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Arquivo de novembro, 2006

23/11/2006 - 12:57

No prato em que comeu

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Sempre tive muita inquietude com relação à bancada. Bancada é fim de carreira. No Brasil há uma distorção, como se o bacana fosse ancorar só. Meu barato é reportagem. Quero ser mais Ana Paula e menos Padrão.

De Ana Paula Padrão na “Folha de S. Paulo” (para assinantes, aqui), ao anunciar que deixará a bancada do “SBT Brasil” e passará a comandar o semanal “SBT Realidade”, como apresentadora e repórter.

É só impressão minha ou ela ofendeu outros apresentadores com a frase “bancada é fim de carreira” – especialmente Carlos Nascimento, que irá substituí-la no “SBT Brasil”?

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23/11/2006 - 00:01

Moscou contra 007

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Não é à toa que Hollywood vem enlouquecendo com o problema da pirataria. Em apenas três dias, cópias ilegais de “Cassino Royale”, o novo filme de James Bond, foram baixadas 200 mil vezes na internet.

Os dados são da Envisional , uma companhia online que monitora a pirataria na rede. Os métodos da empresa são sofisiticados o suficiente para identificar de onde vieram as cópias ilegais.

A primeira foi realizada na Rússia no dia da estréia mundial do filme, aparentemente uma gravação com câmera digital de uma projeção em cinema, com som e imagem sofríveis. A segunda veio da Itália no dia seguinte, já com qualidade superior.

A verdade é que Hollywood já sabe como localizar a origem da pirataria, mas ainda não tem a mínimo idéia de como resolver o problema. Se é que existe uma solução nesse caso.

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22/11/2006 - 18:01

As aventuras americanas de Wong Kar-wai

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Numa locação do SoHo, em agosto passado, Jude Law e Norah Jones estavam ficando íntimos. Repetidamente íntimos. Para ser preciso, eles se beijaram mais de 150 vezes nos últimos três dias.

O motivo para essa explosão de paixão era “My blueberry nights”, o primeiro filme em língua inglesa de Wong Kar-wai, o diretor independente de Hong Kong que se tornou o rei do cool cosmopolita.

A matéria do “New York Times” sobre o primeiro filme americano de Kar-wai (“Amor à flor da pele”, “2046”) é uma interessante descrição do choque entre dois mundos.

De um lado, o estilo idiossincrático, perfeccionista e errático do brilhante diretor chinês, que demorou cinco anos para fazer “2046”. Do outro, a tradição de regras, convenções e horários de Hollywood e suas estrelas. Esse eu vou contar os dias para ver.

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22/11/2006 - 13:38

Os 15 mais ricos da ficção

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Famosa por seus rankings de milionários, a revista “Forbes” lançou sua nova relação anual dos 15 personagens ficcionais mais ricos do mundo.

Na lista estão o Tony Montana de “Scarface” (13º lugar, com US$ 1 bilhão), o Willy Wonka de “A fantástica fábrica de chocolate” (11º lugar, US$ 2 bi), o Bruce Wayne de “Batman” (7º lugar, US$ 6,8 bi) e o sr. Burns de “Os Simpsons” (2º lugar, com US$ 16,8 bi), entre outros.

Em primeiro lugar, uma novidade. Sai Papai Noel, às voltas com problemas trabalhistas, e entra Oliver “Daddy” Warbucks, dos quadrinhos e do filme “Annie, a pequena órfã”, com US$ 36,2 bilhões – ainda distante dos US$ 50 bilhões nada fictícios de Bill Gates.

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22/11/2006 - 00:01

A ambição da Record

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A estréia de “Vidas opostas”, nova novela da Record, impressionou pela ambição. O primeiro capítulo, exibido ontem na faixa das 22h, teve uma hora e 15 minutos de duração, sem intervalos comerciais. Misturou cartões-postais de Portugal e Rio de Janeiro com imagens pretensamente realistas de favelas cariocas (que emulavam o estilo de “Cidade de Deus”). Apresentou no elenco vários ex-globais (Lavínia Vlasak, Marcelo Serrado, Tássia Camargo, Nicola Siri, Heitor Martinez etc.) e algumas revelações do filme de Fernando Meirelles (Leandro Firmino, Phelipe Haagensen).

Mas houve algo mais impressionante que o esforço de produção: o desejo de fazer um painel crítico do Brasil atual. Na trama, há um delegado corrupto (Serrado) que se associa a traficantes de drogas; em uma guerra de facções, um policial mata um inocente, que se esparrama sobre a bandeira do Brasil. Trata-se de um clichê visual, mas forte para uma novela.

Escrita por Marcilio Moraes e dirigida por Alexandre Avancini, a novela teve problemas sérios em seu primeiro capítulo: diálogos banais, personagens estereotipados, atuações caricaturais. Ainda assim, a ousadia na escolha e abordagem dos temas foi louvável. Se a dramaturgia conseguir alcançar em algum momento o nível da produção, a emissora pode ter seu maior sucesso na tentativa de arranhar o domínio da Globo no universo das telenovelas.

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21/11/2006 - 15:09

Adeus a Robert Altman

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Com a morte do diretor Robert Altman, ontem em Los Angeles aos 81 anos, o cinema norte-americano perde seu último grande símbolo de independência. Autor de clássicos como “M.A.S.H.” (1970), “Nashville” (1975), “O jogador” (1992) e “Short cuts – Cenas da vida” (1993), ele construiu quase toda sua carreira à margem de Hollywood – tanto em termos de produção quanto de convenções narrativas.

No conteúdo, seus filmes são marcados por uma extrema irreverência, a forma que o cineasta encontrou para ironizar instituições como o Exército, Hollywood ou a indústria da moda. Na forma, eles ficaram conhecidos por sua estrutura de mosaico, em que as trajetórias de diversos personagens são entrelaçadas com enorme habilidade. Esse formato foi imitado por dezenas de bons (P.T. Anderson, de “Magnólia”) e maus seguidores (Paul Haggis, de “Crash – No limite”).

Ao receber um Oscar honorário por sua carreira, Altman declarou: “Nenhum outro cineasta teve mais sorte do que eu. Eu nunca tive que dirigir um filme que não escolhi ou desenvolvi. Meu amor pelo cinema me deu um convite para o mundo e para a condição humana.”.

O cineasta foi indicado cinco vezes ao Oscar de melhor diretor, sem ganhar nenhuma vez – igualando o recorde negativo de outros quatro diretores (Alfred Hitchcock, Martin Scorsese, Clarence Brown e King Vidor). Mas, se havia um cineasta que não se importava com estatuetas, este era Altman.

Nascido em Kansas City, em 1925, foi piloto de bombardeiros na Segunda Guerra e estudou engenharia na Universidade do Missouri. Depois de realizar alguns curtas sobre a indústria de sua cidade natal, ele estreou em longa com “The delinquents” em 1957. Na década de 60, trabalhou principalmente na televisão, dirigindo episódios de séries como “Bonanza” e “Alfred Hitchcock apresenta”.

A grande virada de sua carreira foi “M.A.S.H.”, um ataque direto, feito no calor da hora, à participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã – embora a história supostamente se passasse na Guerra da Coréia. O filme foi transformado em uma das séries de maior sucesso da TV americana (que Altman, aliás, desprezava).

Depois de acumular fracassos na década de 80 (incluindo o subestimento “Popeye”), ele voltou ao topo com “O jogador” e “Short Cuts”. Mesmo assim, sempre encontrou dificuldades para conseguir financiamento para os filmes seguintes. Ele chegou a esconder que teve um transplante no coração em 1996, com medo de nunca mais ser contratado para outro filme.

“A última noite” (2006), derradeira obra de Altman, está em cartaz no Brasil e traz um cineasta em grande forma, depois de uma série de trabalhos pouco memoráveis (com a exceção de “Assassinato em Gosford Park”). O filme fala sobre o cancelamento de um tradicional programa de rádio americano. Profeticamente, o diretor declarou: “Este é um filme sobre a morte.” Mas, como se poderia esperar de Altman, não se trata de um lamento, e sim uma tentativa de aceitação do fim. Apesar do recado deixado por esse testamento cinematográfico, será difícil não sentir sua falta.

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21/11/2006 - 00:01

Crepúsculo da deusa

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No filme “Crepúsculo dos deuses” (1950), obra-prima de Billy Wilder, a antiga diva do cinema mudo Norma Desmond (Gloria Swanson) tenta fazer, a qualquer custo, sua reentré no cinema falado. Mas a tentativa esbarra em um problema: seu estilo de interpretação expansivo e grandiloqüente não se adapta à Hollywood de então.

A Sonia Braga de “Páginas da vida” lembra muito a Norma Desmond de “Crepúsculo dos deuses”. Em seu retorno às telenovelas, no papel da artista plástica Tonia Werneck, ela parece um objeto estranho, uma relíquia setentista, com sua interpretação teatral e afetada, seus gestos largas e sua fala estranhamente pausada, contrastando com o naturalismo global dos outros atores.

No início da novela, o problema não era tão grave assim, mesmo porque seu personagem entrava muda e saía quase calada de cena. Tonia aparecia fazendo tai chi chuan, criando suas esculturas e pouco mais. Agora que ela foi obrigada a falar, o descompasso com o resto do elenco ficou evidente e originou uma série de momentos embaraçosos – como a coletiva de imprensa da artista aos jornalistas e, principalmente, as cenas de amor com Edson Celulari (que, convenhamos, não tem ajudado muito).

É grande a tentação de dizer que Sonia Braga desaprendeu a atuar – uma sensação que vem desde sua atuação no filme “Tieta do agreste” (1996) e passa também por sua participação na série americana “Sex and the city” em 2003. Mas talvez isso não seja verdade, por dois motivos.

Primeiro, porque ela nunca foi conhecida por seus dotes interpretativos, mas como um ícone de uma certa beleza, brejeirice e picardia brasileiras. Foi assim que ela conheceu seu auge nos filmes “Dona Flor e seus dois maridos” (1978) e “A dama do lotação” (1978) e nas novelas “Gabriela” (1975) e “Dancin’ Days” (1978). Mas, com o passar do tempo, ela deixou de ser um símbolo sexual, sem chegar a se tornar uma grande atriz.

Depois, porque ela não oferece exatamente uma má interpretação em “Páginas da vida” (para tanto, basta ver Regina Duarte), mas um espetáculo à parte. Como Norma Desmond, a atriz parece viver em um universo só seu (não o de Tonia Werneck, mas o de Sonia Braga), em que se move de maneira mais lenta e fala de maneira mais pausada que o resto da humanidade. Algo que talvez fizesse sentido no cinema mudo, no teatro kabuki ou na ópera chinesa, mas não na novela das oito.

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20/11/2006 - 21:35

Lula faz ponta em “Pé na jaca”

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O capítulo de estréia de “Pé na jaca”, nova novela de Carlos Lombardi (“Uga Uga”, Kubanacan”), ofereceu um pouco mais do mesmo de sempre na obra do autor: Marcos Pasquim e outros galãs sem camisa, mulheres bonitas com pouca roupa (Juliana Paes acima de todas), edição rápida e um par de tiradas espertas.

Mas houve ao menos uma novidade: duas piadas com o governo Lula. Na primeira, Arthur (Murilo Benício) pergunta à mulher (Flávia Alessandra): “Você acha que Juan (Bruno Garcia) está no clube?” (ele sempre está). E esta responde: “Você acha que Lula não sabia de nada?” Em outra, um personagem diz que Vilela (Paulo Goulart) se associou ao PT para ter mais sucesso nos negócios.

Será que estamos diante da primeira pornochanchada política do universo das telenovelas? Nesse caso, será que a Globo vai dar o mesmo tratamento aos outros partidos?

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20/11/2006 - 12:23

Contra a extinção do Film & Arts

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O leitor Francisco Antonio Doria escreve o seguinte email ao blog:

“Soubemos na segunda-feira que a Directv vai cancelar o canal Film & Arts, ex-Bravo Brasil. Não vamos ter mais nenhum canal Bravo. Como uma das atendentes da indigitada operadora me falou, é, as pessoas gostam de Tiririca e não desse canal, o que se há de fazer?

Fiz uma estimativa – uma avaliação selvagem, por cima – dos assinantes do monopólio SkyDirectv interessados nesse canal. Dos 5 a 10 milhões de assinantes via satélite, a audiência do F&A deve ser de uns 30 mil. Mas uma vez vi uma análise da divisão desse mercado a cabo no qual comentavam: esse é o segmento “extra-virgin olive oil”.’ De modo geral, gente com curso superior, falando diversas línguas e bastante viajada.

Dá para fazer um protesto?”

Dá sim, Doria. E também para assinar embaixo. Na panorama atual da TV a cabo, em que a quantidade de canais de cinema está longe de corresponder à qualidade, não dá para relevar a perda do Film & Arts.

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20/11/2006 - 00:01

Santas celebridades

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Para as estrelas que têm tudo – dinheiro, fama, prêmios -, o mais novo acessório obrigatório parece ser uma áureola de santo. Suas imagens são polidas por tentativas elevadas de salvar o mundo. Mas o esforço para se transformar em versões glamorosas de Madre Teresa tem seus perigos.

O “New York Times” analisa a última tendência do showbiz: a busca da santificação em vida pelas celebridades. Mas, alerta o jornal, o tiro às vezes pode sair pela culatra.

Há celebridades que estão no caminho certo (George Clooney, Angelia Jolie) e outras que se perderam (Gwyneth Paltrow, Madonna). E o segredo pode estar em um simples detalhe: Jolie, por exemplo, sempre aparece nas fotos carregando seus bebês adotados; Madonna, sua vez, deixa a função para sua babá. Na ânsia por melhorar sua imagem, ela acabou queimando o filme.

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