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28/08/2006 - 17:57

Curta ou não curta, eis a questão

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O Ministério Público Federal quer colocar em prática novamente a lei de 1975 que obriga os cinemas a exibir um curta-metragem nacional antes da sessão de qualquer longa estrangeiro, como revelou a “Folha de S. Paulo” (para assinante do Uol, aqui).

É uma questão complexa. Exibidores, claro, são contra. Curta-metragistas, óbvio, a favor. No blog da revista eletrônica Contracampo, Daniel Caetano faz a pergunta fundamental sobre o problema: afinal, o que pensam os espectadores?

Antes dos longas, eles preferem ver um curta brasileiro, algum tipo de propaganda ou mais trailers de filmes estrangeiros? Não dá para resolver a questão sem saber a opinião de seu principal interessado.

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52 comentários para “Curta ou não curta, eis a questão”

  1. smoker disse:

    abstrato, você cheirou?

    dizer que o cinema nacional de hoje é superior ao das décadas 1960-1970 é loucura, só isso.

    e dizer que estamos nessa enrascada de hoje porque sobram direitos e faltam obrigações é uma verdade, mas a obrigação que você quer nos impor, assistir um curta porra-louca feito por alguém mais porra-louca ainda, em nome do desenvolvimento nacional, tem dó.

  2. daniel disse:

    Valeu pela citação aí!

    Sobre o que escreveram aqui, queria concordar em parte com o problema comentado pelo Nelson Rodrigues de Souza, que me citou. Nelson, vc tem razão, o público não tem uma cara só, não existe “o público”, uno.
    Não é bem uma questão de avaliar se há “público” “bom” ou “ruim”, mas de aceitar que há diferenças.

    Acho que é isso que essas opiniões todas deixam evidente – que não há consenso; há gente que gosta da idéia e gente que detesta. Como cada um tem direito à própria opinião, fica difícil equalizar – porque se não tiver obrigatoriedade, como vc notou, há curtas premiados que ninguém vai conseguir ver.
    O que eu acharia mais correto é que o espectador fosse avisado da exibição e duração do curta antes da sessão – quem não quiser ver não assiste (isso é normal em alguns outros países, inclusive). E que não fosse obrigatório para todas as sessões – dispensaria os filmes mais longos da exigência, por exemplo, para evitar sessões longuíssimas.

  3. Thony disse:

    vão arrumar coisa do peesoal só querer chegar atrazado no cinema.

  4. Lembro da época dessa lei. Muita repetição triste. Lembro de um filme famigerado em que uma mulher transava com um boneco e enfiava uma garrafa de coca-cola (aquela de 350ml) na bu… Passou durante anos. Vi antes do “Retorno de Jedi”, “Uma Noite Alucinante” (aquele do Sam Raimi), “A Hora do Espanto” (bem apropriado) e muitos outros.

    Estranhamente bons curtas, como “Ilha das Flores” ou “Super Tição” por exemplo, não tinham tantas exibições.

    Era ruim demais, mas a gente ria muito!

  5. Rodrigo disse:

    Curtas……………..SIM.
    Trailers…………….Também.
    Propagadanda……De jeito nenhum.
    Os curtas são muito interessantes pra quem gosta de cinema. Ostrailers já fazem parte da experiência de ir ao cinema. já a propaganda deveria ser proibida. Já se paga muito bem pelo ingresso, para ainda sermos submetidos a esse tipo de exposição.

  6. tira disse:

    Acho que o curta deveria ser passado depois do longa, ficando no cinema só quem teria vontade de assisti-lo antes da próxima sessão.

  7. De Campos disse:

    Eu não sei porque tanta resistência a curta-metragens aqui no Brasil. Um país sem recursos para que profissionais produzam longas, tem que se especializar em curtas, e foi o que aconteceu aqui. Temos bons curtas, mas o que falta mesmo é divulgação, já que as televisões e salas de exibição de cinema, se neguem a entrar nesse negócio, tão difundido na Europa. Talvez por não terem interesse de abrir espaço para artistas indepedentes. Canais de televisão centralizadoras e colonizadoras, não abrem seu espaço para “talentos ” espalhados por esse país afora. É pena que ainda haja polemica em torno do assunto! Mas…enfim, um país que convive com corrupção e violência, não está muito preocupado com a cultura.

  8. De Campos disse:

    Para os desinformados, os curtas tem a duração mmaxima de 15 minutos. Ok

  9. Fabiano disse:

    Sou a favor, porque agora vai dar para chegar meia hora atrasado no cinema sem perder nada de interessante.

  10. Marcelo Laffitte disse:

    Eu faço curtas e confio muito no meu taco.
    Tem outras centenas de pessoas pelo Brasil a dentro fazendo filme bom pra caramba.
    Tem uma galera da pesada em Poa, em Salvador, em Belém, em Vitória, em Beagá, enfim, em qualquer canto.
    Tem curta do gênero que você quiser: ficção, documentário, animação, drama, suspense, romance, erótico, experimental, etc e etc.

    E o que é que eu estou querendo dizer com isso?!
    Que amanhã, quando alguém for ver o Batman 5 e passar um curta antes, pode vaiar se não gostar.
    Mas que seja honesto e aplauda se gostar.

    Repito e reforço: eu confio no nosso taco. E eles?

  11. Lobo Mauro disse:

    Vá ao cinema e CURTA adoidado!

  12. Lobo Mauro disse:

    Afinal, em 2005, foram feitos mais de 200 curtas em 35mm.

    Alguém aqui viu? Não!?

    Então, exija teus direitos!!! Afinal, eles foram feitos, em sua maioria, com o teu dinheiro!

    Peça para assistirem no cinema e na televisão!

Os comentários do texto estão encerrados.

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