Publicidade

Publicidade

Arquivo de julho, 2007

04/07/2007 - 12:02

Uma lágrima tardia

Compartilhe: Twitter

No meio da confusão da mudança de blog, deixei de registrar aqui a morte do cineasta taiwanês Edward Yang, aos 59 anos, de câncer no cólon. Dele, vi  apenas “As coisas simples da vida” (2000), drama intimista que lhe deu o prêmio de melhor diretor em Cannes. Para mim, um dos filmes mais comoventes da última década – que me faz supor que ele está no mesmo patamar dos grandes do cinema de Taiwan (do qual ele foi um pioneiros): Hou Hsiao-hsien e Tsai Ming-liang (este nascido na Malásia). Yang preparava uma animação a ser produzida por Jackie Chan, mas o câncer não lhe permitiu concluir o projeto. Enorme perda para o cinema.
 

Autor: - Categoria(s): Posts Tags:
03/07/2007 - 11:28

Crítica às escuras

Compartilhe: Twitter

Dos sites sobre cinema que conheci recentemente, aquele com o conceito mais original é, sem dúvida, o americano DidntSeeIt, que reúne críticas a filmes que os críticos não viram. Veja, por exemplo, um trecho do texto sobre “Sicko”, o novo documentário de Michael Moore:

“Moore decidiu fazer um filme para mostrar que o sistema de saúde nos Estados Unidos não é grande coisa e que o do Canadá é totalmente perfeito. Ele teve sorte de descobrir que tudo era exatamente como ele imaginou, porque ele faz documentários, que são verdadeiros.”

Ingênuo, mas no ponto. Embora o resultado seja menos interessante que a idéia (os textos, provavelmente escritos por nerds, são bastantes juvenis na média), o site serve para revelar o que há de clichê, de fórmula e de repetição no trabalho de certos cineastas – e também no dos críticos. 

Muitas vezes vamos ao cinema com idéias tão preconcebidas sobre um diretor, um gênero ou uma cinematografia que a crítica sairia mais ou menos igual se não tivéssemos visto o filme. Em alguns casos, os preconceitos podem até se revelar acertados, porque os cineastas tendem a repetir certos defeitos e virtudes. Mas, em geral, isso impede que nos surpreendamos com algum diretor. 

De cara, lembro do exemplo do David Fincher. Se “Seven” servisse de base para fazer uma crítica às escuras de “Zodíaco” (mesmo diretor, mesmo tema), o texto seria totalmente equivocado. Porque o novo filme não é apenas dez vezes melhor do que o anterior, como quase o seu oposto na anti-espetacularização da figura do serial killer.

Autor: - Categoria(s): Posts Tags:
02/07/2007 - 22:28

Testando… 1, 2, 3

Compartilhe: Twitter

Em primeiro lugar, muito obrigado pelos comentários dos que lamentaram o final do NoMínimo e dos que celebraram a continuação do Olha só como um blog quase independente. Escrevo “quase” porque me considero parte de uma espécie de cooperativa de “ex-mínimos”: Carla Rodrigues, José Paulo Kupfer, Luiz Antônio Ryff, Pedro Doria e Sérgio Rodrigues – companheiros cujos blogs vocês podem acessar a partir dos links recomendados no canto aqui à direita.

Depois, peço desculpas por me ausentar um par de dias – tempo necessário para tomar fôlego para novas empreitadas. Também me desculpo por colocar no ar um blog ainda incompleto, sem os ajustes definitivos no visual e no conteúdo. Mas vou ajeitar a casa nova com o tempo. O importante, agora, é não nos perdermos. A partir de amanhã, as notas voltam a aparecer regularmente. Até lá.

Autor: - Categoria(s): Posts Tags:
Voltar ao topo