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25/07/2006 - 15:25

Materazzi reaparece no cinema brasileiro

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O colega de crítica Daniel Caetano conta uma saborosa (e reveladora) história no blog da revista eletrônica Contracampo.

Em um debate no Rio na semana passada, Walter Salles contou que há dois anos foi procurado por um jornal e uma revista semanal para dar sua opinião sobre a Ancinav – projeto do governo acusado de autoritarismo por certos diretores e órgãos de imprensa.

Como Salles revelou-se favorável à criação da agência (apesar de ressalvas a alguns artigos), sua opinião não foi publicada, por falta de interesse de mostrar o outro lado da questão.

Perguntado por Caetano se o jornal e a revista eram “O Globo” e a “Veja”, o cineasta preferiu não dar nome aos bois e citou ironicamente o jogador italiano Materazzi – aquele que, ao ser questionado se teria xingado de terrorista o francês Zidane, saiu-se com esta: “Não sei o que é terrorista. Sou ignorante”.

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11 comentários para “Materazzi reaparece no cinema brasileiro”

  1. ricardo orsi disse:

    pobrezinhos dos cineastas petistas-stalinistas filhinhos de banqueiro! Tão discriminados que só encontram resguardo às suas reprimidas opiniões em blog de petista nominimo enrustido

  2. Janelinha disse:

    Não concordo com o termo “petista nominimo enrustido”, até qCapciosa e ao mesmo tempo evasiva, dá pra entender?

  3. sah disse:

    não tem nem o q comentar…..aiaiai…

  4. Rodrigo disse:

    Lamentável…

  5. Te disse:

    Vai ser besta de falar mal de dois (ainda que maus) formadores de opinião?

  6. Paulo Osrevni disse:

    A história da Ancinav foi de lascar. Deu vontade de virar terrorista e ir explodir a sede da ed. Abril. Aliás, já tive vontade de fazer isso várias vezes! O Brasil nunca vai ter um cinema forte. Vai ser sempre um tricô de comadres, ralo de dinheiro público para aquela mesma meia dúzia de pilantras que produzem esses monstros que vemos por aí. Quando vemos, porque a maior parte dos filmes nunca estréia.

  7. Gabriel disse:

    Não duvido que a Veja tenha feito isso. É um costume comum da publicação mostrar o lado que ela considera “correto”. Vide a capa: 7 motivos para votar 7 (Como ela ainda existe depois daquela?)

  8. Gabriel disse:

    Correção: 7 Motivos para Votar Não

  9. Arnoud disse:

    Leu na Veja? Azar seu!

  10. tiozao disse:

    que cliche esse do azar seu …

  11. Rogge disse:

    Gastar tempo em dar entrevista para “O Globo” e “Veja” dá nisso. Esses dois veículos deveriam desaparecer do panorama editorial brasileiro, para o bem da cultura nacional.

    Mas o mais preocupante é que toda a imprensa foi parcial no caso. Diante do nível de nossa imprensa, a Ancinav é uma imperiosa necessidade. Essa história de liberdade de imprensa é balela. Nem a Ancinav cerceava a liberdade de imprensa, nem imprensa é livre de qualquer maneira. O que as empresas editoriais querem em nome da liberdade de imprensa é fazer a cabeça do povo, oferecendo razões muito bem elaboradas para convencer os leitores a ficarem passivos diante da sujeição ao poder financeiro, sobretudo estrangeiro. Afinal, deve haver um órgão que regule e puna aqueles jornalistas que infrinjam a ética profissional, tal como acontece entre as profissões mais sensíveis da nossa sociedade. E isso não significa tolher a liberdade de ninguém. Afinal, liberdade é a possibilidade de se fazer apenas o que se deve fazer, dentro de um conceito de ética.

Os comentários do texto estão encerrados.

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