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29/05/2008 - 17:15

Conto de fadas sangrento

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 “As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”, segundo episódio da série adaptada dos livros do irlandês C.S. Lewis, é uma estranha mistura entre conto de fada infantil e filme de guerra medieval. Com estréia marcada para esta sexta-feira no Brasil, “Nárnia 2” tem boa parte de sua longa duração (quase duas horas e meia) preenchida por grandiosas batalhas, incluindo um massacre de centenas de seres encantados. As cenas podem não ser ricas em detalhes sangrentos, mas não deixam de ser bárbaras para o público a que se dirigem.

 

Esse lado violento do filme deriva de uma clara escolha da produção: no lugar da espiritualidade que marcava o primeiro episódio (“O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa), o investimento aqui é todo na aventura. O leão Aslam – que, para muitos analistas dos livros de Lewis, nada mais é do que uma representação de Jesus – aparece muito pouco em cena, e a feiticeira ainda menos. Em vez de girar em torno de aspectos mágicos, a trama se concentra agora em uma shakespeariana sucessão de trono.

 

Cerca de um ano (ou 1300 anos narnianos) depois dos acontecimentos de “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”, o reino de Nárnia foi dominado pelos telmarines e está sob o domínio do maligno rei Miraz, que planeja matar seu sobrinho Caspian, legítimo herdeiro do trono. Mas este consegue, escapar e, por meio de uma trompa mágica, invocar a ajuda dos quatro irmãos Pensevie (Peter, Susan, Edmund e Lucy), que são transportados de Londres para Nárnia. Ao lado de seres encantados como um duende, um rato e um texugo falantes, centauros e minotauros, eles tentarão derrotar Miraz e conduzir Caspian ao trono. Para tanto, porém, precisarão reencontrar Aslam.

 

No fundo, a trama parece servir apenas de entreato para épicas seqüências de batalha, muito bem dirigidas por Andrew Adamson. Ao apostar na ação, “As Crônicas de Nárnia” torna-se um produto de entretenimento mais palatável (embora também mais violento). Por outro lado, perde sua grande marca distintiva, a religiosidade, tornando-se uma mistura de referências que vão de “Harry Potter” a “Gladiador”, de “Shrek” e “Cruzada”.

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4 comentários para “Conto de fadas sangrento”

  1. “O leão Aslam – que, para muitos analistas dos livros de Lewis, nada mais é do que uma representação de Jesus”

    Olha, Calil, Aslam de fato representa Jesus Cristo. E não precisa ser “analista” pra dizer isso. Lewis foi um também um grande pensador cristão, e suas obras infanto-juvenis são amplamente inspiradas na Bíblia. Isso é um fato.

  2. renatinha disse:

    desanimador viu!

  3. OLGA M. SILVA disse:

    Concordo que os filmes dedicacados a faixa etária infantil estão violentos,o resultado terão as consequências…?VC ja sabe!

  4. 1ND10 disse:

    Assisti o filme, e ele é ótimo, recomendo a tod.
    Ainda tem aspectos da espiritualidade, lições de caráter, nobresa, relações humanas, e novas lições aos mais crescidos (o amor que os jovens vão aprendendo com o tempo e o senço de responsabilidade).
    Melhorou no aspecto das batalhas, muito empolgantes (apesar de não terum pingo d sangue ), mais duradouras e o lado do “bem” tem muitas baixas (fato positivo, pois em geral vence muito facil, sendo previsível ).
    Gostei de mais do filme, como fui no cinema, vou comprar o I e o II piratas para ver de novo, espero anciosamente pelo III….
    Saudações a todos….
    abraços do 1ND10

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