Publicidade

Publicidade
31/08/2006 - 00:01

A volta do boca-a-boca

Compartilhe: Twitter
Estúdios de cinema sentiam-se confiantes por saber que tinham pelo menos dois finais de semana para vender o máximo de ingressos possível antes que o boca-a-boca negativo minasse suas campanhas de marketing multimilionárias. Os executivos de Hollywood agora dizem que a proliferação de emails, blogs e mensagens de texto sobre cinema reduziu essa janela para poucas horas – como provou a rápida queda de público de “Serpentes a bordo”, um filme que foi promovido maciçamente.

No “Los Angeles Times”, o jornalista John Horn chama atenção para um novo fenômeno: na era da internet, a propaganda boca-a-boca virtual pode salvar ou destruir um filme em menos de 24 horas.

Em uma recente pesquisa do jornal, 38% dos entrevistados disseram que compartilham suas opiniões sobre um filme durante a projeção, logo após ela ou, no máximo, no mesmo dia. Segundo o jornalista, isso pode determinar o fim precoce da carreira de um grande abacaxi ou o sucesso de uma pequena produção.

“É como um retorno aos anos 70, quando o boca-a-boca era tudo”, exagera Jeff Blake, vice-presidente da Sony Pictures.

Autor: - Categoria(s): Posts Tags:

Ver todas as notas

9 comentários para “A volta do boca-a-boca”

  1. Dalton disse:

    Eu uso o meu blog para falar mau ou bem dos filmes. Mesmo dos que já foram lançados e estão sendo relançados em DVD. Dizem as pesquisas que com 6 fowards vocês roda o mundo todo. Então to dando voltas e voltas no mundo

  2. Te disse:

    Quer dizer que o tal Serpentes a bordo é mesmo uma droga? Mas quem gosta de trash, como muita gente já antecipou que é, não vai se decepcionar.
    Isso é bom ou ruim para que melhorem o nível das produções?

  3. Pedro Bó disse:

    falar mal ou bem

  4. Antonio disse:

    Não só o virtual mas o dos jornalistas brasileiros maria-vai-com-as-outras, que destruíram o filme “A Cidade Perdida”, só porque não gostaram de o filme mostrar um Che Guevara assassino. O filme “A Cidade Perdida” é um dos melhores do ano. Assistam enquanto o lobby da imprensa verde-amarela-esquerdopata não conseguir tirar de cartaz!

  5. julianoramos disse:

    serpentes a bordo nao é trash , é serpentes em cgi até, em vez da pessoa rir , ela fica com vergonha de tá vendo o filme

  6. Nelson Rodrigues de Souza disse:

    Esse boca a boca virtual também tem seus grandes perigos. O público também é muito conservador. Basta ver quantas bombas tem tido grande bilheteria e filmes ótimos tem sido desprestigiados. Esta história de que a voz do povo é a voz de Deus, em arte não funciona. Robert Altman já salientou que ao público deve ser oferecido o que ele não espera. Pelo jeito “A Dama na Água” do Shyamalan foi um fracasso de público nos EUA mas não vou deixar de conferir na sexta-feira dia 1. Esse boca a boca não me afeta. Esta história dos dois primeiros fins de semana determinantes é um horror. Agora 24 horas na web para decidir a carreira de um filme é pior ainda. Os filmes são como os seres vivos: tem de respirar no circuito. Não pode ser vapt-vupt…Pronto: sucesso ou fracasso…Isto é neurose americana que estamos importando no Brasil. Um dia ainda assisto ao monumental “O Portal do Paraiso”de Michael Cimino no cinema,com 4 horas, filme que levou sua produtora à falência. Do jeito com que as coisas são desvirtuadas pelo imediatismo, posso me deparar com uma grande obra de arte……
    Nelson
    Ps. E que históira é essa de DURANTE o filme já estar fazendo comentários sobre ele????Não dá para confiar nestas pessoas.

  7. Roberto Pedreira de Freitas Ceribelli disse:

    Esta é uma visão e ponto de vista unitário, não existe no Mundo moderno boca a boca, popularmente conhecida(o) como fofoca, conversa fiada, que destrua algo bom e bem feito.
    O que existe são filmes mal feitos, sem o acabamento adequado ou mal sucedido e é por isso que os de grande bilheteria são tão bem quistos e vistos. Se fosse simples e fácil, qualquer um(a) faria uma milhonária película com conteúdo e abstração necessária para agradar o público em massa, alavancar a compra do precioso(a) ingresso ou entrada.

    . Beto Publicidade e Propaganda .
    B
    E
    T
    O
    PUBLICITÁRIO AGÊNCIA

  8. Heringer disse:

    Quem já leu Ilusões Perdidas, de Balzac, sabe como foi que o escritor predisse a fantástica força da Mídia – então uma imprensa que acabava vir à luz -, sobre, principalmente, o teatro, tão em voga na época. E agora, a Internet vem mostrando a sua força de comunicação independente. Realmente, uma arrasa-quarteirão!!!

  9. Heringer disse:

    desculpem… “um arrasa-quarteirão” que é como deveria ter saído.

Os comentários do texto estão encerrados.

Voltar ao topo