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Arquivo de agosto, 2006

31/08/2006 - 15:11

Biscoitos finos para a massa ignara

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Na “Folha de S. Paulo” de hoje (para assinantes do Uol, aqui), o colunista de TV Daniel Castro revela que Manoel Carlos festejou os 53 pontos de “Páginas da vida” anteontem, em um capítulo marcado por uma exposição de artes plásticas e trilha sonora de música clássica. “Isso deveria servir de alerta a todas as emissoras, por mostrar que coisa boa também dá bons índices”, disse.

Há duas coisas estranhas na frase. Primeiro, o fato de ela vir do autor de uma novela que ficou conhecida por baixar o nível em busca de polêmica e audiência. Depois, há um certo paternalismo elitista em seu pensamento, como se a Globo pudesse ensinar a massa ignara a apreciar biscoitos finos.

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31/08/2006 - 00:01

A volta do boca-a-boca

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Estúdios de cinema sentiam-se confiantes por saber que tinham pelo menos dois finais de semana para vender o máximo de ingressos possível antes que o boca-a-boca negativo minasse suas campanhas de marketing multimilionárias. Os executivos de Hollywood agora dizem que a proliferação de emails, blogs e mensagens de texto sobre cinema reduziu essa janela para poucas horas – como provou a rápida queda de público de “Serpentes a bordo”, um filme que foi promovido maciçamente.

No “Los Angeles Times”, o jornalista John Horn chama atenção para um novo fenômeno: na era da internet, a propaganda boca-a-boca virtual pode salvar ou destruir um filme em menos de 24 horas.

Em uma recente pesquisa do jornal, 38% dos entrevistados disseram que compartilham suas opiniões sobre um filme durante a projeção, logo após ela ou, no máximo, no mesmo dia. Segundo o jornalista, isso pode determinar o fim precoce da carreira de um grande abacaxi ou o sucesso de uma pequena produção.

“É como um retorno aos anos 70, quando o boca-a-boca era tudo”, exagera Jeff Blake, vice-presidente da Sony Pictures.

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30/08/2006 - 13:44

Scorsese vira crítico

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O cineasta norte-americano Martin Scorsese reclamou do sistema de classificação de filmes criado pelo serviço de TV por satélite americano DirecTV. Qual foi a reação da empresa? Contratar Scorsese para escrever uma coluna mensal em sua revista para assinantes, com críticas de filmes subestimados. Que bom seria se todas as redes de TV fossem tão inteligentes…

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29/08/2006 - 23:56

Os problemas do Casseta no cinema não acabaram

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A trupe do “Casseta & Planeta” chegou à conclusão de que seu primeiro longa-metragem, “A taça do mundo é nossa!” (2003), foi um fracasso de público porque se distanciou demais do programa de TV, com personagens inéditos e uma história passada na época da ditadura.

No novo filme, “Casseta & Planeta – Seus problemas acabaram!!!”, que estréia nesta sexta-feira, eles decidiram “recuperar o patrimônio” do grupo, nas palavras do diretor José Lavigne. Isso significa levar ao cinema alguns dos mais conhecidos personagens do programa de TV, como Seu Creyson, Chicória Maria e Sucker & Fucker, entre outros.

Mas faltou explicar uma coisa: por que o espectador vai pagar 10 ou 15 reais (ou duas, três vezes mais, se levar a família) para ver no cinema algo que ele tem de graça todas as semanas na televisão?

É uma pergunta que vale também para produções anteriores da Globo Filmes derivadas de programas de TV (como “Os normais”) e para as futuras (as versões cinematográficas de “A grande família” e “A diarista”).

Só há duas coisas relevantes em “Seus problemas acabaram!!!” que não podem ser encontradas no programa: Maria Paula com menos roupa do que o habitual (como a assistente de advogado que faz jornada dupla como stripper) e Bussunda em seu último trabalho inédito (ele desempenha alguns papéis, entre eles o de um impagável surfista acéfalo).

Isso basta para justificar o valor do ingresso? Depende do seu interesse pela boa forma de Maria Paula ou pelo talento cômico de Bussunda. Mas esses elementos não são suficientes para transformar o filme em uma experiência bem-sucedida. Os problemas da transição do Casseta para o cinema ainda não acabaram.

Para juntar mais de 60 personagens em um filme, a trupe criou um fiapo de trama, uma paródia aos filmes de tribunal. O advogado Botelho Pinto (Murilo Benício), com a ajuda de sua secretária Dona Priscila (Maria Paula), decide processar as Organizações Tabajara por vender produtos prejudiciais à saúde.

Em torno do julgamento, surgem personagens como Lindauro das Dores (Bussunda), vítima dos efeitos colaterais da pílula Borogodol; o juiz Alencastro Ramalhete (Marcelo Madureira), apaixonado por um peixinho dourado; Seu Creyson (Claudio Manoel), chefão do Grupo Capivara, concorrente das Organizações Tabajara, e outros tantos.

O filme segue o padrão do programa de TV: para cada gargalhada, há um punhado de sorrisos amarelos. Mas ostenta uma produção bem mais sofisticada, com grande investimento em efeitos especiais. O resultado é um paradoxo: uma superprodução tosca.

Os críticos sempre reclamam que certos filmes brasileiros são televisivos demais. Nesse aspecto específico, “Seus problemas acabaram!!!” talvez o seja de menos.

O humor do grupo sempre se beneficiou da urgência da televisão (e da canastrice dos comediantes). Em uma produção mais cara e cuidadosa como a do ciema, suas piadas parecem um pouco engessadas.

A segunda experiência do “Casseta & Planeta” no cinema só reforça a idéia de que o habitat natural de certos produtos audiovisuais é mesmo a televisão – e não há nenhuma vergonha em reconhecer isso.

Para terminar, um elogio: o grupo não poderia ter tratado com mais dignidade a morte de Bussunda. “Seus problemas acabaram!!!” não foi modificado depois do triste acontecimento, nem foram realizadas festas de lançamento. Não se priorizou o comediante nas propagandas, nem se cogitou cortar a cena em que um de seus personagens morre.

Eles apenas dedicaram o filme ao amigo, uma homenagem na medida, que diz o suficiente sobre o tamanho da ausência de Bussunda. O exemplo dessa atitude é mais importante do que o resultado de um filme específico.

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29/08/2006 - 14:12

Mais um factóide para “Páginas da vida”

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Por falar em “Páginas da vida”, o aspecto mais impressionante da novela até agora é a capacidade de Manoel Carlos fabricar polêmicas em série. Dessa vez, é a história do personagem de Renata Sorrah, inspirado na juíza Denise Frossard.

A candidatura de Frossard a governadora do Rio foi lançada oficialmente no dia 20 de junho, apenas dez dias depois da estréia da novela. Ou seja, Manoel Carlos teve dois meses para mudar o personagem e não ser acusado de fazer propaganda eleitoral gratuita para Frossard.

Agora, o autor reclama que teve de jogar fora 20 cenas da personagem, mudar sua profissão (de juíza para procuradora), retardar sua entrada em cena e esperar uma pesquisa para definir seu futuro.

Parece ser mais uma polêmica fabricada para aumentar a audiência da novela – que já teve depoimento sobre masturbação, strip-tease de Ana Paula Arósio, arrastão no Leblon etc. Manoel Carlos parece ter estudado na escola de factóides de Cesar Maia.

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29/08/2006 - 12:55

Côncavo e convexo

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“A tarde é sua”, da Rede TV!, apresentado por Sonia Abrão, bateu seu recorde histórico de audiência com uma entrevista com a babá Nelly da Conceição, 68 anos. Foi ela quem deu o famoso depoimento sobre masturbação na novela “Páginas da vida”, revelando que acordou toda babada depois de dormir ouvindo “Côncavo e convexo”, de Roberto Carlos.

O programa obteve média de 4 pontos e média de 6 pontos com a ameaça da babá de processar a Globo – que, segundo ela, teria colocado no ar apenas as parte mais fortes de seu depoimento. A repercussão do caso levou a sua demissão, depois de oito anos trabalhando como babá para uma família carioca.

É difícil definir quem teve a atitude mais deprimente nesse episódio:

– a Globo, que se aproveitou uma senhora ingênua para provocar polêmica, sob o argumento de dar voz ao povo (que muita gente inteligente comprou);

– a Rede TV!, que requentou a história para ganhar audiência;

– a família que demitiu a babá, sem entender que ela foi usada.

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29/08/2006 - 10:04

Capovilla, o profeta do cinema

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Alguns dias atrás, o cineasta Maurice Capovilla estava em Rio Branco ajudando a implantar um curso de cinema e vídeo na Usina de Arte de Rio Branco, que oferecerá aulas a 30 alunos, cinco deles vindos de diferentes nações indígenas da região.

Hoje, ele estará na abertura da mostra “Maurice Capovilla – Um cinema de reflexão”, que será realizada até o dia 10 de setembro no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, com uma seleção de seus trabalhos mais importantes (para ver a programação completa, clique aqui).

Aos 70 anos de idade, com uma longa barba branca que remete à imagem de um profeta, Capô – como é conhecido no meio cinematográfico – exibe a mesma inquietude e generosidade que sempre marcaram sua carreira.

Nascido em Valinhos, interior de São Paulo, ele foi um dos poucos diretores brasileiros que circularam com desenvoltura entre o Cinema Novo e o cinema marginal. Em 1964, ele realizou o média documental “Subterrâneos do futebol” (1964), com um olhar sociológico sobre os bastidores do esporte. Em 1970, fez o longa ficcional “O profeta da fome”, que promovia uma releitura literal (e irônica) da estética da fome pregada por Glauber Rocha, a partir da figura de um faquir (interpretado por José Mojica Marins) que vira um fenômeno midiático ao tentar quebrar o recorde mundial de dias sem comer.

A obra de Capovilla é de rara coerência temática e estética. Em longas como “Bebel, garota propaganda” (1968), “O jogo da vida” (1977) e “Harmada” (2003), há sempre um olhar carinhoso para excluídos que tentam encontrar seu lugar no mundo, seja uma jovem pobre que se torna modelo, malandros que ganham dinheiro com a sinca ou um artista em questionamento existencial.

Como aconteceu a vários grandes cineastas brasileiros, Capovilla não conseguiu encontrar meios para filmar durante décadas (para ser mais exato, entre 1977 e 2001). Em vez de se lamentar, ele dedicou-se a outras duas frentes. Primeiro, a televisão. Como Eduardo Coutinho, ele realizou documentários importantes para o “Globo Repórter”. Também fez telefilmes para a TV Bandeirantes, em um trabalho pioneiro no Brasil (duas facetas que estão representadas na mostra do CCBB).

Depois, Capovilla dedicou-se à educação audiovisual, com um afinco raramente igualado no Brasil. Foi professor da ECA-USP, da Universidade de Brasília, do Centro Dragão do Mar de Fortaleza, da Escola de Cinema e TV de Cuba e agora da Usina de Arte de Rio Branco, além de criador da Eco TV, emissora comunitária da região dos Lagos fluminense.

A trajetória de Capovilla nos lembra que o amor pelo mundo das imagens pode ser despertado das mais diversas maneiras. Mais que um grande diretor de filmes, ele é um mestre do cinema, na acepção mais ampla do termo.

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28/08/2006 - 17:57

Curta ou não curta, eis a questão

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O Ministério Público Federal quer colocar em prática novamente a lei de 1975 que obriga os cinemas a exibir um curta-metragem nacional antes da sessão de qualquer longa estrangeiro, como revelou a “Folha de S. Paulo” (para assinante do Uol, aqui).

É uma questão complexa. Exibidores, claro, são contra. Curta-metragistas, óbvio, a favor. No blog da revista eletrônica Contracampo, Daniel Caetano faz a pergunta fundamental sobre o problema: afinal, o que pensam os espectadores?

Antes dos longas, eles preferem ver um curta brasileiro, algum tipo de propaganda ou mais trailers de filmes estrangeiros? Não dá para resolver a questão sem saber a opinião de seu principal interessado.

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28/08/2006 - 00:01

A volta dos mortos-vivos

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A Globo entrou em uma curiosa onda sobrenatural. Nas três novelas que exibe atualmente, há personagens que voltam da morte para assombrar os vivos.

Em “Páginas da vida”, Nanda (Fernanda Vasconcellos) reaparece para seu pai. Em “Cobras & lagartos”, Omar Pasquim (Francisco Cuoco) atormenta Foguinho. E, em “Sinhá moça”, o espírito de Pai José (Milton Gonçalves) surge como um símbolo da luta dos escravos. Além disso, “A viagem”, atração do “Vale a pena ver de novo” até um mês atrás, trinha como tema central a vida após a morte.

A próxima novela das seis, remake de “O profeta”, é protagonizada por um homem com poderes sobrenaturais – assim como “Dom”, programa pré-aprovado como especial de fim de ano da Globo. Na evangélica Record, houve também um espírito recente, o do bandido Lopo (Leonardo Vieira), em “Prova de amor”.

Cada fantasma tem uma justificativa: em “Páginas da vida”, aproveitar o sucesso de uma atriz; em “Prova de amor”, esticar a novela; em “Cobras & lagartos”, ele funciona como contraponto cômico.

Mas não é possível que seja apenas uma coincidência. Há de existir alguma explicação mercadológica para essa trip espírita. Os mortos devem dar mais audiência que os vivos hoje.

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27/08/2006 - 00:01

Joaquim Pedro, o herói com caráter

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JoaquimSe alguém fala em Cinema Novo, o primeiro nome que vem à cabeça é o de Glauber Rocha. Em seguida, Nelson Pereira dos Santos. Até certo ponto, natural. O primeiro foi o gênio do grupo; o segundo, o pioneiro. Mas há aí também uma injustiça.

Alguns participantes do Cinema Novo são menos recordados do que mereciam. Talvez o caso mais emblemático seja o do carioca Joaquim Pedro de Andrade (1932-1988), que morreu precocemente como Glauber, mas tinha uma personalidade menos esfuziante que a de seu amigo.

Contra a falta de memória, ergue-se agora o monumental projeto de restauração da obra completa de Andrade – capitaneado pelos filhos do cineasta, Alice Maria e Antônio, com patrocínio da Petrobras.

Todos os 14 filmes realizados pelo cineasta – seis longas e oito curtas – foram restaurados digitalmente. Aí incluem-se longas essenciais como “Garrincha, alegria do povo” (1962), “O padre e a moça” (1963), “Macunaíma” (1969) e “Guerra conjugal” (1975), curtas sobre Gilberto Freire (“O mestre de Apipucos”), Manoel Bandeira (“O poeta do castelo”) e Aleijadinho (“O Aleijadinho), e também o documentário inédito “A Linguagem da Persuasão”, realizado para o Senac, sobre técnicas da propaganda dos anos 70.

A julgar pela cópia de “Macunaíma”, exibida para a imprensa do Rio na quinta-feira com som e imagem tinindo de novos, foi um trabalho impecável. A restauração funcionou assim: os filmes foram escaneados, fotograma por fotograma, em resolução de 2K; as imagens foram recuperadas digitalmente; depois reimpressas em negativos de 35 mm. O esforço levou três anos para ser concluído e envolveu mais de 100 profissionais, incluindo alguns dos fotógrafos dos filmes, como Affonso Beato e Mário Carneiro.

Por seu tamanho e importância, o projeto só tem um equivalente até hoje no Brasil: a recuperação da obra de Glauber Rocha. Mas, como aponta Maria de Andrade, filha de Joaquim Pedro, há uma diferença fundamental entre os dois: os filmes de Glauber vêm sendo restaurados e lançados um a um; os de seu pai serão reapresentados ao público quase em bloco. Portanto, prepare-se para uma temporada Joaquim Pedro no cinema.

O primeiro resultado visível do projeto é a nova cópia de “Macunaíma”. O filme deveria reestrear em circuito comercial agora no dia 1º de setembro. Mas, segundo Maria, a TV Globo decidiu dar apoio institucional ao lançamento, o que permitirá aumentar o número de cópias de três para dez. Com isso, a chegada às salas de cinema fica para outubro. A filha do cineasta revela também que “Garrincha, alegria do povo” deverá ser exibido ao ar livre no Festival do Rio, que começa dia 21 de setembro, dentro da mostra “O Bonequinho Viu”.

Antes disso, Joaquim Pedro ganhará uma retrospectiva completa de seus longas restaurados no 63º Festival de Veneza, que se inicia no próximo dia 30. Foi dali que o cineasta saiu consagrado internacionalmente com a exibição de “Macunaíma” em 1969.

Até maio de 2007, quando Joaquim Pedro faria 75 anos, os longas do cineasta serão exibidos em circuito comercial no Brasil e depois reunidos em uma caixa de DVD; os curtas farão parte dos extras. Além disso, a Cosac & Naify lançará um livro sobre o projeto de restauração (mesmo tema de um “making of” em vídeo dirigido por Maria de Andrade).

Ao final do procesos, terá sido feita justiça para um dos grandes cineastas brasileiros da história. Em seu grupo do Cinema Novo, Joaquim Pedro era talvez o cineasta mais intimista e também o mais dado ao humor. No lugar das grandes alegorias sobre a realidade brasileira, ele priorizou os retratos de personagens fundamentais da cultura nacional (ou reinterpretações de suas obras) e os momentos de comicidade da vida cotidiana.

Como ele explicou certa vez: “O cinema que faço é a minha visão comentada e inventada a partir do real do mundo que a gente vive. E esta minha visão é quase sempre meio cruel e o humor é cáustico. (…) Meus filmes tratam das relações entre pessoas e, freqüentemente, estas relações não são das mais agradáveis, sinceras e honestas do mundo. Faço filmes sobre a patifaria, a safadeza.”

Claro, isso também significa retratar seu país, mas em geral de maneira menos óbvia que seus colegas. “Só sei fazer cinema no Brasil, só sei falar de Brasil, só me interessa o Brasil”, ele disse em entrevista pouco antes de morrer de câncer no pulmão, em 1988.

Em nenhum filme a vontade de entender o Brasil fica tão latente quanto em “Macunaíma”, adaptação brilhante da história de Mario de Andrade sobre o herói sem caráter. Sobre ele, Carlos Drummond de Andrade escreveu: “O filme é uma festa, uma graça, um rodopio, um churrasco, uma pancada na cuca, uma ocasião de rir e de expelir solitárias que comprometiam a paisagem intestinal. Rimos do herói sem nenhum caráter ou de nós mesmos? Não interessa saber, interessa é ver o filme funcionando, e funcionar dentro e em frente dele, atores-espectadores levados na torrente mítico-satírico-manducativa de Mario e Joaquim Pedro, ambos heróis de muito caráter.”

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