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29/10/2006 - 23:54

A lição coreana

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Deu no boletim eletrônico Filme B (para assinantes aqui) que os filmes sul-coreanos conseguiram 82,7% da bilheteria no país em setembro – contra apenas 5,4% dos filmes americanos. O recorde foi puxado por sucessos como a comédia “Between love and hate” e o terror “The host” (que acumula 13 milhões de espectadores).

O próximo passo é conquistar o mercado externo. Depois de inundar o Japão com seus filmes, a Coréia do Sul agora aponta para a China, os Estados Unidos, a Europa e até a América Latina. A principal aposta para essa expansão é a superprodução “D-war”, com orçamento de US$ 70 milhões e diálogos em inglês.

O sucesso do cinema da Coréia do Sul depende de vários fatores, que vão da criação de várias escolas de cinema, leis de apoio do governo, financiamento de empresas com a Samsung e uma verdadeira diversidade de propostas, que vão do cinema de gênero ao autoral.

Quando o cinema brasileiro crescer, ele deveria se mirar na Coréia do Sul.

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9 comentários para “A lição coreana”

  1. Zé Bush disse:

    well…..e temos que parar com essa mania boboca e bairrista de que todo filme brasileiro tem que concorrer ( e ganhar) o Oscar.
    Isso tem que ser indústria, como era no tempo da Vera Cruz e Atlândida. Fazia-se filme a torto e a direito, para todo gosto. Os populares bancavam os de autor. Infelizmente a coisa não prosseguir mas muita coisa boa foi feita. Até Palma de Cannes o cinema brasileiro ganhou, lembram-se?
    E tem que acabar com esse ranço “cabeça/conteúdo”.Cinema é entretenimento e lazer. Tem lugar para tudo naquela tela. Comédia, Drama,Documentário, Policial, Suspense.Só não tem lugar para proselitismo pseudo-metafórico e exibicionismo intelectualóide.

  2. André Pessoa disse:

    Bem, todos os filmes coreanos que eu já vi na vida (uns 10, normalmente comédias, musicais ou thrillers) eu achei ridículos.

    Mas talvez eu não tenha procurado direito.

  3. Rodrigo disse:

    Vi The Host no Festival do Rio. O filme é excelente e deveria estrear em circuito por aqui. Garanto q faria sucesso.

  4. disse:

    Andre, quem sabe você é quem tenha um gosto pelo ridiculo.

  5. daniel disse:

    Zé Bush, vc está enganado, infelizmente. Nunca existiu uma indústria de cinema no Brasil. Durante os anos em que a Vera Cruz produziu filmes, entre 1951 e 1955 (só isso), a produção de filmes no país era bem menor do que hoje (sempre foi menos do que 15 filmes por ano).

    A única época em que se produziu assim, em larga escala, foi na fase áurea da Embra, com até cem filmes por ano, sendo que grande parte não tinha dinheiro da Embra na produção – eram produtores independentes, principalmente os das pornochanchadas. Mas chamar de indústria é exagero.

    E é curioso que a turma que mais reivindica que o cinema deve “ser feito para o público” é a primeira a se horrorizar com a idéia de fazer filmes apelativos como as pronochanchadas.
    Mas aquele período do final dos anos 70 foi o mais produtivo em cinema, até hoje (a menos que a gente inclua a produção das TVs, hoje em dia).
    Isso é indiscutível, os números são bem claros.

  6. Heitor Augusto disse:

    Cinema é cinema. E, sim, há espaços para reflexão e para entretenimento. Não é um, nem outro. Pode ser apropriado por um e por outro. Deve servir a um interesse e, também, a outro.

    E, meu Deus, eu que não acompanho o cinema oriental estou chocado: caraca, 82,7″%! Yeahh!

  7. Marcio Leandro disse:

    No Brasil, enquanto continuarem insistindo no “padrão Globo de qualidade” fica difícil, o último filme nacional decente que assisti foi “O Homem que Copiava”, assisti na casa de amigos mais por estar lá e não ter podido escolher outro filme do que por curiosidade e me surpreendi. Claro que temos que levar em conta o fato de ser estrelado por Lázaro Ramos, na minha opinião o melhor ator da sua geração e pela excelente direção e roteiro. Deu até para esquecer que os restante do elenco era global demais para meu gosto.

  8. Roberto Pedreira de Freitas Ceribelli disse:

    Beto é b de bom e a de ótimo(a) … voalá…
    Beta feminina é sucesso e já causa frison
    … Beto Publicidade e Propaganda, a enganosa fica com o resto de amadore(a)s.

  9. Beto… para de cheirar… c ainda morre disso…

Os comentários do texto estão encerrados.

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