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30/07/2006 - 00:01

Marketing domina Hollywood

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No intervalo de dois meses, dois ex-diretores de marketing tornaram-se presidentes de grandes estúdios de Hollywood. Em maio, foi Marc Shmuger na Universal. Na semana passada, Oren Aviv na Disney. Para veteranos do cinema americano, a ascensão ao poder desses nomes representa o triunfo do marketing sobre a arte – o que é uma maneira bastante otimista de definir o que se faz hoje em Hollywood.

Se as coisas já não andavam bem em no cinema americano, agora elas tendem a piorar. Segundo especialistas,
as mudanças devem significar mais filmes para toda a família e de alcance mundial. As escolhas dos filmes serão cada vez mais feitas pelos homens de marketing, e não de criação. Aviv declarou que quer fazer mais filmes como “Operação Babá”, bomba em que o fortão Vin Diesel faz as vezes de segurança de crianças.

Para quem vê a questão de fora, parece que o marketing sempre deu as cartas em Hollywood – e, portanto, a notícia não é novidade. Mas não é bem assim. Como escreve Martin Grove no “Hollywood Reporter” , até 30 anos atrás o setor de marketing da maioria dos estúdios ficava em Nova York e chamava-se ainda “departamento de publicidade”.

Só em meados dos anos 70 eles mudaram-se para Los Angeles e começaram aos poucos a ganhar terreno em Hollywood, com o advento de blockbusters como “Tubarão” e “Star Wars”. Agora na presdiência da Disney e da Universal, os homens de marketing nunca tiveram tiveram tanto poder em Hollywood.

“Hoje o marketing é visto como o melhor currículo para decidir que projetos devem ser realizados e como vendê-los aos espectadores. Nem todo estúdio deve nomear um marqueteiro para mandar no pedaço, mas é uma aposta segura que nos próximos meses nós veremos mais homens de marketing circulando pelos corredores do poder em Hollywood”, escreve Grove.

Em outras palavras, as previsões para o futuro do cinema americano são sombrias.

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14 comentários para “Marketing domina Hollywood”

  1. No entanto não devemos esuqcer que existe o cinema independente muito bem representado por alguns cineastas e que por vezes fazem história. Mesmo que o predomínio das produções caça níqueis esteja a nível extremo. Ainda se encontra se garimpar bem algumas boas obras.

    http://lovecine.blogspot.com

  2. Te disse:

    Ou seja: tome filmes chorumelosos! Coitado de quem tem criança arrastando pra ver essas coisas. E aquela piada da Maitena: você sabe que sua vida mudou com a chegada dos filhos quando… o último filme que assistiu foi da Disney.

  3. Roberto Pedreira de Freitas Ceribelli disse:

    Pior é que estava verificando meus certificados e diploma e não tenho habilitação para trabalhar com Marketing, mesmo depois de ter lido todo o livro do Kotler e Semenik. Deixa pra lá, gosto mesmo é de publicidade e agência de propaganda.

  4. abstrato disse:

    o marketing destroi tudo em que coloca as maos…vai desde ao mercado da musica ate o dos filmes…

    eh uma lastima…

  5. julianoramos disse:

    na real , o cinema de grande autor americano é melhor do que o “independente”, mas agora tá suposto pra acabar esse cinema também ….

  6. julianoramos disse:

    a unica que mais arrisca é a warner, com suas subdivisorias lançando filmes tipo last days , before sunset .. e a grande lançando clint eastwood a bastante tempo, mesmo com altos e baixos de bilheteria

  7. DANIEL disse:

    AO ASSUMIR A POSIÇÃO DE PRESIDENTES, OS MARKETEIROS FARÃO O QUE SABEM FAZER QUE É SATISFAZER O QUE O CONSUMIDOR DE SEUS PRODUTOS DESEJA.
    MARKETEIROS SÃO FORMADOS PARA DESCOBRIR OS DESEJOS DE CONSUMO EM DETERMINADAS ÁREAS. NO CASO DO CINEMA, É POSSÍVEL QUE ELES CONSIGÃO NOS SATISFAZER.

  8. milton disse:

    Do que vcs estão reclamando, sempre engolimos esses enlatados americanos, que novidade! Só se for pra eles…

  9. FR disse:

    O Milton (6:50pm) disse tudo. A matéria é um equívoco, Senti-me enganado pela chamada.

  10. Francisco disse:

    O papel do homem de marketing é descobrir onde está a média e operar nela para atingir mais pessoas. menos risco = menos perdas. acontece 1) que a vida é risco – da hora que se acorda à hora que se dorme; 2) a “média” é uma ficção estatistica, a média não “existe” e; 3) vamos ter que aturar “merdia” que todo mundo sabe como começa, como desenrola e (ai meu deus!) como acaba. depois reclama do refluxo no numero de cinemas…

  11. xinobi disse:

    cada vez menos criatividade, executivos com medo de arriscar em produções ousadas. mais dinheiro envolvido, mais panelas, mais idiotice norte-americana. é raro um diretor ou autor inventar algo novo, qdo inventa é considerado um gênio. mas a maioria não é ignorante mesmo? pena que nem todo mundo é um spielberg, que consegue juntar o que o mercado quer com um pingo de arte

  12. Paulo Osrevni disse:

    É por essas e outras que faz anos que não vejo um filme americano… estou até “desatualizado”.

  13. Luiber disse:

    É engraçado como este post explica, em parte, o post de cima (que fala da MTV). Vocês querem talento? Qualidade? Criatividade? Esqueçam. O que vale é o que vende mais. E sabe o que vende mais? O que é mais divulgado (acabo de descobrir a pólvora, né não?!)! Então é só a gente gastar 50 milhões de dólares para promover o Vin Diesel enrolado em um cinturão de mamadeiras (peraí que eu vou ali vomitar), e voilá! Taí a maior indústria de entretenimento do mundo! Gostaram? Não?! Então mudem de entretenimento porque é só isso que eles vão deixar vocês assistirem.

  14. Christiano G. de Araújo disse:

    Olá a todos!
    Talvez seja uma oportunidade, para quem já está no mercado, de cravar um diferencial! Deixem que os grandes em Hollywood façam sua apostas nos homens de marketing. Assim outros poderão fazer sua apostas em homens de arte para tomar essas decisões. O ideal, na verdade, é que essas decisões sejam tomadas por uma equipe multidisciplinar, onde várias opiniões, de diversas fontes, possam ser ouvidas e estudadas. 8 ou 80 são extremos. Vamos ficar no 40?
    P.S.: Alguém avisa ao Comentário de DANIEL — 30/07/2006 que o papai noel não existe. Acho que ele ainda acredita nisto…

Os comentários do texto estão encerrados.

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