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27/07/2007 - 14:52

Lançamento em abismo

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“Dizem que existem várias estratégias para o lançamento de um filme nos cinemas: lançamento em plataforma, lançamento por capital, grande lançamento, pequeno lançamento… Atualmente, a maior parte dos filmes brasileiros tem à sua disposição apenas uma estratégia: o lançamento em abismo. O cineasta se atira no abismo gritando o nome de seu filme: se alguém escutar e se interessar, pode ser que vá assistir.”

Assim começa o ótimo artigo do cineasta Gustavo Acioli para a revista “Zé Pereira” sobre os problemas de lançamento dos filmes brasileiros. Acioli escreve com rara honestindade e também com conhecimento de causa: “Incuráveis” (2006), seu primeiro longa-metragem, teve menos de 2 mil espectadores, apesar das boas críticas.

O artigo de Acioli é apenas um dos destaques do excelente número 1 da revista “Zé Pereira” – editada por Eduardo Souza Lima (mais conhecido como Zé José), um dos diretores do documentário “Rio de Jano”, sobre o cartunista francês que fez o desenho da primeira capa da publicação. Mais informações no Blog do Zé Pereira.  

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10 comentários para “Lançamento em abismo”

  1. Kleber disse:

    2 mil testemunhas… se for analisar bem, deve ter mais pessoas envolvidas na produção direta e indireta de alguns filmes do que espectadores.

  2. Fabiano disse:

    Confesso que tenho má vontade com os filmes nacionais. Tantos anos de polaridade estética da miséria x minissérie da globo em um capítulo longo me fazem pensar vinte vezes antes de gastar meus suados 15 mangos para ir ao cinema ver mais do mesmo. Espero que alguém consiga me convencer do contrário, e depois tenha o mesmo sucesso com os outro 179.996.999 brasileiros.

  3. Fabiano disse:

    Ops, errei a conta. Bota mais mil aí, a menos que esses mil sejam os envolvidos na produção dos filmes…

  4. Mário Lucas disse:

    Penso que o problema da falta de público nas salas que exibem
    filmes nacionais não esta atrelado a forma de divulgação desses filmes, mas sim ao vício do público brasileiro que tende a aceitar e a consumir passivamente todo o conteúdo estrangeiro, produtos americanos, etc… E isso é um problema Historico e de longa data…Infelizmente dificil de ser mudado…
    Emfim, o Brasil é um excelente cliente da industria cultural norte-americana.

  5. josef mario disse:

    Companheiro fabiano
    Eu, josef mario, devo dizer ao companheiro que o cinema nacional tem evoluído muito nos últimos anos. Recomendo, especialmente, que o companheiro assista “meu nome não é johnny”, com lançamento previsto para breve nos melhores e, também, nos piores cinemas. Este filme, apesar de ser baseado no livro do companheiro fiuza que, diga-se de passagem, é uma porcaria, irá surpreender o companheiro. Sem dúvida nenhuma este filme consegue ser pior ainda que o livro, o que não deixa de ser uma façanha para o cinema nacional.
    Muito obrigado.

  6. Asilo dos tapados. disse:

    Ô véio fia da puta, voce apareceu. Tava com saudades desse seu cú fedido.
    Por falar nisso, tá na hora do véio gagá se aposentar !

  7. QQud La Silva disse:

    Só passei aqui para dizer que OS TRAPALHÕES NA SERRA PELADA é um excelente filme nacional.

    E dizer que já havia dito isso no 2° COMENT mas fui CENSURADO, o SR, CALIL simplesmente deletou meu comentario e deixo outros bem mais violentos e agrassivos como o do “asilo…” aí em cima.

    Isso é um absurdo, uma vergonha! Ditador!

  8. QQud La Silva disse:

    Por isso não passa de 10 comentarios, mesmo com a minha ajuda.

  9. HRP disse:

    Porque nosso cinema é tão atingido pelo preconceito de nosso próprio povo?
    Ótimos filmes são simplesmente esquecidos ou desprezados!
    Estou ,agora, vendo no canal 66 da Net, um filme e tanto…”Carlota Joaquina”.
    O vi no cinema e estou revendo….mas a turma não leva a coisa a sério…preferem os “classe Z Trash” dos Americans nos Cinemarks da vida!

  10. Leandro Cardoso disse:

    Está implícita no comentário citado no artigo do Calil a necessidade de investimentos em distribuição e exibição no Brasil. Mas, diante de novas tecnologias de distribuição, me pergunto se este é o momento certo para realizá-los, visto que, no mundo todo, as salas exibidoras encolhem diante dos produtos por demanda (sendo a velha videolocadora o exemplo mais óbvio). Questiono-me seriamente sobre a vontade da população brasileira em assistir filmes nacionais.

Os comentários do texto estão encerrados.

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