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Arquivo de fevereiro, 2007

28/02/2007 - 18:54

Séries de TV viram tema de curso

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No próximo dia 10, a Casa do Saber de São Paulo dá início ao curso “O fenômeno das séries de TV”, mais uma prova de que esses programas tornaram-se parte essencial da cultura audiovisual também no Brasil. O curso será ministrado por Cássio Starling Carlos, crítico de cinema da “Folha de S. Paulo” e autor do livro “Em tempo real – Lost, 24 horas, Sex and the city e o impacto das novas séries de TV”, ótima introdução ao tema, já resenhado aqui. Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo tel. (11) 3707-8900 ou pelo site www.casadosaber.com.br.

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28/02/2007 - 00:11

A resposta da Globo a “Vidas opostas”

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No final do capítulo de ontem de “Páginas da vida”, houve um depoimento real dos pais do menino João Hélio, morto por bandidos no Rio de Janeiro ao ser arrastado de carro por sete quilômetros preso a um cinto de segurança. Foi uma novidade interessante e relevante a idéia de dar voz em uma novela aos protagonistas de um drama real tão recente e de tamanha repercussão.

Mas parte do impacto emocional do depoimento foi esvaziado pelo fato de aquele espaço documental em “Páginas da vida” ter virado um interminável rosário de tragédias ao longo da novela. O depoimento de Elson e Rosa Vieitis pareceu mais um entre muitos, apesar da importância de suas palavras e da intensidade de sua dor.

O mesmo capítulo foi aberto por uma seqüência supostamente realista de um ônibus incendiado por assaltantes, o que causa a morte do personagem de Claudia Mauro. Deu toda a pinta de que a Globo quis contratacar “Vidas opostas”, da Record, sem conseguir chegar a um resultado com a força narrativa de sua concorrente.

Nesse caso, o impacto foi diminuído pela cena de sexo radicalmente brega que veio pouco a seguir entre Caco Ciocler e Vivianne Pasmanter. Pensando bem, a seqüência aí abaixo com Helen Mirren não era tão ruim.

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26/02/2007 - 23:35

No YouTube, o passado sempre condena

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É mais fácil ganhar um Oscar do que esconder um passado constrangedor no YouTube. Que o diga a rainha Helen Mirren, que pode ser vista abaixo em uma cena de sexo de gosto duvidoso em “Excalibur” (1981). E olha que a picante participação da atriz inglesa no pornô soft “Calígula” (1979) não pode ser encontrada no site de vídeos.

O VideoDog, do site Salon, encontrou as cenas que os outros indicados ao Oscar de interpretação deste ano gostariam de esquecer (veja aqui). No YouTube, o passado sempre condena.

***

Para quem achou que havia um tom de condenação moral na nota acima, aqui vai um adendo para esclarecer minha posição: tudo a favor de Helen Mirren, nada contra ela ter feito cenas de sexo. Eu apenas achei a seqüência cafona (apesar de John Boorman ser bom diretor). Mas há quem discorde. Sem problemas. Todos atores têm algo de que se envergonhar no passado. Na verdade, todos nós. O problema é que o YouTube não deixa que eles esqueçam. Esse é o ponto da nota.

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26/02/2007 - 04:32

Viva o “mea culpa” hollywoodiano

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Já existe um senso comum formado sobre o resultado do Oscar 2007: a vitória de “Os infiltrados” foi uma tentativa de reparar uma injustiça histórica com Martin Scorsese, que nunca havia sido premiado. Talvez seja verdade. Talvez não. Difícil saber o que se passa na cabeça dos integrantes da Academia, cujos votos são secretos, mas sujeitos a influências externas.

Se houve “mea culpa” de Hollywood, seu efeito não poderia ter sido mais positivo. Não apenas porque se fez justiça com um dos mais importantes cineastas da história. Nem tampouco porque foi premiado o melhor dos cinco indicados na categoria principal, na opinião deste blogueiro, que sempre comporta algo de subjetividade.

Mas porque a vitória de “Os infiltrados” representou a consagração do filme policial, que costuma ser ignorado pela Academia de Hollywood, mas que é um dos gêneros americanos por excelência, ao lado do faroeste e do musical. Muito se fala sobre a rejeição do Oscar à comédia. Mas a verdade é que o policial é ainda mais desprezado nas premiações.

“Os infiltrados” é um filme totalmente “sui generis” dentro da história do prêmio: violento, meio gaiato, sem sentimentalismo ou moralismo, sem aspirações a ganhar o Oscar ou se tornar Grande Arte (e, por isso mesmo, visto, de maneira um tanto ligeira, como um filme menor).

Nesse sentido, “Os infiltrados” é um anti-“Babel” ou um anti-“Crash” – duas produções que se pretendiam mais profundas do que eram na realidade. O filme de Scorsese é o contrário: muito mais profundo do que aparenta à primeira vista.

Está certo. “Os infiltrados” não está no “núcleo duro” da obra de Scorsese – formada por “Taxi driver”, “Touro indomável” e “Os bons companheiros”. Mas é muito superior aos filmes mais pomposos de Scorsese, como “A época da inocência” ou “O aviador”, que tinham muito mais “cara de Oscar”.

Como se sabe, a produção de Scorsese é um remake de um policial de Hong Kong (mais um motivo para o filme ser discriminado). Na prática, isso significa que o mestre americano soube enxergar onde está o melhor cinema de ação atual e tomar emprestado parte de sua energia.

Em um certo momento da noite de ontem, a previsão de que este seria um Oscar mexicano estava se confirmando, com as três premiações de “O labirinto do fauno”. Mas a vitória de “Os infiltrados” também representa a consagração de uma nova ordem cinematográfica, cujo maior pólo de invenção encontra-se no Extremo Oriente.

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26/02/2007 - 03:34

A careca de Jack

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O Jack Nicholson careca parece uma mistura de Kojak com o Marlon Brando de “Apocalipse Now”. A definição, perfeita, vem da leitora Marcela, que resistiu bravamente à cobertura aqui em Olha só.

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26/02/2007 - 03:20

O melhor venceu

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Quando o Oscar de melhor filme para “Os infiltrados” foi anunciado, José Wilker comentou na Globo: “Acho que o pessoal exagerou na culpa ao premiar Scorsese. Não é o melhor dos cinco indicados”. O blogueiro discorda. Pode até não ser o melhor Scorsese (o prêmio iria “Taxi driver” e depois “Os bons companheiros”). E é provável que os votantes tenham tentado fazer justiça com o cineasta, até então o maior perdedor da história do prêmio. Mas “Os infiltrados” era o melhor dos indicados, seguido de “Cartas de Iwo Jima” e “A rainha”. A Academia se repara da vergonha de ter premiado “Crash” no ano passado. Em 2007, venceu o melhor.

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26/02/2007 - 03:12

Dartagnan e os três mosqueteiros

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Quando Steven Spielberg, Francis Ford Coppola e George Lucas subiram ao palco para apresentar o Oscar de melhor diretor, já estava claro que o vencedor seria Martin Scorsese. Os quatro são grandes amigos (e dos mais importantes cineastas americanos) há quase quatro décadas.

Scorsese é muito maior que o Oscar. Ele não precisa do prêmio para provar nada. Mesmo assim, foi emocionante vê-lo finalmente segurando a estatueta. Este blogueiro, bobo, segurou as lágrimas.

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26/02/2007 - 03:07

Deus salve a rainha

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Nos principais prêmios de interpretação, nenhuma surpresa: Helen Mirren levou como melhor atriz, Forest Whitaker como melhor ator. A única nota estranha foi o nível de monarquismo do discurso de Mirren.

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26/02/2007 - 02:51

As lágrimas de Scorsese

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Até o Oscar produz cenas de emoção verdadeira: Martin Scorsese chora copiosamente durante o discurso de agradecimento de Thelma Schoonmaker pelo prêmio de melhor edição. Prêmio merecidíssimo. Viúva do cineasta britânico Michael Powell, Schoonmaker é a montadora de quase todos os filmes de Scorsese e uma gênia de seu ofício.

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26/02/2007 - 02:11

Saudades de Steve Martin

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A essa altura, a festa está pela metade, mas já dá para cravar que Ellen De Generes é uma das mestres-de-cerimônia mais sem graça da história do prêmio.

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