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Arquivo de outubro, 2006

21/10/2006 - 11:30

O vídeo da briga no Jobi

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Mais um provável sucesso para o YouTube: o vídeo da briga no Jobi, bar do Rio de Janeiro, em que uma publicitária com a camiseta do “Lula sim” teve parte de um dedo arrancada por uma jornalista (veja aqui).

As imagens foram gravadas por um freqüentador do boteco com a câmera de seu celular e cedidas à TV Bandeirantes. Nunca na história desse país uma briga de bêbados teve tamanha repercussão.

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21/10/2006 - 00:01

Dois equívocos da Mostra SP

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A Cinética e a Cinequanon, duas das melhores revistas eletrônicas de crítica cinematográfica do país, escreveram uma carta aberta à organização da Mostra de Cinema de São Paulo. Nela, questionam os critérios de credenciamento do evento, que deu preferência à mídia impressa, em detrimento da internet.

A Contracampo, outro site fundamental da crítica, debateu o mesmo assunto no editorial de sua nova edição. Para esses sites, o número de credencias foi reduzido, ou elas foram negadas.

Cineastas como Nelson Pereira dos Santos, Maurice Capovilla, José Eduardo Belmonte e Philippe Barcinski, entre outros, já manifestaram sua solidariedade à carta.

À primeira vista, pode parecer um assunto menor. Mas há dois equívocos sérios na atitude da organização da Mostra: 1) a incapacidade de reconhecer que a internet (com destaque para os três sites citados) produz hoje parte da mais importante (e, com certeza,a mais independente) reflexão crítica sobre cinema no Brasil; 2) a prioridade dada a revistas mais interessadas em fazer cobertura de celebridades do que de filmes – o que não combina com a bela história de 30 anos de incentivo à cinefilia da Mostra.

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20/10/2006 - 18:57

Animação com alma

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A empresa norte-americana Image Metrics desenvolveu um software que promete revolucionar a animação por computador. Segundo reportagem do “New York Times”, o feito da empresa é espantoso: ela conseguiu criar animações com alma, com personalidade.

O software pega as expressões de um ator/modelo e as transfere para um rosto virtual (pode ser de um monstro fictíco ou de um ator morto). “É o que eu chamo de transferência de alma”, diz Andy Wood, presidente da Image Metrics. Para entender o processo, vale a pena dar uma olhada em um vídeo da empresa.

Isso permitirá, por exemplo, que o próximo filme de James Bond seja estrelado pelo Sean Connery dos anos 70. Ou que a nova cinebiografia de Truman Capote tenha como protagonista o próprio escritor. Ou ainda que George Clooney contracene com Marilyn Monroe em uma história inédita.

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20/10/2006 - 00:01

Um personagem chamado Brasil

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Michael Caine (de camisa social) passeia pelo Arpoador em "Feitiço no Rio" (1984)

Se tivesse sido combinado, não daria tão certo. “Olhar estrangeiro”, documentário sobre os clichês perpretados pelos filmes internacionais que têm o Brasil como personagem, entra em cartaz hoje – apenas três dias depois da divulgação do trailer de “Turistas”, produção americana em que um grupo de mochileiros sofre o golpe “Boa noite, cinderela” em uma viagem ao país.

Baseado no livro “O Brasil dos gringos: imagens no cinema”, de Tunico Amâncio, e dirigido por Lúcia Murat (“Quase dois irmãos”), o documentário mostra que a visão estereotipada presente em “Turistas” é a regra dos filmes estrangeiros que têm o Brasil como cenário ou que citam de alguma forma o país.

O problema não é tanto a violência mostrada em “Turistas” – mesmo porque ela está presente de maneira muito mais acentuada nos filmes brasileiros. O problema é resumir o Brasil a apenas dois ou três de seus aspectos: a sexualidade feminina, a natureza exótica, a alegria e musicalidade dos seus habitantes.

Dê uma olhada na foto acima, uma cena tira de “Feitiço no Rio” (Blame it on Rio), de 1984, um dos filmes de maior sucesso rodados no Brasil. Nela, os personagens de Michael Caine (de camisa social) e Joseph Bologna passeiam pela praia do Arpoador.

Todos os três elementos “típicos” do Brasil estão lá: as mulheres estão todas de topless, uma delas (logo abaixo de Bologna) tem um macaco pendurado em seu ombro e um pouco à esquerda há um sujeito tocando flauta. O Brasil dos gringos resumido em uma imagem.

“Olhar estrangeiro” traz trechos curiosos desse e de outros filmes estrangeiros sobre o Brasil. Como “Próxima Parada: Wonderland” (1999), em que um brasileiro interpretado por um ator latino (José Zúñiga) chaveca uma americana (Hope Davis) cantando uma bossa nova com sotaque espanhol e convidando-o para conhecer a praia de “Su Paulo”. Ou “Brenda Starr” (1989), passado no Brasil, mas filmado na Flórida, em que a protagonista (Brooke Shields) desliza por um rio montada em dois jacarés.

Para tentar analisar a razão de tantos clichês perpetrados sobre o Brasil, Murat inverte a câmera em direção aos estrangeiros. A diretora entrevista diversos profissionais envolvidos com os filmes rodados no país, como os atores Michael Caine, Hope Davis e Jon Voight (“Anaconda”), os diretores Greydon Clark (“Lambada – A dança proibida”), Zalman King (“Orquídea selvagem”), Robert Ellis Miller (“Brenda Starr”), Philipe de Brocca (do francês “O homem do Rio”) e Philippe Clair (do também francês “Si tu vas à Rio, tu meurs”, que tinha como estrela Roberta Close).

Das entrevistas, surge a certeza de que a grande maioria dessas pessoas não fizeram sua lição de casa sobre o Brasil. Caine, por exemplo, aponta a beleza do povo brasileiro como razão para os clichês sobre o país. De Brocca diz que não consegue imaginar um filme com um brasileiro trabalhando. King conta que já chegou aqui com idéias preconcebidas sobre temas como sexo e candomblé. Decidiu mantê-las mesmo depois de perceber que elas não correspondiam à realidade.

Nesse cenário de estereótipos, Murat aponta duas exceções, não por acaso dois filmes que nunca foram concluídos por seus diretores. O primeiro é o famoso “It’s all true”, do norte-americano Orson Welles, que registrou belíssimas imagens sobre jangadeiros do Ceará e o carnaval do Rio.

O segundo é o desconhecido “Le Grabuge”, rodado pelo francês Édourd Luntz no Rio em 1968. A Fox, produtora do filme, não gostou da visão realista do diretor e tentou modificar o filme. Luntz ganhou na Justiça o direito de fazer sua versão, mas a Fox já havia destruído o negativo.

O lado mais saboroso de “Olhar estrangeiro” é o aspecto anedótico dos filmes e das entrevistas. Mas, em certo grau, ele repete o problema das produções que retrata: a superficialidade. Murat consegue demonstrar a ignorância das produções e dos profissionais que tentaram retratar o país. Mas não vai muito fundo na hora de investigar as causas do problema.

O filme deixa de lado uma questão fundamental: em que medida os brasileiros ajudaram a criar essa imagem estereotipada divulgada pelos estrangeiros? Até que ponto o Brasil dos gringos é também um produto nacional?

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19/10/2006 - 16:53

O segredo do recordista do YouTube

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Qual é o segredo do vídeo “The evolution of dance” (A evolução da dança”), o maior sucesso da curta história do YouTube? Essa é a pergunta que Virginia Heffernan, crítica de TV do jornal “The New York Times”, tenta responder em seu blog Screens.

“The evolution of dance” já foi visto mais de 34 milhões de vezes (o dobro do segundo colocado e quase 20 vezes mais que o brasileiro “Tapa na Pantera”), o que o torna o recordista absoluto de acessos do YouTube. É também o vídeo com mais cotações (mais de 50 mil) e o terceiro com mais comentários (mais de 11 mil).

Mas, como bem observa Heffernan, o vídeo não tem ninguém famoso, é medíocre e longo demais para os padrões do YouTube (6 minutos, no caso). Ele apenas mostra o norte-americano Judson Laipply – uma mistura de comediante e palestrante de auto-ajuda – fazendo um medley de estilos de dança – de Elvis Presley a Outkast, passando por Michael Jackson e a Macarena.

O que nos leva novamente à questão: por que “A evolução da dança” foi vista 34 milhões de vezes? Heffernan tem uma boa tese: porque o vídeo não é falado em inglês. “Esse é o segredo: é um filme mudo. Com trilha sonora”. As pessoas já conhecem as músicas e não precisam entender os diálogos. Isso significa que ele tem apelo no mundo todo, incluindo o hi-tech mercado asiático. Para Heffernan, o Google deve prestar atenção ao caso de “A evolução da dança” se quiser fazer dinheiro com o YouTube.

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19/10/2006 - 00:01

São Paulo abre sua maratona de cinema

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Maior evento cinematográfico do país, ao lado do Festival do Rio, a 30a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo começa hoje com a exibição para convidados do documentário “Os Estados Unidos contra John Lennon”.

Entre longas, médias e curtas, a Mostra contará com mais de 300 filmes (veja a programação completa no site oficial). Em comparação ao festival carioca, o evento paulistano tem, entre outros destaques, uma seleção asiática mais forte e um maior número de longas brasileiros em competição.

Da Ásia, vêm novos filmes de diretores fundamentais do cinema contemporâneo. O chinês Jia Zhang-ke – que venceu a Mostra do ano passado com “O Mundo” e é considerado por Walter Salles o mais importantes jovem cineasta da atualidade – será representado por duas produções: “Still life” (melhor filme no Festival de Veneza) e o documentário “Dong”.

No excepcional time de asiáticos, estão também o malaio Tsai Ming-liang (“Eu não quero dormir sozinho”), o tailandês Apichatpong Weerasethakul (“Síndromes e um século”) e o cingalês Eric Khoo (“Fica comigo”).

Já seleção brasileira foi vitaminada pelo Prêmio Petrobras de Difusão Cultural, que vai dar R$ 400 mil e R$ 200 mil ao melhor longa de ficção e ao melhor documentário nacional, respectivamente. Além de filmes muito bem recebidos no Rio (“O ano em que meus pais saíram de férias”, “O céu de Suely”, “É proibido proibir”, “O cheiro do ralo”, “Os 12 trabalhos”, “Antonia”), há outros trabalhos que não foram vistos pelos cariocas, como “As tentações do irmão Sebastião”, de José Araújo, “Corações desertos”, de Cristiano Burlam, “Incuráveis”, de Gustavo Acioly, “O dono do mar”, de Odorico Mendes, “Remissão”, de Silvio Coutinho, e a obra-prima “Serras da desordem”, de Andrea Tonacci.

Outro filme rodado no Brasil, mas realizado pelo russo Kirill Mikhanovsky, é “Sonhos de peixe”, história de pescadores de uma aldeia do Rio Grande de Norte. Quem já o assistiu garante que o russo entendeu melhor a realidade nacional do que muito cineasta brasileiro.

Já a grande estrela individual do festival promete ser o longevo cineasta português Manoel de Oliveira, 97 anos. Além de ter feito o cartaz do festival, ele terá seu novo filme exibido na mostra (“Belle Toujours – Sempre Bela”, seu tributo ao clássico “A bela da tarde”, de Luis Buñuel) e um documentário que registra um papo com sua escritora preferida (“Conversas no Porto. Manoel de Oliveira e Agustina Bessa-Luis. Dezembro 2005”, de Daniele Segre. Da nova geração portuguesa, será exibido “Juventude em marcha”, de Pedro Costa, que muitos críticos consideraram o melhor filme do Festival do Rio.

Entre as mostras especiais, destacam-se a retrospectiva Joaquim Pedro de Andrade, com todos os longas e curtas do cineasta brasileiro restaurados digitalmente, entre eles “Macunaíma” e “Garrincha, alegria do povo”; a retrospectiva Cinema Político Italiano, com obras de Marco Bellochio, Elio Petri, Ettore Scola, Mario Monicelli e Bernardo Bertolucci, entre outros. Da Itália, foi resgatado também “Cabiria” (1914), de Giovanni Pastrone, talvez a mais desconhecida das superproduções do cinema mudo, que terá exibições acompanhadas ao vivo por um pianista. Uma bela maneira de comemorar as três décadas da Mostra.

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18/10/2006 - 15:17

A ética segundo Barretão

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Por que será que artista brasileiro se enrola tanto para falar de ética? Depois do Wagner Tiso e do Paulo Betti, foi a vez agora do produtor Luiz Carlos Barreto. Em entrevista ao “Globo” de hoje, ele declarou voto em Lula e deu um par de declarações esquisitas:

“O mensalão foi um apelido quando se achava que os deputados recebiam uma mensalidade. Mas era uma anuidade. Era um negócio que, na hora da eleição, dava auxílio para fazerem campanha.”

“Fizeram jogada política como na época da compra de votos do FH. Faz parte da ética política. Não é falta de ética. A ética política é elástica.”

Barreto passou boa parte do governo Lula reclamando da pulverização dos recursos governamentais para o cinema, o que teria prejudicada grandes produtores do Rio de Janeiro e São Paulo.

Nesta semana, o Grupo Barreto anunciou seus planos para o próximo ano, segundo boletim do FilmeB (para assinantes, aqui): são cinco novos filmes em curso e mais dois projetos em fase de preparação, com filmagens previstas para 2007.

Se a produtora de Barreto consegue realizar tantos filmes sendo prejudicada, imagine o que ela não poderia fazer com uma pequena ajuda dos amigos?

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18/10/2006 - 14:42

O surto da Globo

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O “Jornal da Globo” de ontem começou com um estranho editorial lido por William Waack sobre o tumulto ocorrido na Argentina durante a transferência dos restos mortais do ex-presidente Juan Domingo Perón para um mausoléu.

Waack disse que a batalha campal entre peronistas, principalmente sindicalistas, deveria servir de lição para o Brasil.

Em comparação com eleições anteriores, a Globo até que vinha se comportando bem na deste ano. Mas o editorial do “Jornal da Globo” foi, no mínimo, despropositado.

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18/10/2006 - 00:01

O país do vale-tudo

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“Turistas”, filme norte-americano com história passada no Brasil que será lançado em 1º de dezembro nos Estados Unidos, promete causar mais um arranhão na imagem do país e provocar muita polêmica por aqui.

A julgar pelo trailer (que pode ser assistido aqui), “Turistas” (o título original adota a palavra em português, em vez do inglês “Tourists”) traz uma visão bastante negativa do Brasil.

Na trama, um grupo de jovens americanos vem passar férias no país, apresentado, a princípio, como um paraíso. As garotas fazem topless na praia, os garotos jogam futebol. Mas, de repente, eles sofrem o golpe “Boa noite, cinderela”. São dopados, roubados e torturados.

Apesar de haver imagens do Rio de Janeiro no trailer, a maior parte da história se passa em uma floresta isolada, onde eles teriam ficado presos depois de um acidente de ônibus. No trailer, um letreiro diz: “No país onde vale tudo, tudo pode acontecer”.

O filme é uma produção da Fox Atomic, divisão da Fox para filmes de terror de baixo orçamento voltados para adolescentes. Não custa nada lembrar que o estúdio produziu também o famoso episódio dos Simpsons em que macacos passevam pelas ruas do Rio.

Se o trailer for uma boa amostra do que vem por aí, nunca um filme pegou tão pesado com o Brasil. Será que fizemos por merecer essa reputação ou esculacharam demais dessa vez?

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17/10/2006 - 00:01

Um soco na cara

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Para uma mulher que encontrou a paz espiritual na ioga, os termos usados pela atriz Paula Burlamaqui para elogiar sua colega Paola Oliveira foram um tanto violentos: “Você é tão linda que dá vontade de dar um soco na sua cara!”.

É possível imaginar mil maneiras melhores de reagir à beleza da estrela de “O profeta”, a nova novela das seis da Globo, que estrou ontem. Mas dá para entender a exaltação de Burlamaqui. Paola tem o rosto mais perfeito da nova geração de atrizes brasileiras.

Por sua beleza clássica, ela já foi comparada ao mito Grace Kelly. Na verdade, ela se parece mais com sua contemporânea Rachel McAdams, de “Penetras Bons de Bico” e “Vôo Noturno” – o que só é um demérito para os muito nostálgicos.

Mas as virtudes de Paola, uma garota de apenas 23 anos formada em fisioterapia, vão um pouco além da beleza. A câmera gosta dela, e vice-versa. É inútil discutir se ela pode se tornar uma boa atriz. Ela é uma estrela – o que é algo mais incomum.

A Globo não demorou a perceber isso e a escalou para ser protagonista logo em sua segunda novela. Paola foi a visão mais interessante do primeiro capítulo de “O profeta” – remake da obra de Ivani Ribeiro, que tem como protagonista Marcos (Thiago Fragoso), um rapaz que tem o poder de prever o futuro.

Toda a parte espírita do primeiro capítulo foi de uma cafonice constrangedora, em especial a cena da morte do irmão de Marcos (já o pedaço mundano da novela, com sua boa reconstituição da São Paulo dos anos 50, foi mais saboroso).

Outro problema foi a presença de Thiago Fragoso, não pelos seus dotes interpretativos, mas por seu tipo físico querubínico – que não oferece nenhum contraste ao de Paola. Parece que estamos vendo uma versão espírita de “A lagoa azul”.

Na última cena de ontem, Marcos teve uma de suas premonições: ele descobriu que Sônia, o personagem de Paola, é a mulher de sua vida. Dele e da torcida do Flamengo. Assim é fácil ser profeta.

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