Publicidade

Publicidade
30/06/2006 - 14:20

Adeus a Bielinski, diretor de “Nove Rainhas”

Compartilhe: Twitter

O cineasta Fabián Bielinsky, que morreu ontem em São Paulo aos 47 anos, vítima de um ataque cardíaco, foi um dos maiores responsáveis pela popularização do novo cinema argentino no Brasil.

Ele estreou como diretor com “Nove rainhas” (2000), que, ao lado de “O filha da noiva” (2001), foi o maior sucesso do país nas salas brasileiras nos últimos anos. O filme ganhou um remake americano, “171” (2004), bastante inferior ao original.

Na última segunda-feira, Bielinsky ganhou seis prêmios Cóndor de Plata, da Associação de Críticos de Cinema da Argentina, por seu segundo filme, “El Aura” (2005), ainda inédito no Brasil.

Apenas três dias depois, o cineasta foi encontrado morto ontem à noite em um quarto do hotel Marriot, em São Paulo, para onde havia viajado para escolher atores para comerciais. Como o quarto estava trancado por dentro, os funcionários tiveram de arrombar a porta.

Foi uma grande perda para o cinema argentino, ainda mais no caso de um cineasta jovem, em início de carreira e com futuro promissor.

Bielinsky não estava entre os cineastas de ponta da “buena onda” local, como Lucrecia Martel ou Pablo Trapero. Mas, como mostrou em “Nove rainhas”, sabia dar um sabor portenho para um gênero clássico como o filme noir.

Autor: - Categoria(s): Posts Tags:

Ver todas as notas

1 comentário para “Adeus a Bielinski, diretor de “Nove Rainhas””

  1. Fred disse:

    Também achei uma grande perda. “Nove Rainhas” é ótimo mesmo. Aqui nós não fazemos filmes assim, apesar da suposta malandragem do brasileiro.

Os comentários do texto estão encerrados.

Voltar ao topo