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21/01/2007 - 00:01

Uma fantástica animação

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Por mais brilhantes que sejam os resultados das animações recentes de empresas como a Pixar e da Dreamworks, não dá para negar que os desenhos atuais rumam a uma padronização estética. Não é fácil apontar as diferenças visuais entre filmes como “Happy feet” e “Por água abaixo”, para citar dois exemplos recentes.

Nesse cenário, “As aventuras de Azur e Asmar”, do francês Michel Ocelot (“Kiriku e a feiticeira”), é uma primorosa exceção. Misturando técnicas de 2D e 3D e com uma ampla paleta de cores inspirada na arquitetura árabe (com seus arcos, mosaicos e motivos simétricos), o cineasta cria um dos mais deslumbrantes visuais da história do cinema de animação.

E o roteiro “As Aventuras de Azur e Asmar” não fica atrás, com uma bela história de fraternidade e comprensão entre diferentes raças e religiões, que não deve nada a filmes adultos com tema semelhante (não vou falar de “Babel” para não acharem que é birra). O filme mostra a competitiva relação entre o europeu Azur e o mouro Asmar na Idade Média.

Os dois passam a infância juntos em um castelo europeu, onde o pai de Azur é o senhor feudal e a mãe de Asmar, uma ama-de-leite. Mas eles são separados quando chegam à adolescência. Já adulto, Azur viaja à terra natal de Asmar, para conhecer a fada dos djins, um ser fantástico que protagonizava as histórias contadas por sua ama-de-leite. Os dois se reencontram e disputam a primazia de libertar a fada. No percurso, aprendem a reconhecer as virtudes do outro.

“Azur e Asmar” é uma belíssima mistura de filme fantástico e de aventura. Ocelot consegue criar um universo tão marcante quanto o da obra do japonês Hayao Miyazaki (“A viagem de Chihiro”), outro mestre da animação. Um programa perfeito para um domingo como hoje, com ou sem a companhia de crianças.

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18 comentários para “Uma fantástica animação”

  1. anselmo disse:

    Eu nem preciso dizer que este filme nunca será visto nos cinemas de Salvador! É uma pena!
    Mas eu anotei a dica e se tiver sorte alugarei o DVD… Valeu!

  2. Not Available disse:

    Anselmo,
    Este filme está programado para ser exibido em um dos cinemas da Rede Sala de Arte em Salvador (Museu de Arte Moderna no Solar od Unhão, Museu Geológico na Vitória, Cine XIV no Pelourinho e Aliança Francesa na Ladeira da Barra). Só não sei ainda a data, mas que vai passar por lá, isso vai.

  3. Rodrigo disse:

    Com certeza uma ida ao cinema num domingo à tarde é muito bem vinda.
    Se não pelo filme em si, pelo menos, pelas mães solteiras.
    Hooothca!

  4. Seixas disse:

    Com a carência que temos de bons filmes, com o anuncio da chegada desse, nós os “movefilofilos” ou maníacos por cinema, temos que rezar para que os produtores tenha disposição para nos bidarem com outros tantos. E mais ainda nós aqui do Estado Pará, mais especificamente de Tucuruí, pedirmos à todas as entidades do astral superior que cheguem até nós.

  5. Fabio Negro disse:

    Assistir a uma animação da França é tão desconfortável quanto deixar seu filho com uma babá travesti.

  6. André Pessoa disse:

    Tem razão, Fabio. Esses caras fazem esse trabalho de preto e o Calil quer quer a gente aprove.

    (espero que funcione esse comment “sem legendas”)

  7. Ana disse:

    “Trabalho de preto”? o que é isso????????????? que horror, ainda tem gente que se expressa assim?

  8. paulo cesar disse:

    esses comentários idiotas só podem vir de pessoas q têm como animações preferidas bob esponja, meninas super-poderosas, etc….

  9. Fabio Negro disse:

    André, nem você nem seu irmão nem ninguém que você conheça deixaria seu filho com uma babá travesti. Igual aquele programa da MTV que filmava os pais falando que não tinham preconceitos e depois uma câmera escondida filmava enquanto o filho deles “confessava” que era gay. Um pai “suuuper sem preconceito” arrancou a gravata do moleque com um puxão.
    (muito embora eu provavelmente saísse com um, sem problemas)

    E eu não vou mais ver animação francesa, nem ferrando. Bicicletas de Belleville foi a gota, mas todas aquelas outras tentando imitar Don Bluth também ajudaram a transbordar o copo.

    E esse Paulo César é típico! Se alguém fala mal de rock então é porquê ouve pagode. Se fala mal de Chaplin é porquê gosta de Zorra Total.

    Acorda, mano!

  10. Barbarello disse:

    Infelizmente, a maioria das pessoas estão tão acostumadas a assistir aos filmes norte americanos que muitos deles estranham e não assimilam muito bem o ritmo de outros tipos de filmes de outros países. Esta é a sensação que dá quando não se está habituado a assistir outras variaveis, ou vertentes, outros contextos, outras visões, outra cultura… quase uma lavagem celebral feita pelo rolo compressor da “marquetagem” dos filmes estadunidenses e seus roteiros de “defeitos visuais” fáceis de seduzir e obstruem algo que seja diferente (pode ser por um tempo), pois afinal de contas o mundo não é “americando”, isto é, tem muitas visões e diferenças multiformes. Quanto ao post acima do tal André Pessoa, me parece que ele não tem muito a dizer sobre o assunto e muito menos de relações de diferenças humanas, para uma pessoa que discrimina a outra pela cor da pele, vê-se que é muito limitado e pobre de espírito.

  11. Fabio Negro disse:

    Barbarello, pra começar: meu esperma na sua boca. Você é um babaca igual ao Paulo César, ali, elitista de merda. “Ah, se não foi na Mostra de Cinema Tailandês é porquê preferi ir ao baile funk”. PATRULHEIRO DE MERDA!

    Eu assisti a filmografia completa do Truffaut em dois dias, eu li o livro do Bazin sobre o Orson Welles em um dia, eu comprei dois volumes da coleção Fritz Lang, eu vi vários filmes na mostra do Neo Realismo Italiano, tenho 60 gigas de filmes asiáticos no meu computador e também sou fã de Invasão das Aranhas Gigantes, Super Xuxa Contra o Baixo Astral e Máquina mortpifera 4.

    Eu sou muito mais cinéfilo hoje do que você supostamente terá sido quando tiver 70 anos.

    Isto posto, decido: a animação francesa, coreana e alemã é uma porcaria, sem concessões.

    Sobre o André Pessoa, SEUS JUMENTOS DE TETA, ele estava usando de sarcasmo contra mim, não tem nenhum racismo ali, pelo contrário. Seus analfabetos funcionais…

    (“Homem Cordial” é a mãe!)

  12. Barbarello disse:

    Calma santa, nâo precisa destilar o seu veneno verborrágico currículo intelectualestico xuxento pra cima de mim. Eu reconheço que você deva ser o maior dos maiores movie hard do caramba a quatro, mas vai morrer e vai ser comida pros vermes como todo mundo. O que eu não consigo entender é o cara ficar de ironia contigo e você aceitar isso normal como uma brincadeirinha de amiguinho sacana, depois de tanta matraca solta esqueça o que eu disse, foi tudo bricadeirianha de amiguinho sacana.

  13. Fabio Negro disse:

    Não. Você veio me livrar da influência imperialista e a como conhecer as culturas superiores da aldeia global, e fica aí de cu na mão quando não aguenta uma resposta.

    Repitindo: animação francesa é uma bosta e meu gosto por outras coisas tipo Bob Esponja e Meninas Superpoderosas não pode mudar isso. Aliás, é preciso um repertório IMENSO de cultura dos anos 60, 70 e 80 pra sacar a maioria das piadas das Superpoderosas, que é um desenho que pode ser assitido em vários níveis, intelectualóide ou pela garotada da 2ª série.

    Meu curríulo intelectualistico é bem fraquinho nos lugares da net que eu freqüento.

    Agora, sobre o André Pessoa, vou lhes ensinar: ele considerou meu conentário sobre babás travestis homofóbico e, usando de sarcasmo, quis dizer que emeu comentário é tão raivoso quanto o discurso racista que existe por aí e por aqui.

    Sacou? Apesar de ele não ter acertado o alvo, porquê meu comentário não foi homofóbico (não tenho medo de nenhuma radiaçã gay), deu uma resposta inteligente.

    Infelizmente na caixa de comentários desse blog fraquíssimo, só frequentam 3 pessoas inteligentes. E eu valho por 2.

    Então, quando alguém me ofender de verdade, aí sim a casa vai cair.

  14. Dina disse:

    Será que a alienação, por fim, vai vencer?

  15. André Pessoa disse:

    Fábio, no post inicial, você atacou genericamente os animadores franceses e os travestis. Se tivesse sido só um grupo desses, eu acho que eu não teria falado nada. Mas me incomoda essa atitude de usar preconceitos (é isso que é) para supostamente se reforçar idéias. Eu acho que as duas citações não melhoraram em nada a sua mensagem.

    Por outro lado, você foi a única pessoa que entendeu a minha mensagem. Caberia um elogio. No entanto, caberia também uma tristeza profunda por tanta gente não ter essa habilidade. Entender ironias deveria ser pré-requisito para qualquer um que quisesse debater o que quer que fosse, especialmente arte.

  16. Fabio Negro disse:

    Entender ironia é cada vez mais raro, você que pula de blog em blog tá ligado.

    Mas veja, eu não ataquei as travestis, e na verdade não seria difícil, uma noite, alguém sair por aí e me ver de mãos dadas com uma (tem que ser bonita e gostosa!)

    Mas é o seguinte: eu não passo mão em cachorro só porquê abana o rabo, não dou dinheiro pra mendigo e não deixo o meu filho com travestis.

    Eu tenho um pé atrás com travestis, e não deixaria uma delas cuidado do meu bebê enquanto eu vou à opera. Confiei (e sei que acertei, porra!) que o sentimento fosse geral.

    Sobre animadores franceses, mantenho, genericamente, meus ataques. Eles estragam até os desenhos em que trabalham apenas como terceirizados.

  17. Fabio,

    você justificou várias vezes o porquê do comentário sobre os travestis, mas eu ainda não entendi por que as animações francesas são tão ruins para você.

    Valeu.

  18. Henry - BH disse:

    Só de ser do mesmo diretor de Kiriku, já tou dentro!

Os comentários do texto estão encerrados.

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