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28/02/2007 - 00:11

A resposta da Globo a “Vidas opostas”

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No final do capítulo de ontem de “Páginas da vida”, houve um depoimento real dos pais do menino João Hélio, morto por bandidos no Rio de Janeiro ao ser arrastado de carro por sete quilômetros preso a um cinto de segurança. Foi uma novidade interessante e relevante a idéia de dar voz em uma novela aos protagonistas de um drama real tão recente e de tamanha repercussão.

Mas parte do impacto emocional do depoimento foi esvaziado pelo fato de aquele espaço documental em “Páginas da vida” ter virado um interminável rosário de tragédias ao longo da novela. O depoimento de Elson e Rosa Vieitis pareceu mais um entre muitos, apesar da importância de suas palavras e da intensidade de sua dor.

O mesmo capítulo foi aberto por uma seqüência supostamente realista de um ônibus incendiado por assaltantes, o que causa a morte do personagem de Claudia Mauro. Deu toda a pinta de que a Globo quis contratacar “Vidas opostas”, da Record, sem conseguir chegar a um resultado com a força narrativa de sua concorrente.

Nesse caso, o impacto foi diminuído pela cena de sexo radicalmente brega que veio pouco a seguir entre Caco Ciocler e Vivianne Pasmanter. Pensando bem, a seqüência aí abaixo com Helen Mirren não era tão ruim.

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