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27/05/2008 - 19:17

O papel de Pollack

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“Eu nunca fui o que chamaria de grande estilista visual”, disse o cineasta Sydney Pollack em entrevista no ano passado para a revista “American Cinematographer”, reproduzida no obituário do cineasta publicado pelo “The New York Times”.

 

Pollack morreu ontem, aos 73 anos, de câncer, em Los Angeles. Em um momento como este, é natural que palavras como “mestre” ou “grande diretor romântico” pululem nos obituários. Mas o próprio cineasta, auto-crítico por natureza, era o primeiro a rechaçar essas idéias de grandeza.

 

Ele foi um diretor correto e competente, que errava pouco, mas nunca chegou a firmar uma marca pessoal em seus filmes. O superestimado “Entre Dois Amores” (1985), que lhe deu dois Oscar (melhor filme e direção), foi um dos pontos baixos da história da premiação. Mas ele também assinou trabalhos bem marcantes, como “A Noite dos Desesperados” (1969) e “Tootsie” (1982).

 

Pollack deve ser lembrado como um ator, diretor e produtor acima da média, além de um sujeito digno o suficiente para saber exatamente qual era seu lugar na história do cinema.

 

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