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20/09/2006 - 16:09

Pernambuco no Oscar

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A escolha de “Cinema, aspirinas e urubus” como concorrente brasileiro a uma das cinco vagas do Oscar de melhor filme estrangeiro foi uma grata surpresa.

Em anos anteriores, o sucesso de público foi determinante para a escolha (como no caso do razoável “Dois filhos de Francisco em 2005 e do inominável “Olga” em 2004). Desta vez, o critério principal parece ter sido a qualidade.

Na opinião deste blogueiro, “Cinema, aspirinas e urubus”, do pernambucano Marcelo Gomes, era de longe o melhor candidato. Mas havia a expectativa da escolha de um filme com mais “cara de Oscar” (leia-se mais convencional), como “Zuzu Angel”.

No final das contas, é provável que “Cinema, aspirinas e urubus” tenha mais chances de ser indicado, porque teve uma carreira elogiada (embora discreta) nos Estados Unidos e porque traz um enfoque original para o “buddy movie” (filme sobre a amizade), gênero muito querido pelos americanos.

A comissão que escolheu o filme foi formada pelos cineastas Jorge Bodanzky, Sandra Werneck e Andrucha Waddington, pela roteirista Carolina Kotscho, pelo editor Ricardo Miranda e pela diretora do Festival do Rio Ilda Santiago. Eles estão de parabéns.

A qualidade de “Cinema, aspirinas e urubus” independe de sua escolha para o Oscar, prêmio superestimado que se tornou uma obsessão para os brasileiros nos últimos anos. Mas, desta vez, dá para torcer sem ficar envergonhado.

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35 comentários para “Pernambuco no Oscar”

  1. Nicolas disse:

    Cinema, aspirinas… é um filme fraco. A história é pobre e arrastada. Quem atenua a fraqueza do filme é o rapaz nordestino, tremendamente carismático e talentoso. Desconfio dos elogios eloqüentes. Cheiram a afetação cult com brasileirice corporativa. Todos com quem conversei admitiram que o filme é, apenas, razoável. Em sendo razoável, filme brasileiro é obra-prima. Porque da lista constavam porcarias inomináveis (Bens Confiscados é I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL!; Irma Vap dá pra acreditar porque a Carla Camurati é a crônica de um desastre anunciado e financiado pela Petrobrás), ou sessões da tarde tipo Zuzu Angel.

  2. claudio disse:

    pois eu desconfio, nicolas, é da ranhetice eloqüente. cheira a uma característica bem em voga nestas plagas, certa acidez crítica que, vista de perto, não passa de pose – afinal, é muito mais “inteligente” malhar do que elogiar, não é?

    ninguém aqui disse que “cinema, aspirinas e urubus” é uma obra-prima. é um bom filme, bem superior aos concorrentes, e a empolgação – pelo menos a minha… – vem do fato de sua escolha poder sugerir uma mudança de mentalidade na comissão do minc. entendo você não gostar do filme, mas daí a ver “afetação cult” e “brasileirice corporativa” em quem gostou vai uma distância bem razoável.

  3. Leo Ribeiro disse:

    Além de ser um filme belíssimo, roteiro esperto e atuações seguras e inspiradas, o “cinema…” tem uma fotografia pra lá de excelente do Mauro Pinheiro Jr.
    Valeu…
    Boa escolha…
    Parabéns a todos…

  4. Chico disse:

    Opa, opa, se ainda não teve, aqui tem um que acredita na primazia da obra Cinema, Aspirinas e Urubus. Obra prima sim, filme de delicadeza e contenção raras não só nacional mas internacionalmente. O comentário foi certeiro: esse ano “dá pra torcer sem ficar envergonhado”. Dá pra torcer com muito orgulho, completo.

  5. Rodrigo disse:

    Gostei muita da indicação. Mas ainda me pergunto pq Cidade baixa, q eu acho um pouco melhor, nem concorreu a essa indicação…

  6. Te disse:

    Uma surpresa pra mim também. Quando soube, pensei: será que leram o post do Calil, pra fazer essa indicação :-)?

  7. Te disse:

    E quem sabe apressem o lançamento em DVD. Vocês acreditam que um ano depois do lançamento em cinema, ainda não tem DVD?

  8. Nicolas disse:

    claúdio, sua empolgação se deve à mudança de mentalidade do minc. num site noticioso, li que o filme foi escolhido por “melhor refletir o Brasil”.

    eu não aplaudiria um filme por tais motivos. respeito opiniões contrárias por apreço à diversidade. mas acho que o verdadeiro elogio a um filme deve, tanto quanto possível, se eximir de questões políticas, tertúlias nacionalistas e que tais.

    são essas dispersões que geram filmes ruins e atulham o mundo cultural de conspirações mesquinhas.

  9. Luiz Siqueira Paes disse:

    Fiquei surpreso e contente com a indicação do filme em questão, uns dos melhores deste ano. Parabéns a comissão.

  10. Rogge disse:

    Valeu! Torci pelo filme. O melhor filme brasileiro da safra começada por Carlota Joaquina. Na verdade, um dos melhores filmes brasileiros da história. Inacreditável como, com aquele ritmo, com aquela arridez, o filme consegue ser tão denso e belo. E ainda consegue mostrar um aspecto doloroso da nossa História sempre esquecido. Em preto e branco.

  11. barbara disse:

    “Em preto e branco”.

    Bela fotografia do Mauro Pinheiro!

  12. Cláudio do Amaral Gouveia Neto disse:

    O problema de muitos críticos brasileiro é que somente a região sul (trecho Rio São Paulo) é que tem qualidade, e quando demagogicamente eles reconhecem o nordeste, somente a Bahia é quem representa essa parte do nosso querido Brasil, esquecem que Pernambuco, Alagoas, Paraiba, Rio Grande do Norte, Ceara… etc, também fazem parte do nordeste e principalmente foram responsáveis pelas grandes conquistas no período colonial em batalhas como a dos Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes, ou a Confederação do Equador que ocoreu nas terras pernambucanas. Vamos aceitar que TODOS os brasileiros são capazes de produzir, dirigir, atuar, etc. filmes de qualidade, principalmente o povo nordestino que mostra a realidade da vida daqueles que contribuiram para a construção da República e da Democracia do nosso querido BRASIL!!

    Cláudio Gouveia.

  13. vera disse:

    se faz novelas de ótima qualidade,mas quando o assunto é cinema,pelo amor de Deus,haja saco.assisti-lo é pedir demais.ainda mais com esse título:urubus,aspirinas,…credo.será que não tinham coisa melhor? to fora.

  14. SUL disse:

    Nordeste devia ser varrido do mapa… povo ignorante que elege o Lula vao se fuder seus FDPS e passem fome o resto da vida seus merdas

  15. Pilar disse:

    Sou do sul-maravilha, mas não tenho essa pseudo-xenofobia de quem não conhece nada além do próprio umbigo. Merdas e maravilhas são feitas em todos os lugares. Mas isso não vem ao caso.

    O filme do Marcelo é muito bem escrito e dirigido. Apesar do nome, a narrativa é sutil e muito bonita. Diferentemente de central do brasil, o nordeste aqui não é o enredo principal, mas apenas um cenário. De formas que ele não concorre com a trama, mas ajuda a ser contada. E a escolha dos atores não podia ser mais acertada. O alemão que faz o papel do distribuidor da bayer na 2a guerra é fantástico.

    Acho que é preciso ver o filme antes de abrir a boca para meter pau.

    E sobre a idéia de que todo filme brasileiro é ruim, acho que o aspirinas veio justamente para desmentir isso.

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