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Arquivo de maio, 2006

28/05/2006 - 16:09

Cannes surpreende e premia cinema de esquerda

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A única previsão que se pode fazer sobre o Festival de Cannes é que seu resultado será imprevisível. Quando todos esperavam uma Palma de Ouro para “Volver”, de Pedro Almodóvar, ou “Babel”, de Alejandro González Iñarritu, o júri decidiu entregar o prêmio principal do evento a “The wind that shakes the barley” (O vento que balança a cevada), de Ken Loach.

O cineasta inglês é um dos últimos bastiões do cinema de esquerda. Toda sua obra se constrói em torno de ideais socialistas, em particular a denúncia da opressão contra os mais fracos. “The wind” não é exceção. O filme mostra a luta dos irlandeses contra a Inglaterra pela independência do país na década de 20; mas, depois da separação dos países, os irlandeses dividem-se em dois lados e iniciam uma guerra civil.

Na coletiva de imprensa do filme, Loach deixou claro que o novo filme pode ser visto como uma metáfora do que se passa hoje no Iraque, com os Estados Unidos e a Inglaterra fomentando divisões que levaram ao atual estado caótico do país depois da queda de Saddam Hussein.

A recepção inicial a “The wind” em Cannes foi morna. O filme foi considerado emocionante no conteúdo, mas convencional na linguagem – inferior a outros trabalhos de Loach, como “Agenda secreta” e “Terra e liberdade”. Porém, como ocorreu em 2004 com “Fahrenheit 11 de Setembro”, o júri deve ter chegado à conclusão de que, em tempos políticos, a Palma deveria também ser política.

Cannes preferiu premiar o cinema de ideais de Loach do que o cinema de sentimentos de Almodóvar – o que, observando a situação de longe, parece ser uma injustiça histórica com o espanhol, que continua sem uma Palma de Ouro. A surpresa da premiação reside no fato de que a obra do presidente do júri, o cineasta chinês Wong Kar-wai (“2046”), está muito mais próxima do espanhol do que do inglês.

“Volver” acabou ficando com os prêmios de melhor roteiro e de interpretação feminina (para todo o elenco de mulheres, que inclui Penélope Cruz e Carmen Maura). O prêmio masculino também foi coletivo, para os atores de “Indigènes”, do francês Rachid Bouchareb. “Flandres”, de Bruno Dumont, ganhou o Grande Prêmio do Júri do festival. E Iñárritu foi o melhor diretor por “Babel”.

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28/05/2006 - 00:01

Onde foi parar o glamour de Hollywood?

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Paris Hilton é glamorosa? Ela preenche todos os requisitos. É jovem, luminosa, obscenamente rica e despreocupada. Ela faz tudo o que quer. É uma herdeira. Dinheiro antigo! (maduro, pelo menos) Ela é artifício puro e inegociável. Noel Coward e Preston Sturges poderiam tê-la inventado – se não fosse pelo vídeo de sexo. E pela propaganda de hambúrguer. E seu disco. E sua mãe.

Carina Chocano, crítica de cinema do jornal “Los Angeles Times”, pergunta onde foi parar o glamour de Hollywood na era de Paris Hilton e similares. Ela analisa como esse conceito mudou desde os anos 20 até hoje e chega à triste conclusão de que o glamour desapareceu.

“Os ícones do ‘glamour’ hoje, Scarlett Johansson e Keira Knightley, são bonitas, equilibradas e espertas. Mas graça, classe, inteligência e urbanidade foram desvalorizados na vida americana, onde o dinheiro triunfa sobre tudo”, escreve Chocano.

Paris Hilton, segundo ela, é o mais ostensivo sinal desses novos tempos. “Com US$ 300 milhões no banco, ela poderia ter adquirido qualquer coisa que seu coraçãozinho desejasse. Mas o que ela comprou foi o mais barato tipo de fama.”

Opinião muito diferente têm certas adolescentes que sonham com a celebridade, como duas garotas que foram ao Festival de Cannes com o objetivo de serem descobertas por algum diretor famoso.

“O modelo perfeito para mim é Paris Hilton”, declarou Claudia Sorrentino, 15 anos, enfiada em uma minissaia e um top minúsculos. “Ela tem charme e classe. Ela tem tudo. E nós não temos nada.”

Para quem não está preocupado com glamour, o vídeo de sexo explícito protagonizado por Paris Hilton já pode ser encontrado em DVD oficial nas boas casas do ramo.

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27/05/2006 - 00:01

Cannes aposta no pornô de autor

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Cannes nunca foi um festival de cinema tímido. Nos últimos anos, havia sempre ao menos um filme com cenas de sexo explícito: “Brown bunny” (2003), “9 Canções” (2004), “Batalha no céu” (2005).

Mas a edição deste ano bateu todos os recordes de desinibição. “Nunca se viu tanto sexo na tela em Cannes nos últimos 30 anos”, declarou Henri Bebar, veterano moderador de entrevistas do festival.

“Shortbus”, do americano John Cameon Mitchell, tem várias cenas de sexo grupal, hetero e homossexual. “Summer palace”, do chinês Lou Ye, tampouco economiza nas cenas de sexo explícito. “Destricted” é uma reunião de curtas que poderiam ser definidos como “pornô-cabeça”. Já o clímax de “Red road”, da inglesa Andrea Arnold, é uma cena de sexo oral praticado por um homem em uma mulher. E “Les anges exterminateurs”, do francês Jean-Claude Brisseau, tem cenas de lesbianismo.

Além desses filmes com seqüências de sexo explícito, há vários outros com cenas de nudez. “Taxidermia” conta com um plano de um pênis ereto. “Ten Canoes” tem aborígenes australianos nus e tem um personagem que fala a frase: “Nunca confie em um homem com um pau exposto”. E “Cashback” é protagonizado por um sujeito que tem o poder de parar o tempo e o usa para despir mulheres.

Por fim, “Princess”, do dinamarquês Anders Margenthaler, usa imagens de sexo explícito de outros filmes, mas com um objetivo não-erótico: criticar a “pornoficação” da sociedade. “A pornografia não é a favor da liberdade sexual, mas do dinheiro”, diz o cineasta.

Os grandes estúdios parecem concordar com o dinamarquês. As divisões “de arte” de empresas como a Sony e a Paramount demonstraram um interesse inédito em comprar os filmes explícitos do festival, confirmando o pornô de autor como nova tendência de mercado.

Mas, apesar de toda a badalação, esse novo filão ainda não produziu nenhum marco do cinema erótico, como “O último tango em Paris” (1972) ou “O Império dos Sentidos” (1976). Não basta ter sexo. É preciso algum talento.

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26/05/2006 - 14:25

“Blade runner” ganha quarta versão

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“Blade runner”, clássico da ficção científica, vai ganhar sua quarta montagem em 25 anos de existência. A história é um pouco complicada, mas o filme justifica a explicação.

Baseada em um conto de Philip K. Dick, a produção foi lançada em 1982 com uma montagem feita pela Warner à revelia do diretor Ridley Scott. Depois que o cineasta inglês estourou o orçamento, o estúdio assumiu a edição, cortou várias cenas, acrescentou uma narração em off e inventou um final feliz. Na época, o filme teve uma versão internacional com duração ligeiramente superior.

Dez anos depois, Scott lançou o chamado “corte do diretor”, mais longo, sem off ou final feliz. Segundo o diretor, o filme ficou mais próximo de seu conceito original, mas ainda longe do ideal, porque foi remontado às pressas. Essa versão será lançada em DVD pela Warner no mês de setembro, em edição restaurada.

Agora, Scott anunciou um “corte final” para o filme, com ajustes em relação ao “corte do diretor”. Essa montagem, que ele garante ser definitiva, será lançada no cinema no ano que vem, para comemorar os 25 anos de aniversário da produção. Pouco depois, será a vez uma caixa de DVD com as quatro versões. Aí já é um abuso.

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26/05/2006 - 00:01

“A criança” é um filme essencial

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O mundo do cinema foi pego de surpresa quando o Festival de Cannes deu a Palma de Ouro ao azarão “Rosetta” (1999), drama brutal sobre uma adolescente que faz de tudo para conseguir um emprego, dirigido pelos irmãos belgas Jean-Pierra e Luc Dardenne. Mas ninguém estranhou quando a dupla de cineastas repetiu a premiação no passado com “A criança” (2005), outro drama árido sobre um pequeno ladrão que decide vender o filho recém-nascido.

Com esse novo filme, que estréia hoje no Brasil, os irmãos Dardenne não apenas entraram em um seleto grupo de seis cineastas com duas Palmas de Ouro no currículo (os outros são o americano Francis Ford Coppola, o bósnio Emir Kusturica, o japonês Shohei Imamura e o dinamarquês Billie August), como também confirmaram o status de mestres do cinema contemporâneo.

Os dois estão entre os poucos diretores da atualidade com um projeto cinematográfico consistente, com características definidas de linguagem (câmera na mão colada aos atores, filmagens em locação, ausência de trilha) e de conteúdo (seus filmes são dramas sociais sobre personagens excluídos da sociedade de consumo de seu país, fortemente influenciados pelo neo-realismo italiano).

No caso de “A criança”, os protagonistas são os namorados Sonia (Déborah François) e Bruno (Jérémie Renier), que vivem de pequenos furtos e de benefícios sociais. Quando ela tem um filho, ele sugere vendê-lo para conseguir mais dinheiro, e os dois entram em confronto. É uma fábula moral sobre a queda e a redenção, como o livro “Crime e castigo” (1866), do russo Fiódor Dostoiévski, ou o filme “Pickpocket” (1959), do francês Robert Bresson.

A exemplo de seus ilustres antecessores, mas com uma proposta estética própria, os irmãos Dardenne não querem julgar seus personagens, apenas registrá-los bem de perto, sem recorrer a artifícios. A solidariedade dos diretores com os personagens está expressa não apenas na escolha das histórias, como também na proximidade da câmera. É um cinema político sem ostentação e reduzido ao essencial.

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25/05/2006 - 23:54

A mutação como metáfora

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De todos os filmes recentes adaptados de quadrinhos, a série “X-Men” é a que mais concentra sua força nas idéias e nos personagens, e menos nas seqüências de ação e nos efeitos especiais. O último episódio da trilogia, “X-Men: O confronto final”, que estréia hoje no Brasil, mantém essa pequena tradição.

Como os quadrinhos originais de Stan Lee, os filmes da série sempre usaram a mutação dos seus personagens como metáfora para a diferença das minorias. Para os mutantes ligados ao professor Xavier (Patrick Stewart), esse é um sinal de singularidade. Para Magneto (Ian McKellen) e seus seguidores, de excepcionalidade. E, para seus inimigos, de uma anomalia a ser combatida.

No “Confronto final”, essas separações estão mais claras do que antes, pois o mote do filme é a descoberta de uma “cura” para os mutantes. A pergunta que o filme faz é: os diferentes (e aqui pode-se ler os homossexuais, os judeus, os negros) devem ser curados ou simplesmente aceitos como são?

Cada grupo irá responder de maneira distinta. Magneto tentará destruir a cura e todos que a apóiam (humanos ou mutantes). Xavier buscará uma saída diplomática, ajudado por Wolverine (Hugh Jackman) e Tempestade (Halle Berry). E o governo terminará declarando guerra aos mutantes, que em dado momento se verão novamente em lados opostos da batalha. O fiel da balança será Jean Grey (Famke Janssen), que morreu no filme anterior e renasce neste como a poderosa e ambígua Fênix Negra.

Como nos filmes anteriores, “O confronto final” combina com certa harmonia as seqüências espetaculares e os questionamentos político-existenciais, dentro das limitações típicas de um blockbuster. Um exemplo que prejudica o andamento da narrativa é a necessidade de introduzir novos mutantes na história (Fera, Anjo, Fanático etc.), tanto para agradar aos fãs dos quadrinhos, como para continuar a movimentar a indústria de brinquedos.

O diretor Brett Ratner (“A hora do rush”) pode não ter a criatividade para lidar com tantos personagens como seu colega Bryan Singer, que comandou os dois primeiros filmes e desistiu do terceiro para assumir “Superman – O retorno”. Mas ao menos ele consegue dar um fecho digno à trilogia preservando a metáfora fundamental da obra de Stan Lee.

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25/05/2006 - 14:01

Cinema dos sonhos

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Filho querido,

Você me perguntou outro dia, quando estava prestes a sair, como eram os sonhos das pessoas antes que o cinema fosse inventado. Você, que balbucia e caça coelhos em seu sono, como um cachorro. Você, que nunca vê televisão. Eu venho pensando na sua pergunta desde então. Tenho que falar sobre cinema para algumas pessoas nos Estados Unidos. Vou até lá agora de avião e não consigo pensar em nada além de sua questão.

Este é o começo de um lindo artigo da atriz inglesa Tilda Swinton (“As crônicas de Nárnia”, “Constantine”), em forma de carta a seu filho de 8 anos. Trata-se de uma mais emocionantes defesas do poder da imaginação do cinema, de cineastas com obras pessoais, do trabalho do ator como profissão de fé. Como disse o colega de crítica Eduardo Valente, que enviou a dica direto do Festival de Cannes, vale a longa jornada (se você lê em inglês).

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25/05/2006 - 12:12

Antes da Copa, o tédio

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Mesmo quem é alucinado por futebol corre o risco de se entediar com a cobertura de TV sobre os preparativos para a Copa do Mundo. Os canais de esporte estão transmitindo ao vivo exercícios físicos, fazendo mesa-redonda para treino de dois toques e entrevistando jogadores que não têm absolutamente nada a dizer.

Veja, por exemplo, esse diálogo de Tino Marcos com o centroavante Adriano agora de manhã no SporTV:

Tino: “Se você ganhar a Copa, para quem vai dedicá-la?”

Adriano: “Para minha família, para Deus e para meu filho que vai nascer.”

Tino: “Como vai se chamar seu filho?”

Adriano: “Adriano.”

Tino: “E sua esposa, onde está?”

Adriano (com um sorriso constrangido): “Ela não é minha esposa.”

Pano rápido.

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25/05/2006 - 11:50

“Ídolos” inaugura o sadismo cordial

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Por que “Ídolos” deu certo e “Fama” não? Esse é a pergunta que eu me fazia ao assistir à atração do SBT pela primeira vez ontem à noite, na repescagem de candidatos à final. Os dois programas são muito parecidos em seus conceitos e igualmente ruins em seu resultados. Mas o da Globo é exibido em uma emissora de maior audiência, um padrão de qualidade superior e uma apresentadora mais famosa (Angélica). Ainda assim, não funciona.

A resposta, claro, está na presença dos jurados (Carlos Eduardo Miranda, Arnaldo Saccomani, Thomas Roth e Cynthia Zamorano). Não que sejam figuras brilhantes. Mas porque eles atendem a um desejo cruel de todos nós espectadores – o de humilhar os candidatos –, sem que precisemos expressar esse sentimento diretamente. E, ao mesmo tempo, demonstram uma condescendência afetuosa com suas vítimas.

Os jurados de “Ídolos” misturam o sadismo de seus colegas do “American Idol” (programa americano que inspirou o similar do SBT e que ontem escolheu o vencedor de sua nova edição) com uma certa cordialidade brasileira (no sentido mais comum do termo, não o da sociologia de Sérgio Buarque de Hollanda).

Essa é apenas uma das muitas misturas bizarras que “Ídolos” promove – e que só seriam possíveis na emissora de um gênio insano da TV como Sílvio Santos. O programa é um cruzamento de “Clube do Mickey” com “Show de Calouros”, do kitsch-neon da TV americana com o brega anacrônico do SBT, da simpatia forçada da dupla de apresentadores com a avacalhação improvisada dos jurados.

Mas “Ídolos” vale a pena pelos menos por uma razão: ver Miranda esculhambar não os candidatos, mas as músicas que eles escolhem, como fez ontem com “Você Sempre Será”, de Marjorie Estiano. Ele faz críticas diretas, sem papas na língua, ao lixo da indústria cultural, muito raras na televisão brasileira – e que satisfazem plenamente os impulsos sádicos deste crítico.

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24/05/2006 - 17:52

Memórias subdesenvolvidas

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Em reportagem sobre o lançamento em DVD de “Memórias do subdesenvolvimento” (1968) publicada ontem, a “Folha de S. Paulo” cometeu uma inversão ideológica.

O clássico cubano dirigido por Tomás Gutiérrez Alea foi apresentado como um ataque aos rumos que o regime socialista tomava na ilha em 1961. Na verdade, o principal alvo do cineasta é o intelectual burguês sem posicionamento político, representado pelo protagonista (Sergio Corrieri). O filme tem uma visão crítica, não-panfletária, do poder (o que é obrigação de todo artista que se preze). Mas não é uma crítica ao governo castrista.

O tom da reportagem – além de alguns erros factuais – incomodou Emir Sader, coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Ele enviou a seguinte carta à “Folha”, intitulada “Memórias Subdesenvolvidas”:

“O clima de guerra fria em relação a Cuba induziu a jornalista a cometer vários erros nas suas apreciações sobre o filme ‘Memórias do subdsenvolvimento” (FSP 23/05). O filme é sobre os dilemas de um intelectual diante da revolução real, proletária e popular, é sobre o que Sartre chamava de ‘medo à revolução’. O autor do livro – que a jornalista tenta passar como se fosse um escritor cubano exilado em Miami – é uruguaio. O filme de Gutiérrez Alea, passado em 1961, nada tem a ver com o que ela chama do fuga do ‘comunismo’ dos personagens e com os ‘rumos que o regime tomava rumo ao totalitarimo’ (sic). O período era outro, o da invasão de Baía dos Porcos e da fuga da burguesia cubana da Ilha. Quanto a dizer que naquele momento ‘ainda era possível produzir uma crítica tão intensa ao regime’, como diz um entrevistado por ela, certamente nenhum dos dois viu ‘Morango e chocolate’ e ‘Guantanamera’, os dois últimos filmes de Gutiérrez Alea, duras criticas à intolerância e à burocracia. O cinema cubano segue sendo o melhor crítico dos problemas de Cuba, mas sempre numa perspectiva de aprofundamento da revolução.”

Embora Sader seja reconhecido como um intelectual de esquerda (e a autora do texto, como uma jornalista séria), não há muitas dúvidas de que ele esteja com a razão nesse caso. Era uma matéria da “Folha”, mas bem que poderia estar na “Veja”.

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