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Arquivo de junho, 2006

24/06/2006 - 00:01

“NY Times” cria blog sobre vídeos da internet

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O “New York Times”, um dos jornais mais tradicionais do mundo, acaba de criar um blog dedicado apenas ao fenômeno dos vídeos produzidos para a internet. Chama-se Screens e é assinado pela crítica de TV Virginia Heffernan.

Na pauta, os arquivos caseiros exibidos no YouTube, clipes tirados da TV que circulam pela rede, vídeos produzidos para celular e assim por diante. Se ainda restava alguma dúvida de que a convergência entre televisão e internet é uma realidade, essa notícia irá dizimá-la.

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23/06/2006 - 12:28

“Newsweek” elogia Fernando Meirelles

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Por direito, Fernando Meirelles devia estar se achando. Desde 2004, quando “Cidade de Deus”, seu filme sobre drogas e durões passado em uma favela do Rio de Janeiro, chegou às telas internacionais, o diretor brasileiro foi coberto de glórias. Com seu filme seguinte, “O jardineiro fiel” (2005), ele acumulou oito indicações ao Oscar e uma estatueta (Rachel Weisz, melhor atriz coadjuvante). E todo mundo sabe qual é a primeira coisa que diretores estrangeiros celebrados fazem quando são escolhidos pelo destino: mudar-se para Hollywood, certo? Não Meirelles. Em vez disso, o ex-diretor publicitário de São Paulo disse não para uma fila de produtores importantes para assumir uma série de antigos projetos pessoais em seu país.

Em sua edição online, a revista americana “Newsweek” entrevista Fernando Meirelles e elogia sua atitude pé-no-chão. Bacana. Mas é meio tolinha essa história de que o sonho de todo diretor estrangeiro é se mudar para Hollywood.

Contra essa idéia, Meirelles propõe o seguinte: “Os novos diretores internacionais não devem cortar suas raízes com seus países. É aí que mora sua força. Qualquer pessoa pode aprender onde colocar a câmera e como editar. O que realmente faz diferença é seu ponto de vista.” Para finalizar, ele cita a velha frase Leon Tolstói: “Se queres ser universal, canta a tua aldeia.”

Pode-se gostar ou não dos filmes de Meirelles. Mas ninguém pode dizer que o sujeito se deslumbrou com fama.

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22/06/2006 - 19:24

Copa no cinema, experiência inesquecível

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O Cine Odeon, a mais bonita sala de cinema do país, exibiu hoje o jogo Brasil e Japão, de longe a melhor partida da seleção nesta Copa. Pela primeira vez na minha vida, foi possível consumar, em um mesmo local, essas duas grandes paixões: cinema e futebol.

Antes da partida, temi que o casamento não funcionasse. Porque a sala de cinema e o estádio de futebol oferecem experiências coletivas totalmente diferentes. O aspecto mais interessante do cinema é a comunhão silenciosa entre os espectadores, a transformação da sala em templo, em que qualquer barulho representa uma profanação. Já o futebol está mais próximo do carnaval do que da missa, de um teatro pagão em que a torcida faz o papel de coro grego, comentando com músicas e palavrões o espetáculo dado pelos jogadores.

Mas a união saiu muito melhor do que o esperado, mesmo com uma projeção digital muito longe da ideal. A tela grande e a sala escura nos lembravam que estávamos no cinema. Mas a platéia parecia mais uma arquibancada de estádio. Pela primeira vez, o barulho – coros para Ronaldo e Robinho, cornetas, gritos – foi indispensável para a experiência cinematográfica.

Talvez o casamento só tenha dado certo porque o filme, dessa vez, foi muito bom, porque o diretor teve a coragem de renovar o elenco. Vamos torcer para que a seqüência seja melhor ainda. Estarei lá para conferir.

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22/06/2006 - 16:41

Fama engorda atores

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Não é só o casamento. A fama também engorda os atores (veja aqui). A julgar pela quantidade de atrizes com anorexia e bulimia, a coisa funcina ao contrário para mulheres.

Via Hollywood Watch.

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22/06/2006 - 13:20

100 anos de Billy Wilder

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O austríaco Billy Wilder (1906-2002), um dos maiores gênios da história do cinema, completaria 100 anos hoje se estivesse vivo. Da Hollywood clássica, ele é um dos cineastas preferidos deste blog – ao lado do turco Elia Kazan e do inglês Alfred Hitchcock (a origem dos diretores mostra como o cinema americano sempre foi pródigo em cooptar o talento estrangeiro).

Entre os grandes de seu tempo, Wilder foi de longe o mais versátil. Fez filmes brilhantes nos mais diversos gêneros: comédia (“Quanto mais quente melhor”, “Se meu apartamento falasse”), drama (“Farrapo humano”, “A montanha dos sete abutres”), filme noir (“Pacto de sangue”), de guerra (“Inferno nº 17”), além da inclassificável obra-prima “Crepúsculo dos deuses”).

Talvez porque Wilder tenha morrido há poucos anos, as comemorações do centenário não estão à altura do cineasta. No Brasil, o canal a cabo Turner Classic Movies promove hoje uma maratona de filmes do diretor: “Se meu apartamento falasse” (17h45), “Quanto mais quente melhor” (19h55), “Pacto de sangue” (22h), “Farrapo humano” (23h50) e “A mundana” (1h35). O negócio é mudar de canal assim que acabar o jogo do Brasil.

Sobre a trajetória de Wilder, o único aspecto lamentável é o fato de ele não ter feito filmes nos últimos 20 anos de sua vida, apesar de estar lúcido e com boa saúde – o que mostra como Hollywood pode ser cruel com diretores na terceira idade. Seu nome chegou a ser cogitado para dirigir “A lista de Schindler”. Ele prometia fazer seu filme mais pessoal, pois sua mãe e avó morreram no Holocausto. Mas a tarefa acabou nas mãos de Steven Spielberg.

Além de brilhante cineasta e roteirista, Wilder era também um excelente frasista. Em homenagem a seu centenário, aqui vai uma pequena seleção de suas melhores frases:

“Eu tenho dez mandamentos como diretor. Os primeiros nove são: Não entendiarás o espectador. O décimo é: Terás direito à edição final.”

“Dizem que sou um cineasta distante do meu tempo. Sinceramente, vejo isso como um elogio. Quem quer estar por perto de tempos como esses?”

“Um diretor precisa ser um policial, uma parteira, um psicólogo, um sicofanta e um filho da puta.”

“Eu apenas faço filmes que eu gostaria de ver.”

“Seios de granito e um cérebro de queijo suíço.” (sobre Marilyn Monroe)

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22/06/2006 - 12:07

Marilyn Monroe comunista?

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Em 1956, um homem anônimo ligou para o jornal “New York Daily News” para contar que o dramaturgo norte-americano Arthur Miller (“A morte de um caixeiro viajante”) era um membro do Partido Comunista e seu “líder cultural” e que atriz Marilyn Monroe, na época casada com Miller, havia entrado para “a órbita do Partido Comunista”.

A revelação foi feita pela Associated Press, que teve acesso inédito aos arquivos do FBI sobre Miller. A agência do governo americano investigou de perto as atividades políticas do dramaturgo, que morreu ano passado aos 89 anos, examinou suas peças em busca de propaganda comunista e chegou à conclusão de que elas não seguiam “a ideologia marxista”, apesar de terem sido ocasionalmente apoiadas pelo Partido Comunista.

Em suas memórias, Miller disse que nunca foi membro do partido, embora tenha sido amigo de muitos escritores e atores que eram. “As Bruxas de Salém”, uma de suas peças mais famosas, sobre a caça às bruxas na Idade Média, é considerada uma metáfora da perseguição aos comunistas nos Estados Unidos.

O que chama mais atenção na notícia não é a associação de Miller com o comunismo, que já foi muito debatida, mas a de Marilyn Monroe. A atriz já foi chamada de muitas coisas. De comunista, que eu saiba, é a primeira vez.

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22/06/2006 - 08:30

No cinema, China bate os EUA

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Na economia, ainda faltam uns bons anos para o PIB da China ultrapassar o dos Estados Unidos. Mas no cinema os chineses já chegaram lá. Segundo a nova edição do “Atlas do cinema”, da revista francesa “Cahiers du cinéma”, a China teve o maior público de cinema do mundo em 2005, com 1,43 bilhão de espectadores, ultrapassando os Estados Unidos, com 1,4 bilhão.

Depois, vêm Índia (500 milhões), França (175,6 milhões), Reino Unido (164,7 milhões) e México (162,4 milhões). Como na economia, o Brasil não tem motivos para comemorar. O país aparece em um tímido 14º lugar (89,7 milhões).

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21/06/2006 - 16:55

Maria Schneider renega “O último tango em Paris”

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Em uma entrevista de rara franqueza ao jornal britânico “Telegraph”, a atriz francesa Maria Schneider – que ficou famosa pela cena de sexo anal com Marlon Brando e uma barra de manteiga em “O último tango em Paris” (1972) – revelou que já fez um pouco de tudo na vida: foi viciada em cocaína e heroína, dormiu com homens e mulheres, internou-se rapidamente em um asilo para doentes mentais de Roma.

Mas a única coisa de que ela se arrepende foi ter participado do filme de Bernardo Bertolucci quando tinha apenas 19 anos, em sua estréia como atriz. “Se eu pudesse voltar no tempo, teria dito não. Teria feito meu trabalho gradualmente, discretamente. Eu teria sido uma atriz, mas de maneira mais tranqüila”, ela diz na entrevista.

Schneider conta que se sentiu humilhada pela cena de sexo anal, que não estava no roteiro e foi proposta por Brando. “Quando me falaram da cena, eu tive uma explosão de raiva. Eu joguei tudo que estava à minha volta. Ninguém pode forçar alguém a fazer algo que não está no script. Mas eu não sabia isso. Eu era muito jovem. Então, eu fiz a cena e chorei. Minhas lágrimas em cena eram verdadeiras.”

Mas as palavras mais duras da entrevista não foram dirigidas a Brando, mas sim a Bertolucci. “Ele manipulava a todos no set. O próprio Brando disse depois que se sentiu estuprado pelo cineasta. Ele tinha 48 anos. E era Marlon Brando!”, afirma.

Schneider dá a entender que não segurou a onda do sucesso repentino. Apesar dos problemas com drogas, ela fez 48 filmes depois de “O último tango em Paris”. Mas só chamou atenção por seu trabalho em “O Passageiro – Profissão: Repórter” (1975), de Michelangelo Antonioni, em que contracenava com Jack Nicholson. Na faixa de comentário do DVD recém-lançado, Nicholson conta que teve que segurar Schneider em uma cena para que ela não caísse, dopada que estava por analgésicos.

Schneider declarou que hoje se sente realizada graças a uma relação estável de mais de 20 anos (ela não revela se se trata de um homem ou uma mulher). Mas o tempo deixou marcas evidentes no seu corpo.

“Aos 54 anos, ela tem o mesmo rosto de menina e brilhantes horas negros, os mesmos lábios rosados e macios e mesmos os cachos de cabelo castanho. Mas Schneider tem as rugas e a pele de uma fumante inveterada. Sua camisa branca masculina está abotoada até o pescoço e as mangas longas cobrem seus pulsos. Eu não posso evitar o pensamento de que ela esconde as cicatrizes de seus anos como drogada”, escreve o jornalista do “Telegraph”.

Na “Folha de S. Paulo” de hoje, o jornalista português João Pereira Coutinho diz que verteu “duas ou três lágrimas metafóricas” ao ler a entrevista de Schneider e conta que ela foi uma peça importante da volta da democracia em seu país.

“Existe uma explicação suplementar para a democracia ter derrotado o stalinismo em Portugal. E aqui Maria Schneider tem palavra importante. Durante quatro décadas, os portugueses viveram com a censura sobre os ossos. Com a revolução, Maria Schneider aterrava em Portugal. Com a manteiga. E Marlon Brando disposto a usá-la. As filas para o cinema eram quilométricas. Em 1974, os portugueses não estavam interessados em trocar uma ditadura por outra. Não trocariam a Coimbra de Salazar pela Moscou de Cunhal, sobretudo quando havia Schneider por perto. Alguém deveria contar esta história a uma mulher injustamente amargurada.”

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20/06/2006 - 23:47

Lázaro Ramos entra para a história da TV

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Lázaro Ramos está fazendo história como o Foguinho de “Cobras & lagartos”. Nunca um ator negro foi protagonista de uma telenovela e teve em mãos um papel tão rico na televisão brasileira (como diria o colega Tutty Vasques, essas coisas a oposição não vê).

Nos anúncios da novela antes da estréia, Ramos não aparecia como uma das maiores estrelas de “Cobras & lagartos” (elas eram Daniel Oliveira e Mariana Ximenes). Mas o anti-herói tornou-se o protagonista de fato da história, conquistando mais tempo na tela que os heróis e os vilões, graças ao talento do intérprete e à inteligência do autor João Emanoel Carneiro.

Antes de “Cobras & lagartos”, apenas duas novelas tiveram protagonistas negros: “Xica da Silva” (1996) e “Da cor do pecado” (2004), ambas estreladas por Taís Araújo, mulher de Ramos. Mas, apesar do avanço que a escolha de uma atriz negra, os papéis eram relativamente convencionais: uma escrava rebelde e uma heroína romântica.

Foguinho representa uma novidade não apenas por ser um papel masculino, mas por escapar dos estereótipos aos quais os atores negros parecem condenados na TV brasileira: escravos, subalternos, objetos do desejo, figurantes invisíveis (cuja função é preencher uma cota de tela imaginária) e “negros de bom coração” (que são escalados para combater preconceitos, mas terminam por reforçá-los).

O personagem de Ramos passa ao largo tanto dos clichês quanto da correção política. Foguinho já foi definido como um ser macunaímico – o que faz sentido, até certo ponto. Ele tem algumas das características do herói sem caráter de Mario de Andrade, como mostra sua decisão de herdar a fortuna de Omar Pasquim (Francisco Cuoco), sabendo que ela pertence a Duda (Daniel Oliveira). Mas possui uma diferença fundamental em relação ao personagem do clássico livro: uma consciência em crise, o que aumenta sua complexidade.

Em algum momento, vai aparecer algum grupo organizado para dizer que a visão da novela é preconceituosa, que o personagem negro é mostrado como malandro, preguiçoso e mentiroso (acusação semelhante já foi feita contra o remake de “Sinhá Moça”). Ou então que o fato de eu chamar atenção para a cor do ator já denota uma discriminação racial. Só quem sofre o preconceito pode dizer o que é ou não ofensivo. Mas, pessoalmente, vejo Foguinho como uma conquista para os atores negros, não apenas em termos de mercado de trabalho, como também de riqueza dramatúrgica.

O personagem é uma oportunidade rara, que Ramos agarrou com todo seu talento cômico. Em sua primeira novela, o ator rouba todas as cenas em que aparece, especialmente depois que Foguinho se tornou um novo-rico. Segundo amigos do ator, ele enfia cacos no texto sempre que pode. João Emanoel Carneiro tem o mérito de construir diariamente a trajetória do personagem, de respeitar os improvisos do ator e de lhe dar mais tempo no ar.

Independentemente de cor, Foguinho já está entre os maiores personagens da história da telenovela – ao lado nomes como Sinhozinho Malta e Odete Roitman. Entre os personagens negros, ele está no topo da lista. Por favor, corrijam-me se eu estiver equivocado ou esquecido.

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20/06/2006 - 17:29

Copa afugenta o público dos cinemas

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A queda das bilheterias de cinema por causa da Copa do Mundo foi pior do que a prevista, tanto no Brasil quanto no resto do mundo. Segundo dados do boletim eletrônico Filme B, o público dos principais filmes em cartaz no país diminuiu entre 70% e 76% no dia do jogo entre Brasil e Austrália em relação à média dos domingos. No caso dos infantis, que ocupam os horários vespertinos, esse número chegou a 90%.

De acordo com a revista “Variety”, os mercados que mais sofreram com a Copa até agora foram o da Alemanha (69%), França, Espanha, Itália (em torno de 59%) e Inglaterra (29%).

No último domingo, o complexo de cinemas do New York City Center, no Rio de Janeiro, que tem 4,5 mil lugares, recebeu 60 espectadores no horário do jogo do Brasil. Quem são esses sujeitos?

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