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21/07/2008 - 23:09

Números de um fenômeno

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“Batman – Cavaleiro das Trevas” bateu uma série de recordes históricos de arrecadação nos Estados Unidos -maior bilheteria no final de semana de estréia (US$ 158,3 milhões), em um único dia (US$ 67,9 milhões) e nas pré-estréias da meia-noite (US$ 18,5 milhões), maior abertura em cinemas Imax (US$ 6,2 milhões) e maior número de salas ocupadas (4366).

 

E  o boletim Filme B acaba de divulgar que o filme teve uma estréia impressionante também no Brasil, a maior abertura do ano, com 775 mil espectadores e renda de R$ 7,1 milhões. O faturamento transformou o Brasil no terceiro maior mercado estrangeiro para o filme entre os 20 países onde ele estreou, atrás apenas de Austrália e México. A Warner divulgou que 96% dos espectadores aprovaram o filme no Brasil, que 68% do público elegeu o Coringa como seu personagem favorito e que não houve nenhuma críticas negativas entre 100 veículos pesquisados.

 

Tudo leva a crer que estamos diante de um fenômeno cada vez mais raro de comunhão entre crítica e público, tanto no Brasil quanto no exterior. Mas 100% de aprovação não rola nem em eleição iraniana, como prova a ótima crítica de Kleber Mendonça Filho em seu blog Cinemascópio. Eu ainda não vi o filme para dar minha opinião, mas a dissonância inteligente em meio a uma suposta unanimidade deveria ser sempre bem-vinda. 

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33 comentários para “Números de um fenômeno”

  1. ABNNER BONNER disse:

    Assiti ao filme e simplesmente ADOREI, são duas horas e meia de muita ação e talento dos atores e atrizes.

  2. Marcelo disse:

    “Morra Herói, ou viva o bastante até se tornar o vilão”
    Não existe melhor… 100% Perfeito…

  3. Vinhal disse:

    Desde que, como você falou, a dissonância seja inteligente…

  4. quack disse:

    Nao assisti mas achei muito fraco, principalmente porque o CORINGA moreu de propósito só para chamar publicidade para o filme…

    Não esta em condições de se tornar um clássico como OS TRAPALHÕES NA SERRA PELADA

    didi fingindo-se de morto, esta com gota.

    dedé o mesmo capacho de sempre.

    mussa representa a pobreza

    zaca

  5. Adalto Alves disse:

    O Zeca Camargo não é crítico de cinema, mas escreveu sobre o filme no blog dele, no G1, e fez ressalvas. E a atuação do Christian Bale, hein? Mais feia que bater na mãe. AA

  6. Eduardo Miranda disse:

    Oi, Calil, sou leitor do seu blog desde o Olha só. A propósito, olha só, não quero plantar pautas no teu blog, mas senti falta na blogosfera de repercussão da carta de Adailton Medeiros, diretor do Ponto Cine, hoje (22julho) na capa do Segundo Caderno, no Globo, em resposta ao e-mail que Murilo Salles mandou para os jornais na sexta-feira passada. Acho que o texto do Adailton tocou numa questão muito angustiante pra quem não quer ver o cinema brasileiro definhando e, por isso, senti falta de uma reflexão. É muito triste tomar conhecimento dessas atitudes. Não estou jogando a culpa para o Murilo Salles, mas parece fato que alguém recebeu esse e-mail e não repassou.

  7. Bruno M. Oliveira disse:

    É realmente curiosa essa nova fase do Homem-Morcego no cinema. Batman é retratado tão-somente como um justiceiro impessoal, o que lhe impede de criar qualquer laivo de identificação, seja com os habitantes de Gotham, seja com o espectador – principalmente se o espectador em questão for uma criança.
    O Cavaleiro das Trevas é um filme bem mais interessante que o anterior, no qual era contada a gênese do “herói”. Apesar de ter evoluído em relação ao primeiro filme, Cristopher Nolan continua um diretor mediano. As idéias brotam às pencas, mas são mal peneiradas. Dispondo de ótimo elenco e de um roteiro envolvente, Nolan poderia ter feito um longa mais sóbrio, conciso. Em vez disso, optou pelo espetáculo desenfreado, o que chega a irritar algumas vezes.

    Enfim, como bem escreveu Kleber Mendonça Filho em seu blog, um filme não recomendável para crianças.

  8. Alexandre Alves disse:

    Sou fã da mitologia do Batman tanto quanto da boa narrativa cinematográfica. Foi emocionante ver as duas paixoes superpostas tao perfeitamente. O filme transende o fetiche de simplesmente ve los em carne e osso e tridimensionais. O maior feito é o roteiro trancender a adaptação e usar a mitologia estabelicda como alavanca para contar uma historia relevante sobre os dominios sombrios da alma. O roteiro sabiamente apresenta personagens fieis a fonte sendo arrastados para um cenario verossimil.
    É o nosso mundo assolado por terrorismo e medo de sair na rua. Com camadas de subtexto politico, a trama brinca até com suas noçoes pessoais(em certo momento do filme o Batman vai agir como a adminstraçao Bush e vc vai achar isso legal). Muito mais direto que Batman Begins, que trazia algumas gorduras na trama maniqueista, o filme comporta aventura, drama e tensao. A narrativa seca, firme e grandiosa (nunca grandiloquente) se permite ir alem das possibilidades que as melhores historias do Batman levavam a crer. Ok voce é fã do morcego e acha que seria melhor ve-le enfrentando mutantes anabolizados em um futuro histerico diria mais sobre o personagem?
    Mais proximo de 7even e Os Intocaveis e fazendo Homem-Aranha e Homem de Ferro parcerem meros desenhos animados O Cavaleiro das Trevas gera uma ressalva: Como fazer algo melhor daqui pra frente?

  9. Hugo De Marco disse:

    Filme bem produzido, com efeitos especiais bem feitos, algumas boa atuações. Mas dizer que ele é excelente, pra mim é demais. Mesmo sendo uma ficção, o filme tem que ser um pouco coerente. O coringa coloca bombas na cidade toda de um dia para o outro sem ninguem perceber. Muitas falhas no roteiro. Gostei do primeiro dessa série, mas desse não. Agora, besteira mesmo é falar que o Ledger morreu só para promover o filme viu…

  10. Gostaria de agradecer ao Eduardo Miranda pela lembrança a respeito da minha carta (que virou artigo), publicada no Segundo Caderno do Jornal O Globo, de terça-feira.
    Desde de a sua publicação tenho recebido, de diversas regiões do País, muitas mensagens de solidariedade e apoio ao nosso projeto e a nossa filosofia de atuação. Vários convites para entrevistas em jornais e revistas, e alguns outros para falar em Universidades. Sinto que a publicação não só repercutiu como provocou uma movimentação.
    Tomara que a minha manifestação sirva de inspiração para outras pessoas que amam o cinema replicarem esse modelo em suas cidades.
    Mais uma vez, obrigado.

  11. Verlaine disse:

    Concordo com a Sarah, em relação às críticas,depende muito do modo como vemos as coisas e muitas vezes com o passar do tempo mudamos de opinião. Podemos assistir a um mesmo filme várias vezes e ter diferentes visões sobre ele. Achei o filme muito bom e todas as interpretações contribuiram muito para o sucesso do filme, em especial Ledger, Bale, Caine, Oldman.

  12. CRISTIANE MARTINS disse:

    EU JÁ VI DUAS VEZES O FILME, E CONTINUA AMANDO CADA CENA, DIALOGOS, ENQUADRAMENTOS E INTERPRETAÇÕES DIVINAS, EU TIVE QUE VER FILMES DA FRANQUIA BATMAN, COM ATORES INTERPRETANDO BRUCE WAYNE DE 5. CATEGORIA, MAS CHRIS BALE DEU VIDA AO MILIONÁRIO QUE VIVE UM CONFLITO INTERIOR E O SENSO DE JUSTIÇA. AS PESSOAS QUE ACHARAM O ROTEIRO FALHO, TEMOS QUE ANALISAR A HISTORIA COMO UM TODO COM COMEÇO, MEIO E FIM, EXIGIR COERÊNCIA EM TUDO É NÃO SE ENTREGAR A MAGIA QUE O FILME PROPORCIONA.ESSE É SEM DÚVIDA O BATMAN DEFINITIVO, QUE VENHA O TERCEIRO FILME.

  13. Eva disse:

    vi o filme hoje… os atores são ótimos, os efeitos especiais são bons, as cenas de ação sao ok; mas o filme como um conjunto não me emocionou em nada. ficaram faltando as cenas de prender o fôlego. achei aflitivo e cansativo. Em duas palavras: não rolou.

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