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12/05/2007 - 22:04

Os melhores planos do cinema

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Certo, essas listas dos melhores do cinema cansam. Mas essa é das boas: uma relação do site Daily Film Dose com os melhores planos-seqüência da história (como o auto-explicativo nome diz, trata-se de uma longa seqüência feita em um único plano sem cortes).

Na verdade, a lista é de algo um pouco mais específico: dos melhores tracking shots – que são planos-seqüência em que há movimento de câmera feito com o auxílio de um ou mais equipamentos: dolly (carrinho sobre trilhos), grua, steadycam ou outros. Como eu desconheço uma boa tradução em português, vamos de plano-seqüência (embora este possa ser feito com a câmera parada).

Em geral, eu sempre acho um ou outra ausência nesse tipo de lista. Mas acho que, desta vez, eles cobriram o essencial. Todos os meus planos-seqüência preferidos estão ali, acompanhados dos vídeos tirados do YouTube: a abertura de “Marca da maldade” (1958), de Orson Welles; a cena do telhado em “I am Cuba” (1964), de Mikael Kalatozov; a caminhada pelo restaurante de “Os bons companheiros” (199o), de Martin Scorsese.

Entre os recentes, também há grandes escolhas: a luta com o martelo de “Oldboy” (2003), de Chan-wook Park; um dos planos do corredor da escola em “Elefante” (2003), de Gus van Sant; a perseguição de carro em “Filhos da esperança” (2006), de Alfonso Cuaron.

As escolhas são tão boas que fica difícil escolher o melhor. Mas, no balanço final, meu campeão particular seria o final de “Passageiro – Profissão: Repórter” (1975), de Michalengelo Antonioni, que você pode ver abaixo. Segundo o crítico americano Seymour Chatman, a câmera faz uma “dança da morte” nessa brilhante cena.

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29 comentários para “Os melhores planos do cinema”

  1. Tererê disse:

    Com certeza são bons planos… Mas pobrezinho do Ruy Guerra, que poderia aparecer com o plano sequência do banheiro, no Opera do Malandro.

  2. Luiz Fernando Gallego disse:

    Há um Hitchcock meio mal resolvido (há quem idolatre, como sempre) que é “Sob o Signo de Capricórnio” (e não era sob o signo, era sob o Trópico de Capricórnio, passado na Austrália), feito logo depois do “Festim Diabólico” que reunia uns dez planos-seqüência como se o filme inteiro fosse uma seqüência só. No “Capricórnio” há pleo menos uma dessas tomadas de tirar o fôlego com a câmera entrando na casa, encontrando a Ingrid Bergman, etc etc. No mais, acho que todas as outras de antologia já foram citadas.

  3. pqp disse:

    continua chatíssimo

  4. Márcio disse:

    O Iluminado, quando Jack Nicholson chega no hotel.

  5. CHICO NUSSBAUM disse:

    Eu incluo as seqüências de abertura de ENTREVISTA COM O VAMPIRO (fotografia de Philippe Rousselot) e da chegada ao estúdio de TV em MAGNÓLIA (fotografia de Robert Elswit, parceiro constante de P.T. Anderson).

  6. JEFFERSON PAULO FERRAZ disse:

    A abertura de olhos de serpente,de Brian de Palma,porem o filme é ruim.

  7. Juliano Costa disse:

    Ricardo, li sua ótima crítica sobre o Abel ferrara. Mas acho que você comete uma imprecisão: diz que muitos cineastas colocam símbolos cristãos em seus filmes como algo positivo. Discordo radicalmente: o único que pode ser “acusado” disso é Mel Gibson. De resto, tudo que é cristão nos filmes é tratado no limite da criminalidade (em geral, padres e cristãos nos filmes são maníacos, tarados reprimidos, aproveitadores etc.)

  8. alisson disse:

    nessa lista tem Festim diabólico e Magnolia? se nao tiver essa lista nao vale de nada

  9. Ronaldo disse:

    e o “Timecode”, do Mike Figgis?

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