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Arquivo de junho, 2008

30/06/2008 - 19:50

O retorno de Cheeta

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Parem as máquinas! Uma das estrelas mais queridas de Hollywood irá voltar à ativa depois de uma aposentadoria de mais de quatro décadas. O chimpanzé Cheeta, estrela de 12 filmes de Tarzan ao lado de Johnny Weissmuller nas décadas de 30 e 40, participará em breve de uma gravação musical e de um DVD, além de publicar um livro de memórias.

 

Aos 76 anos, Cheeta é apontado pelo Guinness Book como o chimpanzé mais velho do mundo (na foto ao lado, ele aparece em seu 75° aniversário). Seu último papel no cinema foi em “Doutor Dolittle” (1967), com Rex Harrison.

 

O dono e empresário de Cheeta, Dan Westfall, vai lançar em breve um single em que o chimpanzé faz um cover do clássico country “Convoy”, que poderá ser baixado apenas pelo iTunes. E, para promover a música, ele lançará também um DVD em que ele aparece arregalando os olhos diante de uma mulher de biquíni. Já o livro de memórias “Me Cheeta” – com todos os detalhes da vida do chimpanzé, incluindo seu nascimento na Libéria, sua carreira em Hollywood e a rotina familiar com a mulher e o filho – virá a público em fevereiro de 2009.

 

Segundo Westfall, Cheeta tem diabetes do tipo 2 há nove anos, o que o obriga a tirar sangue duas vezes ao dia. Mas ele continua aproveitando a vida em um abrigo de Palm Springs, tomando sol na piscina, assistindo TV e ouvindo seu grupo preferido, The Monkees. Ele também faz pinturas abstratas que já foram leiloadas por até US$ 10 mil.

 

Por sete vezes, Westfall tentou conseguir uma estrela na Calçada da Fama para Cheeta, a última delas no mês passado, mas nunca foi atendido. “Ele é a luz da minha vida, e eu sou a dele”, disse o empresário ao jornal “The New York Post”. Pode até ser, mas essa história de lucrar um extra com um animal doente de 76 anos é pura maldade.

 

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29/06/2008 - 23:01

Crise econômica é boa para o cinema

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O cinema sempre foi a válvule de escape preferencial para tempos sombrios nos Estados Unidos, desde a época da Grande Depressão até os dias de hoje. Em meio a uma das maiores crises econômicas da história do país, o cinema americano vem batendo recordes de bilheteria em sua temporada de verão, com uma arrecadação 4% superior ao do mesmo período do ano passado – puxado por fenômenos como “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, “Homem de Ferro” e outros.

 

Os novos sucessos dessa lista são “Wall-E” e “Wanted”, que estrearam neste final de semana com bilheterias de respectivamente US$ 62,5 milhões e US$ 51,1 milhões, bem acima do esperado. Com o dólar em baixa, os americanos estão viajando menos e indo mais ao cinema – uma forma de escapismo mais barata e menos distante.

 

Invertendo a tese, a culpa das bilheterias fracas no Brasil deve ser do real forte…

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27/06/2008 - 06:24

Os melhores robôs do cinema

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Aproveitando o lançamento de “Wall-E”, a “Entertainment Weekly” decidiu fazer uma lista dos melhores robôs da história do cinema – na qual o protagonista do filme da Pixar certamente merece estar. Não há muito o que discutir na escolha do número 1: a dupla C-3PO e R2-D2, de ”Star Wars”, que marcou gerações de espectadores (R2-D2 foi inclusive a principal referência de ”Wall-E”).

 

A lista tem vários nomes essenciais (Maria de “Metropolis”, Gort de “O Dia em que a Terra Parou”, “Robocop”, “O Exterminador do Futuro”) e outros discutíveis (Gigolo Joe de “A.I. – Inteligência Artificial”, Keanu Reeves e Alex Winters como os robôs teens do esquecível “Bill & Ted – Dois Loucos no Tempo”). E pelo menos uma grande ausência: o replicante Roy Batty, interpretado por Rutger Hauer, em “Blade Runner”.

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26/06/2008 - 21:36

Um Desenho Inconveniente

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Depois de “Ratatouille” – filme com nome difícil de pronunciar sobre um rato cozinheiro apaixonado pela França -, era de se esperar que a Pixar não quisesse correr mais riscos. Mas “Wall-E” – nova animação da produtora, que estréia nesta sexta-feira – é seu mais corajoso trabalho. Trata-se de um longa praticamente mudo sobre um robô solitário, sem bichinhos que falam ou cantam, sem estrelas no seu elenco de vozes. Além disso, ”Wall-E” traz uma das críticas mais contundentes ao mundo corporativo, à sociedade de consumo e ao descaso com o meio ambiente que Hollywood já produziu – o que fez o “New York Times” chamá-lo carinhosamente de “Um Desenho Inconveniente”, em referência ao documentário sobre Al Gore.

 

Por um lado, existe um claro paradoxo nessa atitude. Afinal, a Pixar foi comprada há apenas dois anos pela gigante Disney e faturo alto com o merchandising de produtos relacionados ao filme. Por outro, me parece bastante saudável que, mesmo no coração do sistema, a produtora se esforce para manter a ousadia da forma e do conteúdo que sempre marcou seus filmes.

 

No ano 2700, séculos depois de toda a humanidade ter abandonado a Terra, o antiquado robô Wall-E passa os dias limpando os dejetos deixados para trás pela corporação Buy n’ Large, que dominava o planeta. Até que surge do espaço a avançada robozinha Eva, em busca de sinais de vida na Terra. Wall-E apaixona-se à primeira vista e segue Eva até uma gigantesca nave espacial que abriga os sobreviventes da humanidade, um grupo de pessoas obesas que, ainda controlados pela Buy n’ Large, vive comendo junk food, vendo televisão e passeando em poltronas voadoras – visão ao mesmo tempo assustadora e engraçada sobre o futuro da raça humana.

 

Dirigido por Andrew Stanton (de “Procurando Nemo”), “Wall-E” consegue alinhavar uma série de referências – Charles Chaplin a Woody Allen, “2001” a “Star Wars” – para criar uma personalidade própria. Esse é apenas um dos muitos equilíbrios entre extremos alcançado pelo filme: passadista e futurista, artesanal e digital, romântico e político, fofo e ácido. Em outras mãos, seria uma mistura indigesta. Nas da Pixar, o resultado é brilhante – o melhor da produtora desde “Nemo”.

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25/06/2008 - 22:19

Almodóvar sobe nas tamancas

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Pedro Almodóvar escreveu uma carta irada ao jornal britânico “The Guardian” para protestar contra um artigo batizado de “A maldição de Almodóvar”, a respeito do London Spanish Film Festival. No texto, o jornalista Paul Julian Smith afirmou: “Um nome gigantesco pode derrubar a indústria cinematográfica de um país monopolizando o interesse internacional. É por isso que o festival é importante…”.

 

Almodóvar responde: “É profundamente injusto, e também um tanto bobo, me culpar pela ausência dos filmes espanhóis nos cinemas britânicos. É injusto comigo e com a realidade. E a realidade é que, segundo números publicados Conselho Britânico de Cinema, 96,3% da bilheteria entre janeiro e agosto de 2007 foi para filmes de língua inglesa. E 1,3% foi o total para filmes de outras línguas da Europa continental.

 

Essa é a dura verdade, senhor Smith! Uma participação no mercado de 1,3% para a Grécia, Portugal, Romênia, Bélgica… Espanha. O mercado britânico não deixa espaço para que o público descubra filmes feitos em outras línguas. Você realmente acredita que eu posso ser considerado responsável por isso!?”

 

O jornal publicou uma tréplica tentando botar panos quentes no assunto. Mas o estrago já estava feito. E, no caso, não há muitas dúvidas de que Almodóvar está com a razão. O mais incrível nessa história é que ele se tenha dado ao trabalho de responder ao jornal em meio às filmagens de seu novo longa.

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24/06/2008 - 19:31

Deus e o Diabo no Hotel Califórnia

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Certos vídeos do YouTube já nascem clássicos. É o caso da versão mística de “Hotel California” cantada pela dupla Asusana e Alíbera para divulgar o site de INRI Cristo, que se diz a nova encarnação de Jesus. Certo, elas já haviam cometido há um mês uma versão de “Umbrella”, de Rihanna, que se tornou um fenômeno na rede. Mas, com “Hotel California”, as duas se superaram em todos os sentidos (afinação, letra e devoção) e transformaram uma música do capeta em obra divina. Mas, com o perdão da blasfêmia, vamos combinar que a discípula de INRI Cristo que divulga o clipe é um pecado.

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23/06/2008 - 22:19

Tarantino dividido ao meio

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“Inglorious Bastards”, o novo filme de Quentin Tarantino, deverá ser dividido em duas partes – assim como aconteceu com “Kill Bill”.  A informação foi dada pelo próprio diretor em uma entrevista que será um dos extras do DVD triplo do “Inglorius Bastards” original, produção italiana dirigida por Enzo Castellari em 1978, cujo título em português de “Assalto ao Trem Blindado”. Na entrevista, Tarantino diz que recolheu tanto material durante a pesquisa do roteiro que a história deve se estender por dois filmes.

 

O anúncio provocou o seguinte comentário de Eugene Novikov no blog Cinematical: “Olha, eu tenho prazer em perdoar o cara. Eu vejo a maioria dos filmes de cabo a rabo e não terei problemas de fazer isso com o novo trabalho de um cineasta tão interessante e talentoso quanto Tarantino. Ele está explodindo de idéias, fantástico. Mas há muito a se ganhar com concisão e eficiência narrativas também.” 

 

Concordo com o blogueiro americano. Tarantino é melhor quando conciso, como em “Cães de Aluguel”. Ou em “À Prova de Morte”, inédito no Brasil. ”Kill Bill”, por mais brilhantes que sejam alguns de seus momentos, poderia ser um filme melhor com uma edição mais enxuta, que provavelmente eliminaria momentos de exibicionismo gratuito.  Só para constar: o “Inglorious Bastards” original tem 99 minutos. A versão de Tarantino deve ser lançada em 2009.

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22/06/2008 - 11:13

Che é como mãe: todo mundo tem o seu

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Em certa altura de “Personal Che”, que estreou na sexta-feira, o jornalista americano Jon Lee Anderson, biógrafo de Guevara, diz: o guerrilheiro argentino tornou-se um símbolo tão difundido e tão aceito da idéia de contestação que terminou sendo adotado pelos indivíduos mais díspares, às vezes de campos ideológicos opostos, no mundo todo.

 

Ou seja, Che é como mãe: todo mundo tem o seu. Pode soar estranho, mas a tese central desse bom e sério documentário está muito próxima dessa frase de galhofa. Para comprová-la, o brasileiro Douglas Duarte e a colombiana Adriana Mariño percorreram os quatro cantos do planeta e encontraram personagens com uma fascinante relação com a figura mítica de Che. 

 

Para um neonazista alemão, Che é um nacionalista como Hitler. Para uma camponesa boliviana, milagroso como Jesus. Para um ator libanês que interpreta o guerrilheiro em um musical, sábio como os califas árabes. Para um taxista cubano, um exemplo de conduta moral que poderia ter saído de um livro de auto-ajuda.

 

Com esses personagens, “Personal Che” poderia ser apenas uma reportagem jornalística competente e curiosa. Mas ele torna-se um belo documentário nos momentos em que os diretores desconstroem a visão dos entrevistados sobre Che. Como na cena em que eles dizem à camponesa boliviana que Guevara era ateu e materialista, o que provoca um silêncio interminável. Ou quando mostra fotos de Che morto ao taxista cubano que só conhecia sua imagem de guerrilheiro destemido.

 

Nesses momentos, “Personal Che” alcança o que poucos documentários conseguem: dar a seus personagens uma nova compreensão da realidade e registrar o exato instante em que isso ocorre.

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20/06/2008 - 23:53

Crítico de cinema: espécie em extinção?

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Nos últimos dois anos, 30 críticos de cinema com certo renome da grande imprensa foram demitidos ou pediram as contas nos Estados Unidos. Os dois últimos da lista foram Stephen Hunter e Desson Thomas, do jornal “The Washington Post”.

 

A conta provocou o seguinte comentário de S. James Snyder no “The Sun” de Nova York: “Primeiro foram os críticos literários, depois os de dança e música clássica. Agora são os críticos de cinema das maiores publicações do país que estão se tornando uma espécie em extinção. (…) A discussão entre muitos cineastas passou da confusão e decepção para a preocupação com o futuro: como será o mundo sem críticos de cinema na imprensa escrita?”

 

A questão foi levantada em um encontro informal de alguns dos melhores críticos para o lançamento do livro ”Cinema do Exílio: Cineastas Trabalhando Além de Hollywood”, com ensaios sobre diretores pouco conhecidos nos EUA, incluindo o de Guy Maddin sobre o brasieiro José Mojica Marins. No encontro, Michael Atkinson, editor do livro, declarou: “Na introdução, eu deixo explícito: esse livro é uma homenagem à arte da crítica de cinema, que está desaparecendo lentamente.”

 

Para Olha Só, o discurso soa um tanto catastrofista. Sim, a crítica da grande imprensa já gerou debates mais relevantes - mas também a grande imprensa como um todo já foi mais relevante. Mais do que uma morte, acho que estamos presenciando uma migração para a internet (quase todos jornalistas demitidos foram parar na web) e uma mudança de conceitos – que tem muito a ver com aquela teoria da “cauda longa” criada pelo jornalista americano Chris Anderson, da revista “Wired”, segundo a qual os vários pequenos nichos do mercado somados se tornarão maiores e mais importantes do que o mainstream.

 

A morte da crítica foi anunciada mais vezes que a aposentadoria de Sylvio Caldas. Ainda não é hora de escrever o epitáfio.

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19/06/2008 - 22:04

“Agente 86″ deixa saudades da série

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Na sessão para a imprensa de “Agente 86″, a distribuidora exibiu antes aos jornalistas um episódio do seriado dos anos 60 de mesmo nome, no qual o filme se baseia. Pode ter sido bom para promover o lançamento do DVD “Agente 86 – A Primeira Temporada Completa” (1965), mas foi péssimo para o novo filme, que estréia nesta sexta-feira. Ficou evidente o abismo entre o velho e o novo produtos.

 

Na verdade, “Agente 86″, o filme, tinha boas chances de dar certo. A produção reuniu um “dream team” de atores: no papel principal, o comediante Steve Carell (cujo humor contido tem muito a ver com o do ator original, Don Adams); Anne Hathaway como a Agente 99; Alan Arkin como O Chefe e Terrence Stamp como vilão.

 

Mas os problemas do filme começam no roteiro pouco inspirado e terminam na direção burocrática de Peter Segal (“Golpe Baixo”). Na série original, o texto era assinado por Mel Brooks, em sua melhor forma para piadas afiadas e gags visuais. Por trás do humor aparentemente ingênuo, havia uma sátira inteligente à Guerra Fria, feita “a quente”, no auge da paranóia de segurança.

 

No filme a completa falta de sofisticação do roteiro tenta ser acobertada pelos truques básicos de Hollywood: explosões, romance, velocidade. Por trás da ingenuidade… não sobra nada. O longa só serve para deixar saudades da série. Aindam bem que os DVDs chegam ao mesmo tempo.

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