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28/11/2006 - 13:29

Cópias demais para espectadores de menos

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Na revista Cinética, os críticos Leonardo Mecchi e Eduardo Valente chamam atenção para uma nova distorção do cinema brasileiro: os filmes lançados com cópias demais para espectadores de menos.

Eles citam como exemplos “Canta Maria” (35 cópias, 2500 espectadores no final de semana de estréia) e “Vestido de noiva” (23 cópias, 1600 espectadores) – que tiveram a triste média de 70 espectadores por cópia (contra uma média de 390 dos filmes brasileiros em 2005). Mas poderia-se falar também nos casos de “1972” (21 cópias, 2825 espectadores) e “Sonhos e desejos” (24 cópias, 2900 espectadores).

A Cinética faz uma conta interessante: se a produção de “Canta Maria” tivesse usado o dinheiro gasto com cópias para pagar ingressos ao público, o filme teria quase 30 mil espectadores – 12 vezes mais do que o resultado real do filme.

Um dos principais motivos para essa distorção parece ser a má utilização dos recursos para distribuição obtidos via editais. Com dinheiro na mão, as produtoras apostam no “quanto mais cópias melhor”, em vez de estudarem uma estratégia de lançamento específica e realista para cada filme. O resultado está aí: mais uma leva de filmes invisíveis; só que, dessa vez, eles são também gigantes.

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13 comentários para “Cópias demais para espectadores de menos”

  1. abstrato disse:

    Calil,

    tem que ensinar pros caras a tatica do “gostinho de quero mais”…

    Chico Buarque deixou esse “gostinho de quero mais” quanto tempo? inumeros anos…foi so reaparecer que lotou todos os espetaculos…

    tudo que entra na categoria de consumo de massa se torna isso ai, sem graca…tem que saber investir no marketing…

    poucas copias, salas menores…eh uma forma de garantir uma certa longevidade pra coisa…

  2. Te disse:

    Boa idéia: já que o dinheiro com que foram feitos é público, por que não apresentar os filmes de graça nas escolas, nas praças, nas associações comunitárias e afins?

  3. francisco disse:

    Sou interessado no cinema nacional e moro em Fortaleza-CE. Creio que com a redução do número de cópias, essas só ficariam no Sul e Sudeste. Como ficariam os cinéfilos em outras regiões brasileiras?
    Irônico que o cinasta nacional melhor saudado pelo crítico seja cearense, Karim Aïnouz. Seu último filme tão elogiado em blogs e revistas semanais de informação passa-se em Iguatu, uma cidade no sertão do Ceará. Felizmente o diretor fez questão que seu filme fosse lançado na mesma data em Fortaleza também.

  4. abstrato disse:

    cacildas! li na coluna do CH que o Ministerio da “Cultura” e a PETROBRAS (sempre ela) andaram liberando a simploria quantia de R$ 550 mil para a realizacao de um documentario tendo como tema…ahahaaha…Rita Cadillac..

    aahaha…

    que pais meu Deus!!!

  5. Malkhut disse:

    Enquanto os incompetentes do cinema nacional cobrarem ingresso dos brasileiros antes mesmo de ter um filme pronto, eu não compareço às salas para ver qualquer que seja produção nacional. Já paguei, não vou pagar duas vezes para ver a porcaria. E mesmo que seja menos porcaria, nenhuma vale dois ingressos.

    Então cineastas, querem fazer arte? Querem fazer cinema? Ponham a mão no seu próprio bolso, e não no meu. Assim, talvez, se vocês fizerem um produto que valha a pena eu colocar a mão no meu bolso para pagar, eu faça isso.

  6. francisco disse:

    Diogo Mainardi berra contra cultura brasileira e diz que a arte deve se bancar,ou seja, se for lucrativa continua, senão não exista.
    Curioso que ele lançou livros de baixíssima vendagem e admira obras de arte italianas que foram financiadas pelo Estado ou pela Igreja. Se ele e discípulos mais toscos seguissem esse raciocínio a valer, deveriam ler Paulo Coelho e assistir aos filmes da Xuxa apenas.

  7. Giovanni disse:

    Também, sinceramente, filme brasileiro consegue ser ainda pior que o país, o que parecia impossível de se atingir.

  8. Withnail disse:

    Dá-lhe Cafuné. Nem sei qual foi o resultado, mas neguinho suou sangue para fazer uma estratégia específica.

  9. Deise Guelfi disse:

    O que falta para o cinema brasileiro se aprumar? São os temas, os atores ou diretores? O que torna o cinema brasileiro tão ruim? Pergunta que não quer calar…

  10. Rodrigo disse:

    Mais uma vez eu venho aqui dizer q há filmes nacionais excelentes. Em cartaz eu destaco três, de imediato: “O Céu de Suely”, “O Ano em que meus pais ´saíram de férias” e “1972”.
    Tem q lançá-los com muita cópia sim, senão como competir com um Happy Feet da vida, q estréia em 200 salas no País?
    Se o povo não vai ver esses filmes, é pq não tem ator global, ou é pq tem esse preconecito idiota de q tudo q há de bom na arte, vem de fora.

  11. Francci disse:

    SARAU POÉTICO UM CASTELO DE PALAVRAS

    O sarau poético UM CASTELO DE PALAVRAS terá a sua segunda edição na sexta-feira, dia 1º de dezembro, das 18h às 22h no Castelinho do Flamengo, na Praia do Flamengo 158 – Flamengo, Rio de Janeiro.
    O evento é gratuito e coordenado pelo escritor João Pedro Roriz, que receberá as seguintes atrações: os poetas Rita Maria de Lacerda, José Henrique Calazans, Augusto Dias; os cronistas Ramon Mello e Francis Lunguinho; a cantora Cláudia Singer e dos Formandos da Oficina Literárias Novos Autores, entre outros.
    Todos os poetas presentes poderão participar do sarau e declamar as suas poesias para o público. O Sarau UM CASTELO DE PALAVRAS tem o apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro e do site http://www.cronicascariocas.com.br .
    Informações: (21) 2285-1355 / (21) 9217-7105.
    jproriz@hotmail.com

    Central de Escritores no Orkut – Participe!
    http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=23026739

  12. Tererê disse:

    É brincadeira!
    Enquanto isso, aqui em Curitiba, jovens diretores degladiam-se pela exorbitante verba municipal de R$ 10.000,00 para produzir um curta!
    Temos que assumir nossa condição de país subdesenvolvido e produzir sempre em “baixo orçamento”.
    Todo mundo rebolando!
    Chega de conceder mecenato à produções da Globo e vamos repartir melhor essa verba “renunciada” em prol da produção cinematográfica.
    Transparência, critério e prestação de contas e resultados é o mínimo que se pode exigir do Ministério da Cultura.

  13. O Louco disse:

    Será que os cineastas brasieliros não cansaram de fazer filme sobre o nordeste? de cada 10 filmes, 9 falam sobre o cangaço, que falta de criatividade, isso sim é falta de inteligência

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