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Arquivo de julho, 2006

30/07/2006 - 23:55

As bodas de prata da MTV

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À meia-noite do dia 1º de agosto de 1981, a MTV norte-americana iniciava suas transmissões com o clipe “Video Killed the Radio Star”, da banda britânica The Buggles. A pequena equipe de produção pegou um ônibus escolar até a cidade de Fort Lee, em Nova Jersey, parar assistir à estréia em um pequeno aparelho de TV no porão de um restaurante – porque os canais a cabo de Nova York ainda não ofereciam a nova estação.

Amanhã, a MTV completa 25 anos no ar. A porta-voz informal da juventude globalizada está ficando velha. Ninguém mais se lembra dos Buggles. Mas, como todos sabem, já não é preciso ir longe para assistir à emissora. Nesse meio tempo, ela virou uma das maiores forças da indústria cultural americana, com ramificações no mundo todo.

A MTV foi decisiva para moldar a cultura pop nesse último quarto de século – como mostra uma reportagem do jornal “USA Today” sobre 25 momentos-chave de sua história. A emissora ajudou a forjar mitos (o Michael Jackson de “Thriller”, a Madonna de “Like a Virgin”), a popularizar formatos televisivos (o “reality show” de “The Real World” ou “The Osbournes”), a consolidar gêneros musicais (o rap de “Yo! MTV Raps”).

Mas, para cada boa ação, houve um efeito nocivo de impacto ainda mais profundo. A MTV criou uma embalagem moderna para vender uma idéia antiquada de rebeldia, ajudou a formar uma geração de consumistas à beira da patologia, elevou ao cubo o narcisismo e o voyeurismo da cultura da celebridade. Pior de tudo: transformou a boçalidade em ideal de vida para a juventude, com programas como “Jackass”, “The Tom Green Show” e “Spring Break”, entre muitos outros.

A MTV Brasil nunca teve a mesma importância da americana. Por isso mesmo, durante muito tempo a emissora pôde ser mais independente e criativa que a original. De uns anos para cá, porém, a programação caiu em uma certa pasmaceira e em um excesso de auto-referências. Como sua irmã americana, ela envelheceu precocemente e precisa de uma recauchutagem com urgência.

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30/07/2006 - 00:01

Marketing domina Hollywood

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No intervalo de dois meses, dois ex-diretores de marketing tornaram-se presidentes de grandes estúdios de Hollywood. Em maio, foi Marc Shmuger na Universal. Na semana passada, Oren Aviv na Disney. Para veteranos do cinema americano, a ascensão ao poder desses nomes representa o triunfo do marketing sobre a arte – o que é uma maneira bastante otimista de definir o que se faz hoje em Hollywood.

Se as coisas já não andavam bem em no cinema americano, agora elas tendem a piorar. Segundo especialistas,
as mudanças devem significar mais filmes para toda a família e de alcance mundial. As escolhas dos filmes serão cada vez mais feitas pelos homens de marketing, e não de criação. Aviv declarou que quer fazer mais filmes como “Operação Babá”, bomba em que o fortão Vin Diesel faz as vezes de segurança de crianças.

Para quem vê a questão de fora, parece que o marketing sempre deu as cartas em Hollywood – e, portanto, a notícia não é novidade. Mas não é bem assim. Como escreve Martin Grove no “Hollywood Reporter” , até 30 anos atrás o setor de marketing da maioria dos estúdios ficava em Nova York e chamava-se ainda “departamento de publicidade”.

Só em meados dos anos 70 eles mudaram-se para Los Angeles e começaram aos poucos a ganhar terreno em Hollywood, com o advento de blockbusters como “Tubarão” e “Star Wars”. Agora na presdiência da Disney e da Universal, os homens de marketing nunca tiveram tiveram tanto poder em Hollywood.

“Hoje o marketing é visto como o melhor currículo para decidir que projetos devem ser realizados e como vendê-los aos espectadores. Nem todo estúdio deve nomear um marqueteiro para mandar no pedaço, mas é uma aposta segura que nos próximos meses nós veremos mais homens de marketing circulando pelos corredores do poder em Hollywood”, escreve Grove.

Em outras palavras, as previsões para o futuro do cinema americano são sombrias.

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29/07/2006 - 00:01

Oliver Stone, o novo herói da direita

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Por produções como “Platoon”, “Assassinos por natureza”, “JFK – A pergunta que não quer calar” e “Comandante” (documentário sobre Fidel Castro), o cineasta Oliver Stone sempre foi odiado pelos conservadores dos Estados Unidos. Mas bastou um filme para ele se tornar o novo herói da direita americana.

“As Torres Gêmeas” – filme sobre dois bombeiros que participaram da operação de resgate às vítimas dos atentados de 11 de Setembro em Nova York, com estréia nos EUA prevista para 9 de agosto – colheu elogios rasgados de importante representantes do pensamento conservador do país.

“É um dos filmes mais pró-americano, pró-família, pró-macho, embandeirado, Deus- abençoe-a-América que você verá”, escreveu Cal Thomas, da reacionária Fox News. “O quê? Oliver Stone, que adora teorias conspiratórias e é membro de carteirinha da esquerda de Hollywood? Sim, aquele Oliver Stone.”

Brent Bozell, presidente do instituto conservador Media Research Center, disse que esperava uma “produção cansativa, rancorosa, Bush-mentiu-milhares-morreram, feita para excitar os adeptos esquerdistas de Michael Moore”. Mas mudou de idéia ao ver o filme: “Serei claro: Oliver Stone fez uma obra-prima”.

Ele ficou tão impressionado que mandou emails para 400 mil pessoas com o seguinte recado: “Vejam esse filme!” Clifford D. May, do site da revista conservadora “The National Review”, foi mais longe: “Deus abençoe Oliver Stone.”

Mas o aspecto mais surpreendente da história não foi o afaga da direita. O “New York Times” revelou que uma das firmas contratadas para divulgar o filme foi a Creative Response Concepts.

A empresa ficou conhecida não apenas por suas conexões com os movimentos conservadores e evangélicos, como também pela produção de um comercial contra o candidato democrata John Kerry na última eleição presidencial – que atacava o fato de ele ter sido contra a guerra do Vietnã, apesar de ter sido condecorado como combatente).

Stone declarou que desconhecia o passado da empresa e que era contra o comercial. Mas que, no passado, já havia contratado relações públicas “que tinham esqueletos guardados no armário”. E acrescentou: “Não estamos em um lugar sagrado. Esse é um mercado impuro.” O caso só vem confirmar Stone como um dos cineastas mais ideologicamente confusos do nosso tempo.

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28/07/2006 - 00:01

O fascinante, exasperante mundo de “Estamira”

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O documentário “Estamira”, que estréia hoje depois de acumular 23 prêmios internacionais, nasceu de uma série de ensaios fotográficos realizada pelo diretor Marcos Prado (produtor de “Ônibus 174”) no aterro sanitário do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias (RJ). Em 2000, ele conheceu a catadora de lixo que dá nome ao filme, percebeu estar diante de um personagem fascinante e registrou seus passos ao longo de quatro anos para realizar o filme.

Esquizofrênica, a mulher de 63 anos fala em um complexo idioleto (um sistema lingüístico individual) e tem uma visão de mundo ao mesmo tempo messiânica e paranóica. “A minha missão, além de ser a Estamira, é mostrar a verdade e capturar a mentira”, afirma. Para realizá-la, porém, ela terá que lutar contra os “trocadilos” e os “espertos ao contrário”, entidades indefiníveis que ocupam a sua cabeça. Mas, como ela mesmo explica, “tudo que é imaginário tem, existe, é”.

O documentário tenta encontrar uma tradução visual e sonora para o universo bipolar de Estamira, alternando-se entre um preto-e-branco granulado, sujo, e um colorido estourado, vibrante. Esses dois tratamentos tentam dar conta do lado obsucuro e do luminoso, do profano e do sagrado da personagem. O resultado é um filme à imagem e semelhança de Estamira e seu discurso: inspirado em alguns momentos, exasperante em outros; fascinante e moncórdio em iguais medidas.

“Estamira” tem o grande mérito de evitar alguns grandes chavões de filmes sobre personagens com distúrbios mentais: o elogio fácil da loucura, o psicologismo barato, a denúncia do sistema de saúde. O documentário passa por todos esses temas, mas não se detém em nenhum deles. Prado revela o sublime de Estamira, mas não esconde seu ridículo. Aponta possíveis causas para sua condição, mas recusa um diagnóstico psiquiátrico. Mostra as terríveis condições de trabalho no lixão, mas demonstra que ela encontrou ali equilíbrio e amizades. Em seu primeiro filme, o cineasta deixa de lado as fórmulas prontas para realizar um filme tão singular quanto o universo de sua protagonista.

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27/07/2006 - 18:20

Karim Aïnouz no Festival de Veneza

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“O céu de Suely”, segundo longa-metragem de Karim Aïnouz (do excelente “Madame Satã”), foi selecionado para a mostra competitiva Orizzonti do Festival de Veneza, dedicada a novas tendências do cinema mundial. De todos os jovens cineastas brasileiros, Aïnouz é aquele com mais chances de fazer uma bela carreira em festivais internacionais.

O Brasil também estará presente em Veneza com uma retrospectiva completa do cineasta Joaquim Pedro de Andrade (“Macunaíma”, “Guerra conjugal”), com seis longas e oito curtas restaurados.

De resto, esta edição do festival, que acontecerá de 30 de agosto a 9 de setembro, promete ser uma das mais fortes dos últimos anos. Na competição oficial, estarão Brian De Palma, Tsai Ming Liang, Paul Verhoeven, Apichatpong Weerasethakul. Na Orizzonti, Shinji Aoyama, Jia Zhangke, um documentário de Spike Lee e “O Cobrador”, adaptação de Paul Leduc para a obra de Rubem Fonseca esterlada por Lázaro Ramos. E, fora de concurso, David Lynch e Manoel de Oliveira. Nada mau.

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27/07/2006 - 18:00

O festival de besteiras que assola o cinema nacional

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O seminário Audiovisual e Governo Lula, tema de boa reportagem de Bruno Porto no jornal “O Globo” ontem, foi um festival de declarações assombrosas.

Paulo Thiago, o diretor de “O vestido” e “Jorge, um brasileiro”, saiu na frente. Primeiro, defendeu uma espécie de usucapião para a distribuição de recursos públicos, com prioridade para diretores com muitos filmes no currículo (como o próprio Thiago): “Tem a questão de adquirir direitos históricos. Não pode todo o mundo concorrer no mesmo nível”.

Depois, defendeu indiretamente que os debates sobre o cinema brasileiro sejam feitas às escondidas: “Quando as discussões da classe cinematográfica vão parar na imprensa, elas não dão em nada. Só as nossas discussões, a portas fechadas, podem gerar frutos e acrescentar”.

Mas o produtor Luiz Carlos Barreto também deu sua contribuição ao declarar: “Eu não quero ser o eterno beneficiário das leis de incentivo. Quero me livrar disso o mais rápido possível.” Será mesmo?

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26/07/2006 - 23:58

A cobertura de guerra do YouTube

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Nos últimos dias, o YouTube, site de compartilhamento de vídeos, foi inundado por uma série de gravações do conflito entre Líbano e Israel, feita por moradores dos dois países com câmeras digitais ou modernos celulares. São cenas de mísseis cruzando os céus, de explosões nos centros urbanos, de casas e escolas destruídas – quase sempre de baixa qualidade, mas com enorme sentido de urgência.

Identificado como “msoubra”, um libanês gravou os clarões das bombas de Israel explodindo na noite de Beirute (veja aqui). Ao colocá-lo no YouTube, deixou o seguinte comentário: “Esse vídeo traz de volta memórias assombrosas da invasão israelense de Beirute em 1982. Eu tinha apenas 4 anos. Mas o impacto dessas explosões nunca me abandonou. Para aqueles com sorte suficiente para não ter vivido uma guerra, pode parecer que se entende tudo apenas de ver a CNN ou a BBC ou de ler os jornais. Esse vídeo é uma tentativa de dar a você um sentido mais realista do qual terrível uma guerra pode ser para civis inocentes e crianças – como eu, 24 anos atrás.”

Em uma semana no ar, o vídeo foi visto mais de 307 mil vezes – o que o torna até agora o mais popular sobre a guerra no YouTube. Mas há dezenas de outros no site, realizados pelos dois lados (confira aqui). Os comentários dos “diretores” vão do indignado (“Tiberias atacada pelos monstros do Hezbolá”) ao sarcástico (“sorte nossa que os árabes não conseguem nem soltar mísseis direito”), do narcisista (“a música do vídeo foi feita por mim”) ao encabulado (“o vídeo foi realizado com um celular, desculpem pela má qualidade”).

A guerra de Israel e Líbano é a primeira da era YouTube, com uma cobertura extensiva no site feita pelos dois lados. No início dos outros dois grandes conflitos bélicos atuais, no Afeganistão e no Iraque, o site ainda não existia (ele foi ao ar em fevereiro de 2005). Além disso, o poder aquisitivo de israelenses e libaneses é bastante superior ao de afegãos e iraquianos – o que permite maior acesso a câmeras e celulares sofisticados.

Como lembra o colega Pedro Doria, o blog de Salam Pax ficou famoso no mundo todo no início da guerra do Iraque ao trazer relatos sobre o cotidiano de Badgá à espera dos bombardeios americanos, em contraposição à pauta mais impessoal dos grandes jornais. Agora, os vídeos caseiros do YouTube fazem o mesmo em relação ao conflito de Israel e Líbano, com a força dos sons e das imagens em movimento. É como se, em um intervalo de três anos, a internet tivesse passado da literatura ao cinema, do diário ao documentário.

Ou seja, o YouTube oferece a possibilidade de um novo conceito de cobertura de guerra, mais personalizada, democrática e pulverizada. Qualquer pessoa com uma câmera digital e acesso à internet pode colocar no ar de maneira muito rápida um vídeo caseiro sobre o horror de um conflito bélico, seja um depoimento em primeira pessoa ou a denúncia de um crime de guerra, sem passar pela censura das TVs e dos militares. Ainda não se pode prever a importância dessa novidade no futuro, mas o potencial é gigantesco. Conhecido por seus vídeos engraçados ou excêntricos, o YouTube agora revela seu lado sério e político.

É mais um feito desse site prodigioso. Com pouco mais de um ano de vida, o YouTube conseguiu concretizar aquilo que a tecnologia prometia há mais de uma década: a convergência entre TV e internet. De tempos em tempos, surge uma marca que aglutina em um único espaço uma certa tendência da rede e torna-se sinônimo de um produto. Foi assim com o Google e buscas. Com o Orkut e relacionamentos. E agora com o YouTube e vídeos.

O YouTube é um fenômeno que já não pode ser ignorado e provavelmente não será passageiro. A cada dia, o site recebe 35 milhões de acessos a seus vídeos, ganha 35 mil novos arquivos e produz sucessos de popularidade. Pode ser a cabeçada de Zidane, que foi baixada mais de 1,5 milhão de vezes em poucos dias e gerou várias paródias; ou Fernando Vanucci apresentando um programa esportivo completamente grogue; ou ainda o piloto de uma série renegada pela TV, que será enfim produzida pela NBC por causa do sucesso no YouTube. E agora também um bombardeio em Beirute ou Haifa.

No site da revista eletrônica Cinética, o crítico de cinema Cezar Migliorin fez até agora a melhor e mais apaixonada defesa do YouTube na internet brasileira: “YouTube é a TV que eu quero. Uma medição inteligente entre o acúmulo infindável de imagens e os nossos interesses. Cineastas, VJs, jornalistas, mediadores, artistas, arquivistas – todos no mesmo lugar. A TV dos homens quaisquer. As playlists são o zapping inteligente. (…) O audiovisual em comunicação – o texto do Fulano que se conecta com a cabeçada do Zidane, que se conecta com o vídeo da violência do Materazzi, e depois com o rap francês “cabeçada”. A TV em rede.”

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26/07/2006 - 11:25

Antes de morrer, veja “Cidade de Deus”

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“Cidade de Deus” continua com moral alta no exterior. Em uma pesquisa com especialistas em cinema feita pelo canal britânico Film4 para definir “50 filmes que você deveria ver antes de morrer”, a produção brasileira ficou em um nobre terceiro lugar – atrás apenas de “Apocalypse now” e “Se meu apartamento falasse”.

O filme de Fernando Meirelles ficou à frente de “Chinatown”, “Sexy beast”, “2001 – Uma odisséia no espaço”, “Intriga internacional”, “Acossado”, “Donnie Darko” e “Manhattan” (para conhecer a relação completa, clique aqui).

Apesar de ter alguns itens esquisitos, a lista comprova mais uma vez que “Cidade de Deus” virou um marco cultural brasileiro. Para o bem e para o mal, esse é o filme que os estrangeiros lembram quando pensam no Brasil.

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26/07/2006 - 00:01

Um homem de palavra

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Em 1980, o cineasta alemão Werner Herzog (“O Homem Urso”) fez uma aposta com seu amigo americano Errol Morris: se este conseguisse terminar o documentário “Gates of Heaven”, sobre um cemitério de animais da Califórnia, ele comeria um par de sapatos.

Filme concluído, promessa cumprida. O maluco Herzog fez um cozido de duas botas velhas, temperadas com alho, cebola, pimenta e outros condimentos, e comeu-as enquanto falava sobre arte, vida e gastronomia.

A performance foi registrada no curta “Herzog Eats His Shoes”, do americano Les Blank. Raríssimo, o filmete acaba de cair no YouTube (veja aqui). Programa imperdível. Nem que seja para ver o que é um homem de palavra.

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25/07/2006 - 15:25

Materazzi reaparece no cinema brasileiro

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O colega de crítica Daniel Caetano conta uma saborosa (e reveladora) história no blog da revista eletrônica Contracampo.

Em um debate no Rio na semana passada, Walter Salles contou que há dois anos foi procurado por um jornal e uma revista semanal para dar sua opinião sobre a Ancinav – projeto do governo acusado de autoritarismo por certos diretores e órgãos de imprensa.

Como Salles revelou-se favorável à criação da agência (apesar de ressalvas a alguns artigos), sua opinião não foi publicada, por falta de interesse de mostrar o outro lado da questão.

Perguntado por Caetano se o jornal e a revista eram “O Globo” e a “Veja”, o cineasta preferiu não dar nome aos bois e citou ironicamente o jogador italiano Materazzi – aquele que, ao ser questionado se teria xingado de terrorista o francês Zidane, saiu-se com esta: “Não sei o que é terrorista. Sou ignorante”.

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