drogas. Você, que é tão crítico sobre o problema da violência no Rio, está bem no meio dele. Seus prazeres burgueses estão por trás do dinheiro que compra as armas e as balas que matam pessoas na favela’.”

 

A maioria dos meus colegas de crítica talvez não concorde, mas acho que no geral Padilha se portou bem diante dos ataques a “Tropa de Elite” (filme do qual gosto com ressalvas, é bom dizer). A primeira vez que eu o vi sair completamente da linha foi nessa entrevista ao “The Guardian”, ao insinuar que críticos maconheiros tentaram desacreditar “Tropa de Elite” por interesse próprio e culpa social - uma teoria conspiratória, para não dizer deselegante. Tremendo tiro no pé.


Comentários
  1. Carlos:

    bom não sei se ele se referia a uma teoria conspiratória ou se ele colocou um dedo na ferida- de forma moralista não tenha dúvida- de que os consumidores de drogas são sim financiadores do tráfico e suas mazelas. Ademais não é novidade para ninguém que de fato uma parte dos profissionais liberais são usuários de drogas leves na qual incluo a maconha. De todo modo a crítica que deveria ser feito na minha opinião diz respeito a estreiteza de análise, pois se alguns jornalistas são causadores indiretos dessa violência o que dizer de outros grupos sociais e do poder (des) organizado público, que deveria ser o responsável pela segurnça. Enfim…

  2. Anderson:

    Tiro no pé?, somente se for pra ganhar mais alguns inimigos na chamada critica cinematográfica, afinal, mentira o que ele disse não é. Só faltava ele incluir nessa leva de usuários de “alta classe”, o seu próprio meio, o cinema. Pois não é nada incomum após (ou mesmo durante) uma diária em uma locação qualquer, um compartilhamento de substancias ilícitas que proporcionam o relaxamento (ou animo) alheio. O que falta é bom senso, pra saber se olhar e assumir o que faz.

  3. Samuel Estêvão:

    E não são só os críticos que se sentem atingidos!

  4. Ney Henrique:

    Pra mim o que ele disse é certo … eu não assisti o filme ainda, pois moro fora do brasil e fica meio complicado achar aqui ( pirataria to fora ), mas tá na cara que quem financia o tráfico são as camadas mais abastadas da sociedade … sejam criticos, profissionais liberais, engenheiros, os filhos de todos esses ou qq pessoa que tenha dinheiro pra disperdiçar em drogas recreativas … pena que eu perdi o bonde da discussão inicial…

  5. André Veiga:

    Eu sou maconheiro de primeira grandeza, mas nem por isso deixo de gostar do filme nem do trabalho do José Padilha.
    E quanto ao que ele disse, por mais que eu seja um dos atingidos, tem a sua razão sim.

  6. Daniel:

    Sem querer entrar no mérito da questão, só gostaria de informar que o Padilha já havia dado uma declaração semelhante à revista Playboy no começo do ano.

  7. o Corvo:

    O Padilha tá certo, não é somente críticos que são maconheiros e cheiradores de carrerinhas, uma boa parcela da classe média e alta comsome e muito, ora bolas ninguem consome e tem um enorme mercado, rola uma grana preta, perai vamos parar com essa falsa moral.
    Ta parecendo filme e revista de sacanagem, ninguem compra e vende pacas.

    Quanto aos ingleses são outra tropa de falsos moralista, eles atiram sem perguntar sentam porrada em imigrante, em irlandeses e o cambal e ai posam de santinhos com a policia desarmada - mandem eles para o Rj que vocês vão ver o que é violência policial.

  8. Antonio:

    A ilegalidade e as armas andam sempre juntas. Só os políticos roubam numa bôa sem precisar dar um tiro sequer. Ficam neste discurso besta de que o consumidor financia as armas pra não chegarem na verdadeira questão: como elas entram? Dentro de cuecas.

  9. Luciano francisco:

    Todo mundo tem um pouco de razao… Mas tem um aspecto nesta conversa do qual discordo. Se por um lado efetivamente o usuário “financía” o tráfico, por outro o Estado é quem otorga ao usuário este poder.
    A política da ilegalidade é quem realmente financia o tráfico. Esta politica imposta desde os anos 30, se mostra ineficiente em todos os países onde é aplicada. O Padilha pode estar correto desde o seu ponto de vista. Mas este ponto de vista é muito estreito. O mercado do “combate as drogas” é que fica feliz…

  10. fred:

    o padilha está certo….ao invés de ficar discutindo se o capitão nascimento é ou não herói (baita perda de tempo, tortura é corrupção tambem…), essa questão da relação promíscua entre clase abastada e tráfico é que é verdadeiramente interessante….e isso passou em branco em quase todas as críticas e debates sobre o filme….não acho que foi um tiro no pé, ma sim um surto de realidade…a gente fuma maconha, depois quer que a polícia suba o morro atirando a esmo, e acha que uma coisa não tem relação com a outra…à parte isso, o filme é bem mais ou menos….”onibus 174″ é beeem melhor

  11. Rafael:

    Pobre planta…
    Seria muito melhor comprar no supermercado.

  12. Hélio:

    O tráfico existe em todo o mundo. Não resta dúvidas. E claro.. só sobrevive pq tem lucro. Só sobrevive pq existem pessoas como eu dispostas a “queimar” dinheiro com dogras. Porém, a questão é: em todo o mundo o tráfico DOMINA parte do território do estado? isso ocorre na EUA, na Inglaterra, Espanha, etc? A completa ausência do estado em determinadas área de seu território… abre espaço para o tráfico…o tráfico acaba assumindo papeis q seriam do Estado. Inclusive a ocupação e domíno de determinadas áreas….

  13. Pedro Scarpari:

    O Padilha está certo. A crítica explícita do filme Tropa de Elite aos maconheiros das classes média e alta, que contribuem para o ciclo vicioso do tráfico de drogas, atingiu em cheio a metalidade “libertária” de alguns membros da crônica nacional, incluindo aí alguns críticos de cinema, “viajantes” nas horas vagas (ou no meio do expediente, tanto faz para uma mente “libertária”)… Quanto ao filme de per si, gostei muito na sua estréia, mas hoje, refletindo melhor, gosto ainda, mas também com reservas, pois armou também outra tribo da crônica nacional…a dos fascistóides de direita… que vibraram com as mortes e torturas contra o ‘povão” da favela…

  14. FELICIANO:

    SAO TODOS HIPOCRITAS,ATE O CAPITAO NASCIMENTO INDIRETAMENTE

  15. claudiovaz:

    quero saber quem financia o cinema e as artes no brasil? e a falta de politicas publicas para educacao,saude e cultura quem e o culpado e de quem e a culpa?
    quem e mais perigoso beira mar ou daniel dantas?paulo maluf…moreira franco…delfin neto…roberto marinho e a droga mais perigosa…faz plin…plin…plin e deixa tudo mundo cego e louco e assim se rouba mais dinheiro…por isso que argentina esta muito mais frente la os hermanos ja descrobiram que o consumidor e ser humano e que as diferencas faz parte…e que nao presisamos de politicas de seguranca para combater o trafico e nem do bope que usam as mesma tecnicas e taticas que os militares usaram para melhorar o brasil pois comunistas comiam criancinhas e o trafico vicia as mesma…isso e estoria…precisamos mudar e com urgencia esse pensamento da elite que ver a desgraca dos outros como obra de arte…chega de bope…core…matamos por ja virou moda matar pobre e favela…do…dor…doenca…

  16. Eric:

    Em 1o o Filme é “animal”, “muito loco” e “bom demais”, depois a realidade é aquela, quem não gostou é porque é “prego”, ou seja, gosta da “coisa” e não quer parar…
    Vide Classe Média, que começa a trabalhar tarde, gosta de um captialismo consumista, e não se apega a nenhuma religião.
    Conheço a coisa……… Gostaria de saber do Sr. Cali qual interpretação ele utilza pra dizer que o Sr. Padilha está se saindo mal, sendo que a “Obra” já está feita e você mesmo sabe a verdade…….

  17. fernando:

    sou maconheiro e dai, o proprio presidente rouba o pais inteiro, pessoas morrem de fome , uns tao ricos e outros tao pobres, e vc preocupados com o filme e blablabla, ah vai cuidar da vida de quem precisa ………

  18. edson sartori:

    Morri de dar risada ao assistir ao filme, principalmente quando toca na corrupção policial… no Rio de Janeiro, é claro.

  19. Ricardo Pereira:

    Como diria o George Clinton: ‘BACK IN OUR MINDS AGAIN”.
    Todo o esforço puritano pra impedir o consumo de canabinoides é inutil, visto que substancias equivalentes sao produzidas pelo proprio cerebro. O legal seria a gente aprender a ficar “high” usando estas substancias endogenas. Dai queria ver a “brain police” entrar numas.
    Qto ao Padilha, o que ele disse ja ta no filme, nao é novidade. Sabiam que foi cogitado a concessao de um premio do DEA para este filme-propaganda? Sim, é vero! Com o apoio do Alvaro Uribe, George W.Bush e quejandos…

  20. Gustavo:

    Ele falou o que muita gente (eu inclusive) pensa sobre o assunto, nada mais que a verdade. A culpa acaba por afetar a avaliação do filme, que realmente é bom. No mais, cada um tem usa opinião.

  21. Franco:

    NAo vou discordar que o usuario financia o trafico e consequentemente a violencia.

    Mas para os puritanos de plantao:

    O Governo financia muito mais a violencia atraves da corrupçao do que os usuarios. Peguem o volume de dinheiro movimentado em BF por mes e o que é surrupiado dos cofres publicos por mes e vejam qual é maior?

    Se o governo fornecesse condiçoes minimas a populaçao para se educar e se inserir na cidadania, os traficantes nao teriam o poder que tem e a violencia nao teria a dimensao quetem,.

  22. Mário Nélio Borges:

    Eu assistí mais de 100 vezes e o considero uma obra prima,acho que todas as cenas são bem pensadas e retratam alèm da consciência humana,nù e crú ou melhor,ao ponto.Parabéns pra mim por ser brasileiro e utòpico.

  23. Duda:

    Assisti ao filme pela primeira vez no fim de semana, e gostei muito. Mas se quisermos enxergar a verdade, temos que deixar o puritanismo de lado de ambos os lados. A questão é muito ambígua.
    Primeiro: é lógico que o usuário financia o tráfico. Mas daí a creditar a responsabilidade da violência sobre ele é uma tremenda hipocrisia. Por que? Porque, segundo a própria polícia e todos os últimos estudos sobre o assunto, o dinheiro do tráfico corresponde a apenas 10% do dinheiro do crime organizado. 30 e poucos % são provenientes da venda de armas e, que diz respeito diretamente à polícia (ou mais precisamente aos ladrões que trabalham como policiais). Some-se a esse número o dinheiro do jogo do bicho. E mais de 50% do total da grana do crime vem da (pasmem) venda de PRODUTOS PIRATAS. Sim…. CDs, DVDs, bolsas, calças e toda espécie de pirateados. Dentre os quais o próprio filme, que foi campeão de vendas entre os piratas. Não que o diretor tenha algo a ver com isso…
    Então, usuários em geral: Assumam sua parcela de culpa. Mas vamos parar de atribuir a culpa toda a eles, afinal quem é puritano e abomina o tráfico, muitas vezes compra centenas de reais em produtos piratas e está contribuindo MUITO MAIS com o crime organizado do que o usuário. E o raciocínio é o mesmo: o cara atac veementemente o usuário, mas compra seu CDzinho pirata, pq é mais barato, uma bolsa “alternativa” pq é igualzinha a original, um tênis “clone” pq é igual ao Nike do comercial.
    Ou seja: incriminar o usuário como responsável pelo crime é ridículo. Mas ele tem sim uma parcela de culpa. Bem como o policial corrupto, o trabalhador que faz uma “fézinha” no jogo do bicho e o trabalhador que compra produtos piratas. O usuário é apenas um dos galhos da árvore, e não é o maior. Para quem duvida, procure se informar sobre as estatísticas e estudos oficiais sobre o assunto. Falar só do usuário é simplificar demais a questão.
    Isso sem falar da lavagem de dinheiro de nossos verdadeiros ladrões: senadores, deputados e afins, que, esses sim, são os que mais roubam e tem participação direta na venda de armas, jogo do bicho, lavagem de dinheiro, facilitação de importações, no narcotráfico, etc etc etc…

  24. karen:

    Não vi o filme, nem me dá vontade….acho que é pq a gente vê o que acontece nos jornais, na tv….mas acho que a sociedade deveria ser menos hipócrita e vender cannabis na drograria, já que é bom para quem tem HIV, glaucoma e ansiedade….

  25. Carolina:

    Demanda por droga sempre existiu em todas as partes do mundo e continua existindo. A droga entorpece a mente e o álcool o faz e muito bem, e é liberado. Assim como o jogo do bicho, que é proibido, porém o Governo explora os jogos de azar até a exaustão. A solução é simples: Sigamos o exemplo da Holanda. Libera. Os traficantes não terão mais por que brigar.

  26. Fabio Francisco barbosa:

    É isso aí Padilha!! Esta corretissímo!!! Os maconheiros Buirgueses não gostaram. Agora: A ALGEMA AGORA É PARA OS COLARINHOS PRETOS, digo: _ os de pescoço preto,de cara preta, de bunda preta, igual a mim e ao Ministro Barbosa do STF que blindou o mafioso Dantas. O Ministro deveria observar se o tratamento de ficar caladinho vale nas delegacias de SP. Pois, aqui ministro vale tudo, até invenção de versão sem provas, como é o Caso Nardoni e do dentista criolo que foi metralhado em Guarulhos. Senão, escreve uma cartilha de como o povo negro, putas e pobres deste país conseguem uma DECISÃO RELÂMPAGO como esta sua e de seus iguais dentro do STF. Onde estavam as bases do Governo e da Oposição ontem quando o quadrilheiro foi depôr? Cadê o Suplicy, O Mercadante, O Zé Eduardo Cardoso, Romeu Tuma, o Artur Virgilio, A turma do DEM. Há já sei, estavam todos entretidos assistindo o filme do AL CAPONE exibido pela empresa do filho do LUla e com lanchinho comprado com os cartôes corporativos do Governador Serra de SP.

  27. dejair:

    Gente, pelo amor de Deus, vamos deixar de hipocrisia e libera logo o fuminho, tem tanta coisa pior e se vende ate na rua.

  28. nascimento:

    sou maconheiro mesmo, e daí? é o que muitos disseram por aqui, mas nem você nem o presidente têm o direito de me roubar, seja meu toca cd do carro seja o dinheiro dos impostos, que são muitos. Não estou disposto a ficar na mira de sua arma pra financiar seu vício seu otário, nem a mercê de governantes corruptos que traçam verbas públicas pras suas contas bancárias.
    Quem se incomoda com o filme é porque se sente atingido, porque eu não vi nenhuma mentira ali. Finalmente alguém fez alguma coisa pra desentalar nosso grito de socorro perante o que essas drogas fazem com vocês (que não tenho nada a ver com isso) e com a gente, que muitas vezes paga com a vida o seu baseadinho ou sua carreirinha.
    Libera logo essas porras. deixa eles plantarem de graça - nos seu quintais é lógico - e punam aqueles que nos encherem o saco.

  29. Helder Machado:

    Não existe usuários de drogas leves meu caro, não existe meio viciado ou meio traficante, o que realmente incomoda neste filme é a realidade que o seu baseado ou a sua carreira de cocaina financia toda esta miséria que em grande parte as criaças do tráfico vivem.

  30. Sandro vox:

    Fumar maconha não pode. Mas o ator principal do filme fazer propaganda de cerveja na televisão pode !!!
    É a hipocrisia fazendo sua parte !!!

  31. Sandro vox:

    e tem mais..aposto que a grande maioria que postou aqui, adora uma cervejinha….droga legalizada que mata muito mais que qq baseadinho….

  32. Roots:

    Deus criou todas as ervas para que homem na sabedoria pudessem usar, a mais de mil anos que a erva
    e utilizada por várias nações e tribos, usavam a erva para cura, culinaria, vestuário e mais um monte de coisas, ai veio o homem ocidental com toda sua arrogancia e infelicidades, e por outros motivos colocaram a erva junto a outras substâncias que não tem nada a ver com erva e a chamaram de maconha e colocaram como uma coisa do mau. Muitas pessoas criticam a erva se saber o que diz, sem pesquisar sobre a verdade… é simples NÃO COMPRE, PLANTE !!!!! é uma planta é só semear que brota, não precisa de química ou manipulação ! é natural !!!

    Que a Paz e Sabedoria de JAH esteja com todos….

  33. Bebum:

    Estranho o comportamento de certas partes da sociedade que tentam tapar o sol com penera. O meio artistico é um dos maiores financiadores do tráfico de drogas e armas do mundo. Não tenho dados pra argumentar, nem fontes pra explorar, mas acho que 90% das pessoas que frequentam esse meio, são usuários de alguma droga. São todos uns “porralouca”. Nos outros meios a porcentagem deve ser menor. Menos no meio político que 100% é droga e não usuários delas. Nesse caso, nós é quem somos os financiadores.

  34. Roots:

    É isso mesmo Sandro !!! Queima Babilônia ! BEBER ALCOOL PODE NÉ ?
    Sociedade HIPÓCRITA !!!!

  35. maurício:

    Gostaria de saber do diretor e dos reacionários que aqui postam, por que nos EUA, onde a venda e o consumo de cocaína e maconha são proibidos, a classe média e alta não são acusadas de “financiarem o crime organizado”.

  36. Antonio:

    “Você pode fumar baseado, baseado em que você pode fazer quase tudo”. Menos roubar.

  37. Lucília:

    Assistí ao filme e gostei pq é a realidade não somente do rio de janeiro mas tb do país em que vivemos, governados por um bando de viciados imorais, que não estão nem aí para a educação, emprego e saúde. Então quem não tem cão caça de outra maneira. Se a carapuça atingiu o tiro foi bem na testa, não da minha claro.Olha parabéns adorei esta matéria. Desabafei espero que a milícia governantes leiam…

  38. Luciano francisco:

    Heeeeeeeeeeeeeeee. Que legal! Tá bom o debate! Sempre tem os que nao leem e nao argumentam. Pra todo lado. Mas tô gostando da conversa. O comentário do Duda é ótimo.
    Sugiro uma olhado no documentário Grass do diretor Mann, Ron. Conta a história da proibiçao da maconha. É divertido e aclara muito sobre como a sociedade moderna literalmente inventou conceitos a respeito da maconha. Foi publicado na Superinteresante e tambem esta em capitulos no youtube.
    Sigamos construindo conhecimento!

  39. Antônio:

    O que financia o tráfico e, por conseguinte, a violência, é a repressão. Todos ganham com ela. Ganham os traficantes, a polícia (recebendo toco de traficantes), advogados (defendendo traficantes), juízes (absolvendo traficantes), a indústria e a comércialização das armas, liberadas neste país por um plebiscito e a famigerada milícia, que anda aterrorizando as populações pobres e negras. Deixemos de hipocrisia.

  40. Carlos:

    Os comentários daqueles que acreditam que o usuário “financia” o trafico sáo patéticos.
    A maconha é usada pela Humanidade a cerca de 7000 anos.
    O trafico no entanto, é um fenomeno do seculo XX, pq será?
    É bem claro, que foi o proprio Estado, na forma dos governantes eleitos por hipócritas e falso moralistas que criaram o Trafico, ao por as chamdas “drogas” na ilegalidade.

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