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23/04/2007 - 22:00

O massacre nos tempos de YouTube

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Uma semana depois do massacre em Virginia, os usuários do YouTube já criaram centenas de vídeos sobre o atentado – demonstrando o mesmo desembaraço do atirador com as novas tecnologias. O primeiro foi colocado no ar no próprio dia da tragédia e ditou o padrão da maioria dos seguintes: um tributo com fotos das vítimas e uma canção pop sentimental como trilha sonora.

Depois vieram os depoimentos dos usuários direto para a câmera, mesmo estilo adotado por Cho. Alguns deles criticavam a rapidez com que foram feitos os primeiros tributos e denunciavam a vontade de aparecer de seus autores.

Em seguida, surgiu a reação mais perturbadora: dezenas de vídeos em defesa de Cho, feitos por pessoas que se identificavam com seu sentimento de isolamento e inadequação. É claro que esses vídeos geraram respostas raivosas.

Além desses vídeos, há animações com a reconstituição do massacre, músicas sobre o tema criadas por usuários e divulgadas no MySpace, ataques ao fascínio americano por armas de fogo e assim por diante.

Para tentar entender o universo de Cho (se é que isso é possível), talvez faça mais sentido olhar para esses vídeos do que para os jornais ou o noticiário de TV.

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12 comentários para “O massacre nos tempos de YouTube”

  1. João Paulo disse:

    O ser humano não vai parar enquanto não fizer a humanidade toda infeliz.
    Coisa lastimável.

  2. Gabriel disse:

    A humanidade ja é toda infeliz

  3. shirlei horta disse:

    Por enquanto não vou ver os vídeos, não, o impacto da tragédia ainda é muito vivo. Me contento com a relação cronológica, mas com um quê de hierarquia, que você fez. Será que esses “loucos”, ou essas “loucuras”, são menos minoria do que admitimos até aqui? Não sei. Não sei nem se quero saber.

  4. Mr. WRITER disse:

    Indefensável a postura de Cho. Mas indefensável também a cultura das escolas americanas que divide os alunos em populares, bajuladores (que flanam ao redor dos populares) e “losers” (grupo no qual Cho foi enquadrado). O ódio não nasce por acaso: há sempre de ter um chão fértil? Infelizmente.

    Comentário de Francisco Campos — 24/04/2007 @ 8:56 am

    Este foi um comentário postado lá no Todoprosa do Sergio Rodrigues, mas acredito ser extremamente adequado ao post daqui…
    O Francisco disse tudo…
    E, faço uma pergunta, será que a intolerância americana é contagiosa? Ou será que é a burice deles que anda infectando quem por lá fica algum tempo?

  5. luiz pedro disse:

    Nao entendi tanto comentario contra o povo americano, e nos Brazileiros telhado de vidro, crimes diario barbaros, corrupcao, sem saude, mortes nos corredores de hospitais, so mortes em atropelamento em sao paulo em 2006, 800 pessoas ha…mas temos BB7 e muito carnaval viva a nossa ignorancia vamos pensar em nos nao neles que e problema deles amem

  6. Malucos existem de todos os tipos e em
    todos os lugares; o jeito é fazer vista
    grossa e ouvidos moucos!

  7. Também vale aquele ditado: de médico e
    de louco todo mundo tem um pouco;
    agora : existem loucos desvairados e os
    louquinhos da vida!

  8. Quem planta, colhe! disse:

    Cada sociedade convive com os loucos que produz. O insano Cho é o resultado de um ‘modo de vida’ tipicamente americano – assim como temo os nossos: bêbados motoristas e assassinos, por exemplo. Quase todos impunes. Afinal, aqui é o ‘país da cervejinha’.
    Lamentavelmente a ‘macaquice’ brasileira caminha para a cópia mal-elaborada do ‘american way of life’. Já importamos o que há de pior por lá – e tudo começou em 64. Possivelmente daqui a pouco tempo surgirão também os imitadores de malucos. É esperar para ver.

  9. euheim disse:

    Tem muito cho por aí. No lugar de descarregar suas frutraçoes nos outros deveriam se tratar. Bem que muito dessa frustraçoes tem origem na eterna insatisfaçao que o capitalismo faz questao que tenhamos. Para consumir cada vez mais. Alguns levam isso para tudo na vida.

  10. Marcia disse:

    Quem semeia ventos colhe tempestade.
    A verdade é que os EUA dão mal exemplo para os norte americanos e para o resto do mundo com seu comportamento belicoso, intolerante.
    As guerras, a violencia provocada pelos EUA está fazendo escola.
    Que lástima.
    Sinto muita pena dos inocentes, das vítimas dos insensato, sem noção e sem coração.
    Vamos fazer a paz.
    Chega de violencia.

  11. Lá como cá temos uma mídia voraz,
    qualquer fato fora do normal(ou absurdo),
    gera as mais disparatadas reportagens,
    com opiniões idem .Também ficam
    especulando e até leitores fazendo defesa
    do debilóide(apologia da loucura)

  12. Hei Márcia,não vamos trocar as bolas;o
    fato dos EUA guerrearem o terror(os
    terroristas começaram),não tem nada a ver
    com os massacres promovidos por
    psicopatas.No Brasil estamos assistindo
    muitas vezes mais massacres;o brasileiro
    não é povo bonzinho?

Os comentários do texto estão encerrados.

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