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22/09/2006 - 00:01

Adeus ao mestre da luz

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Diretor de fotografia preferido de Ingmar Bergman e conhecido como “mestre da luz”, o sueco Sven Nykvist morreu ontem, aos 83 anos, em uma casa de idosos de Estocolmo. Segundo seu filho Carl-Gustaf Nykvist, ele sofria há anos de afasia, uma forma de demência.

Para muitos diretores de fotografia, Nykvist foi o maior nome de sua área na história do cinema. Ele era conhecido por criar a atmosfera de uma cena e captar todas nuances nas expressões dos atores com recursos mínimos de iluminação.

A parceria de 30 anos com Bergman foi uma das mais brilhantes do cinema. Ela começou com “Noites de circo” (1953) e terminou em “Fanny e Alexander” (1982), passando por obras-primas como “Persona” (1966) e “Gritos e sussurros” (1972).

Longe de Bergman, os trabalhos de Nykvist sempre foram muito acima da média, mas não tão deslumbrantes. Entre eles, estão “Pretty baby” (1978), “A insustentável leveza do ser” (1988) e “Crimes e pecados” (1989).

Nykvist nunca gostou de falar sobre os segredos de sua técnica. Ele preferia atribuir a qualidade de sua fotografia à simplicidade. “Hoje nós tornamos as coisas muito complicadas. A iluminação, as câmeras, as atuações. Eu levei 30 anos para chegar à simplicidade”, ele afirmou certa vez.

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6 comentários para “Adeus ao mestre da luz”

  1. MSIM disse:

    Ele era o maior dos maiores.

  2. insensível disse:

    o mundo não será o mesmo…e agora? o q vou falar lá em casa? meu deus, por que ele?

  3. tom disse:

    Tive o privilégio de ouvir o mestre numa palestra alguns anos atrás… Realmente simples, sem firulas, sem mágicas nem fórmulas.

  4. barbara disse:

    Ele trabalhou com Malle também em Black Moon, não? Era mesmo um dos grandes, pena.

  5. Ricardo Paiva disse:

    Morreu simplesmente o maior. E a perda de Tonino Delli Colli, ano passado, ninguém falou, outro gigante dos filmes geniais de Sergio Leone.

  6. Rogge disse:

    Sven Nykvist foi o fotógrafo cinematográfico. Tenho saudades da atmosfera que ele criava com seu jogo de luz. Ingmar Bergman era aquela atmosfera. Pena que os grandes dessa geração estão indo embora. Uma geração que fazia o mundo fervilhar. Talvez venham outros. A serviço de que, ou de quem ? O mundo está no momento muito árido. E esta geração ri de Cicarelli e Costinha. Será mesmo que poderiam fazer coisa melhor? O neoliberalismo está tornando o mundo sangrento e muito chato. Alguma coisa anda mesmo errada… Será que alguém percebe?

Os comentários do texto estão encerrados.

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