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27/07/2006 - 18:00

O festival de besteiras que assola o cinema nacional

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O seminário Audiovisual e Governo Lula, tema de boa reportagem de Bruno Porto no jornal “O Globo” ontem, foi um festival de declarações assombrosas.

Paulo Thiago, o diretor de “O vestido” e “Jorge, um brasileiro”, saiu na frente. Primeiro, defendeu uma espécie de usucapião para a distribuição de recursos públicos, com prioridade para diretores com muitos filmes no currículo (como o próprio Thiago): “Tem a questão de adquirir direitos históricos. Não pode todo o mundo concorrer no mesmo nível”.

Depois, defendeu indiretamente que os debates sobre o cinema brasileiro sejam feitas às escondidas: “Quando as discussões da classe cinematográfica vão parar na imprensa, elas não dão em nada. Só as nossas discussões, a portas fechadas, podem gerar frutos e acrescentar”.

Mas o produtor Luiz Carlos Barreto também deu sua contribuição ao declarar: “Eu não quero ser o eterno beneficiário das leis de incentivo. Quero me livrar disso o mais rápido possível.” Será mesmo?

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9 comentários para “O festival de besteiras que assola o cinema nacional”

  1. Zé Bush disse:

    well…esses meninos nunca largam essa boquinha,né mesmo?
    Ah,marotos…

  2. andre lopes disse:

    usucapião

    E são sempre os mesmos, né?

  3. Veiga disse:

    Cineasta brasileiro é tudo bandido. Ponto.
    O Dinheiro usado para os “incentivos culturais” deveria ser usado pra construir presídios, e de preferência com alas só para produtores, diretores e “agitadores culturais”

  4. André Pessoa disse:

    O Calil fez uma crítica bastante focada e ponderada às declarações desastrosas do Paulo Thiago e do Barretão, mas sempre tem que aparecer em seguida um ignorante para usar isso como plataforma para generalizar tudo para o bem ou para o mal.

    Leiam Polzonoff, gente…

    http://www.polzonoff.com.br/?p=395

  5. Clic disse:

    Parasitagem é uma carreira compensadora no Braziu

  6. Clic disse:

    Ah! Enfia o Polzonoff no seu Roscoff, que tal?

  7. Te disse:

    Folgado, e na bundinha não vai nada? Direitos históricos tinham os senhores feudais que defloravam as servas recém-casadas, como Dias Gomes conta em As primícias.
    Ou seja: se alguém pegar dinheiro do governo pra fazer filme e não apresentar filme nenhum, que ninguém fique sabendo, pra não chamar o dito cujo de ladrão do dinheiro público.
    Fácil, LCB: é só não estender mais o pires para o governo. E quando precisar de grana pra fazer seus filmes, peça nos bancos, empenhe seu patrimônio ou faça filmes artesanais, como muito cineasta faz.

  8. joao disse:

    Este governo autoritario do Lula acabou com as boquinhas destes cineastas que adquiriram direitos históricos? Isto é um
    absurdo!!!! Democratizar os recursos federais da CULTURA para que?
    Só falta agora a HH aceitar o apoio do Clã Garotinho!!!!

    joao

  9. Delia disse:

    “Não pode todo o mundo concorrer no mesmo nível”.

    Mesmo entendendo que ele (só) está defendendo o osso, foi um comentário patético!

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