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31/01/2007 - 00:01

DVD nocauteia o cinema

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O site FilmeB (para assinantes, aqui) divulga uma informação relevante tirada do boletim da revista “Movieline”: mais da metade do faturamento dos grandes estúdios americanos vem hoje do DVD, não do cinema.

Segundo dados levantados pela empresa Adams Media Research em 2005, o mercado de homevideo responde hoje por 56,2% do dinheiro arrecadado por Hollywood – apenas as vendas diretas de DVDs aos consumidores (o chamado “sell-thru”) representam 44,7% do total.

Já as bilheterias de cinema rendem aos estúdios 21,4% de sua arrecadação – portanto, cerca de duas vezes e meia a menos que o homevideo. Será que esse é mais um indicativo de que a sala de cinema está com seus dias contados, como querem os alarmistas?

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23 comentários para “DVD nocauteia o cinema”

  1. Paulo disse:

    E daí, se se acabarem as salas de cinema? Desde que não se acabem os filmes… De mais a mais, o cinema já acabou na década de setenta e oitenta – nas cidades do interior, nas salas de rua – e um novo cinema surgiu. Não é assim o tempo todo, com tudo? Melhor nos perguntarmos se a camada de ozônio vai acabar, se as geleiras vão acabar, as florestas, o ar que se respira. Coisas insubstituíveis, enfim.

  2. Luiber disse:

    Ingresso caro, gasolina cara, estacionamento caro (com ou sem flanelinha), lanche caro, e fila. Fica difícil competir com o telão da sala de casa.

  3. Rossana disse:

    Incrível, mas pela primeira vez na vida tenho que concordar com o “abstrato”!
    Filmes bons são raros para quem conviveu com estréias de Fellini, Scorcese, Peter Weir, Jean-Luc Godard, Carlo Ponti, Alan Parker…
    Não é somente nostalgia da idade, já que tenho 53 anos hoje…
    Lamento pelos jovens: as salas eram enormes, escuras, as pessoas faziam silêncio não por obrigação mas por respeito aos outros…As telas, oh meu deus! As telas eram gigantescas…
    Concordo, as cadeiras não eram tão boas, mas os filmes faziam a gente esquecer tudo!
    Tinham conteúdo, interpretação, histórias, direção…
    No more, no more…
    Se bem que como cinéfila, vez em quando suporto os “pipoqueiros e os chups, chups, croc, croc” da vida e vou até as salinhas com minhas duas filhas…
    O que não se faz por um filho?!

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