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Arquivo de fevereiro, 2007

26/02/2007 - 02:01

A quintessência do Oscar

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Céline Dion cantando uma música da trilha sonora de “Era uma vez na América”, do grande Ennio Morricone (ganhador de um prêmio honorário), é a quintessência do Oscar, com sua incrível capacidade de transformar até a arte mais sublime em um espetáculo cafona.

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26/02/2007 - 01:40

Pela volta de “Labirinto”

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José Wilker deu uma dentro ao reclamar que “O labirinto do fauno”, premiado até aqui com três Oscars (direção de arte, maquiagem e fotografia), foi muito mal distribuído no Brasil e, portanto, menos visto do que merecia. Com essa penca de estatuetas, a distribuidora bem que poderia relançá-lo no país.

O ator-comentarista também acertou ao criticar a apresentação dos candidatos a figurino. Como disse Wilker, parecia uma peça ginasial.

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26/02/2007 - 00:45

Al Gore, estrela de Hollywood

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Momento politicamente correto: o ex-vice-presidente Al Gore e o ator Leonardo DiCaprio dizem que este é o primeiro Oscar verde. Mas não explicam direito o que isso significa. DiCaprio pede a Gore para aproveitar a ocasião e anunciar algo realmente importante (supostamente uma nova candidatura a presidente). Quando Gore começa a dizer algo, seu discurso é interrompido pela música. Claro, foi uma encenação. E Gore não poderia ser pior ator. Mas ele já é um dos grandes vencedores da noite (ainda mais com a provável vitória do documentário “Uma verdade inconveniente”). De candidato derrotado à presidência, ele já se tornou uma estrela de Hollywood. Este Oscar verde foi a prova definitiva.

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26/02/2007 - 00:32

A derrota de Murphy

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Primeira grande surpresa do Oscar: Alan Arkin ganha o prêmio de melhor ator coadjuvante por “Pequena Miss Sunshine”, derrubando o favorito Eddie Murphy. A vitória do ótimo Arkin foi merecida. Mas, antes de tudo, a premiação foi uma derrota de Murphy. Arrisco dizer que ela não se deu por falta de talento. Murphy foi prejudicado pela enorme fama de arrogante que tem em Hollywood e pelo fato de ter lançado a popularesca comédia “Norbit” no mesmo mês do Oscar.

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26/02/2007 - 00:06

A noite dos mexicanos?

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O Oscar está só no começo, e “Labirinto do fauno” já levou duas estatuetas: melhor direção de arte e maquiagem. Seria o prenúncio de uma noite mexicana que culminará com a vitória de “Babel” como melhor filme?

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26/02/2007 - 00:04

É triste ser comediante

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Depois de uma apresentação morna da mestre-de-cerimônias Ellen De Generes, o Oscar 2007 teve seu primeiro momento divertido com um número musical estrelado por Will Ferrell, Jack Black e John C. Reilly, tirando sarro da histórica rejeição do Oscar a comediantes, que só ganham a estatueta quando começam a fazer filmes sérios. A música começava com a frase: “Um comediante no Oscar é a mais triste das criaturas”. Seria uma ironia com Eddie Murphy, indicado pelo musical “Dreamgirls”?

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25/02/2007 - 23:28

6 mexicanos para 1 Scorsese

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Ao lado de seus colegas mexicanos Alejandro González Iñárritu (“Babel”) e Guillermo Del Toro (“O labirinto do fauno”), o cineasta Alfonso Cuarón deu a declaração mais inteliente do tapete vermelho a caminho do Oscar: “São necessários seis de nós para chegar a um Scorsese”.

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25/02/2007 - 22:29

A língua ferina de Rubinho

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Comentarista do Oscar no TNT, Rubens Ewald Filho demonstrou, já no pré-show, que está com a língua afiada nesta noite. Ao falar sobre a espanhola Penélope Cruz, Rubinho não perdoou: “Está muito mal arrumada essa moça. Ela voltou a ter cara de passarinho. Todo mundo sabe que ela só conseguiu uma indicação porque namorou o Tom Cruise. Ela nem sabe falar inglês.”

Questionado pela apresentadora Maria Cândida se Clint Eastwood seria uma ameaça a Martin Scorsese, ele jogou aberto: “Aquele homão grande, de 2 metros, é sempre uma ameaça.”

Quando começamos a levar o Oscar a sério demais, é sempre bom ouvir Rubinho e lembrar que a cerimônia é uma espécie de Baile do Copa de Hollywood.

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24/02/2007 - 23:42

O Oscar do olhar estrangeiro

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O Oscar 2007, cuja cerimônia de premiação será coberta ao vivo aqui em NoMínimo a partir das 22h30 de hoje, já foi resumido de várias formas, quase sempre de maneira categórica. Este seria o Oscar mais disputado dos últimos tempos na categoria principal. É verdade.

Quase sempre há apenas um ou dois filmes favoritos ao Oscar de melhor filme. Neste ano, todos os indicados à categoria principal – “Os infiltrados”, “Babel”, “Cartas de Iwo Jima”, “A rainha” e “Pequena Miss Sunshine” – têm chances maiores ou menores de levar a estatueta.

Este Oscar também já foi definido como o mais globalizado e diversificado da história. Também é fato indiscutível. Apenas nas categorias de interpretação, concorrem cinco negros, quatro britânicos, uma australiana, uma japonesa, uma espanhola, uma mexicana e um beninês. Há mexicanos disputando nada menos que 12 estatuetas.

Mas esses são fatores até certo ponto externos aos filmes. Será que existe algo de essencial que una os cinco indicados à categoria principal? Embora seja um exercício um tanto abstrato encontrar unidade e definir tendências no balaio de gatos que é o Oscar, arrisco aqui uma teoria.

Este é o Oscar do olhar estrangeiro. Não pela marcante presença internacional entre os indicados. Mas pela tentativa de apontar a câmera para além do universo dos realizadores, de tentar enxergar e desvendar o Outro – seja ele japonês, mafioso, nobre, americano médio ou terceiro-mundista.

O Oscar do ano passado foi político de maneira direta e por vezes partidária, com filmes como “Boa noite e boa sorte”, “Munique”, “Crash” e “O segredo de Brokeback Mountain”. O de 2007 é político de forma mais sutil e humanitária.

O esforço de olhar o Outro fica mais evidente em “Cartas de Iwo Jima”, que mostra o lado japonês da famosa batalha da Segunda Guerra pelo ponto de vista do cineasta norte-americano Clint Eastwood.

Mas também está presente em um exercício de gênero como “Os infiltrados”, releitura de Martin Scorsese para um filme policial de Hong Kong. A idéia de assimilar o Outro é fundamental à própria trama, em que um tira se faz passar por mafioso e vice-versa.

Já “A rainha” é uma tentativa de decifrar a intimidade de uma monarca (Elizabeth II) pela visão de um plebeu (Tony Blair, que funciona como uma espécie de alter ego do diretor inglês Stephen Frears).

Por sua vez, “Pequena Miss Sunshine”, de Jonathan Dayton e Valerie Faris, adota a perspectiva de uma família de desajustados sociais (um senhor drogado, um professor homossexual, um adolescente rebelde, entre outros) para criticar o americano médio, com sua obsessão pela beleza e sua condenação dos perdedores.

E, para finalizar, “Babel” faz uma metáfora da globalização em que o ponto de vista do Primeiro Mundo (americanos e japoneses) prevalece sobre o do Terceiro (mexicanos e marroquinos, detonadores das desgraças dos anteriores). É uma inversão um tanto perversa para um filme dirigido por um mexicano, “subdesenvolvido” na origem, mas “desenvolvido” no projeto de cinema.

Portanto, todos os indicados ao Oscar de melhor filme por esse olhar estrangeiro. Mas cada um o manifesta de forma distinta e com objetivos diferentes. “Cartas de Iwo Jima” e “A rainha” são tentativas muito claras de entender o Outro. Já “Pequena Miss Sunshine” e “Babel” fazem a condenação daquilo que é diferente ao universo dos realizadores.

Já o trágico “Os infiltrados” situa-se num lugar à parte, distante tanto das boas quanto das más intenções. Ele não quer compreender ou criticar o estrangeiro. Apenas apontar a impossibilidade de fugir de si mesmo (de seu grupo, de seu passado) tentando se passar por outro. Mesmo tema de “Taxi driver”, “Touro indomável”, “Os bons companheiros”, as melhores obras de Scorsese.

Apesar de ser um remake, “Os infiltrados” é um filme de autor. E, mesmo se filiando a um gênero supostamente despretensioso, é o mais complexo dos indicados a melhor filme. Também é, desde sempre, o preferido deste blogueiro nesta noite.

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24/02/2007 - 23:38

E o Oscar vai para…

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Depois da sisuda análise acima, vamos abaixo às frívolas previsões do blogueiro sobre os vencedores nas principais categorias do Oscar hoje:

Melhor filme

Quem vai ganhar: “Os infiltrados”
Quem merecia ganhar: “Os infiltrados”
Quem merecia ter sido indicado: “A conquista da honra”

Melhor diretor

Quem vai ganhar: Martin Scorsese, por “Os infiltrados”
Quem merecia ganhar: Martin Scorsese
Quem merecia ter sido indicado: Robert Altman, por “A última noite”

Melhor ator

Quem vai ganhar: Forest Whitaker, por “O último rei da Escócia”
Quem merecia ganhar: Peter O’Toole, por “Vênus”
Quem merecia ter sido indicado: Adam Beach, por “A conquista da honra”

Melhor atriz

Quem vai ganhar: Helen Mirren, por “A rainha”
Quem merecia ganhar: Helen Mirren
Quem merecia ter sido indicada: Juliette Binoche, por “Caché”

Melhor ator coadjuvante

Quem vai ganhar: Eddie Murphy, por “Dreamgirls”
Quem merecia ganhar: Jackie Earle Haley, por “Pecados íntimos”
Quem merecia ter sido indicado: Jack Nicholson, por “Os infiltrados”

Melhor roteiro original

Quem vai ganhar: “Pequena Miss Sunshine”
Quem merecia ganhar: “A rainha”
Quem merecia ter sido indicado: “Volver”

Filme estrangeiro

Quem vai ganhar: “O labirinto do fauno”
Quem merecia ganhar: “O labirinto do fauno”
Quem merecia ter sido indicado: “Cinema, aspirinas e urubus”

Façam também suas apostas.

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