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25/07/2008 - 20:18

Vote no barbeiro judeu

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Estranhou o título acima? Ele se refere a um dos dois personagens interpretados por Charles Chaplin em “O Grande Ditador” (1940), um barbeiro judeu, cujo nome nunca é dito no filme. O outro é Adenoid Hynkel, ditador da Tomânia, inspirado, claro, em Adolf Hitler. Pois bem, o barbeiro judeu do filme é o terceiro personagem da série especial do Olha Só com dez grandes políticos da história do cinema, feita em conjunto com o hotsite Eleições 2008 do IG.

 

 A idéia é mostrar como os políticos dos filmes podem servir como bons ou maus exemplos para os candidatos brasileiros. Os dois primeiros foram o incorruptível Jefferson Smith de “A Mulher Faz o Homem” (1939) e o corruptor Charles Foster Kane de “Cidadão Kane” (1941).

 

 O barbeiro judeu de “O Grande Ditador” é um caso à parte nesta lista, porque nem político ele é. Mas, como é fisicamente idêntico a Hynkel (um perseguidor de judeus), ele acaba assumindo o poder no lugar do ditador. Primeiro filme inteiramente falado de Chaplin e uma de suas obras-primas, “O Grande Ditador” é lembrado por duas seqüências: a brincadeira de Hynkel com o globo terrestre (imagem reproduzida a torto e a direito em comerciais e até em abertura de novela global) e o discurso humanista do barbeiro judeu no final do filme.

 

Por causa dessa fala antológica (que você pode ver abaixo), um dos melhores discursos políticos da história, reais ou ficcionais, ele foi escolhido para esta série do blog. Talvez pareça ingênuo a muitos hoje. Mas é preciso lembrar não apenas que a ingenuidade era uma das armas de Chaplin para cativar o público, como também que sua crítica ao nazismo foi feita “a quente”, quando o mundo ainda não conhecia toda a extensão das atrocidades que Hitler começava a cometer.
 

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6 comentários para “Vote no barbeiro judeu”

  1. francisco disse:

    Excelente lembrança dessa parte do Chaplin! Houve um tempo em que se lia esse discurso em camisetas e quadros, contudo não há comparação em assistir ao Charles C. dizê-lo.
    Cuidado para que políticos de esquerda não se apropriem dessas palavras para praticarem a sua demagogia de sempre.

    PS: Não advirto sobre aqueles de direita, pois soaria “fake” insuportavelmente caso algum deles fizesse uso.

  2. anrafel disse:

    Não sei se algum político de esquerda ou direita vai repetir o discurso final de “O Grande Ditador”, mas George Bush Filho (de quê?) andou tentando fazer o globo terrestre de peteca.

  3. […] Na primeira categoria, estavam o senador Jefferson Smith de “A Mulher Faz o Homem” (1939) e o barbeiro judeu de “O Grande Ditador”. Na segunda, o milionário candidato a governador Charles Foster […]

  4. […] do Olha Só. Os outros foram: o senador Jefferson Smith de “A Mulher Faz o Homem” (1939), o barbeiro judeu de “O Grande Ditador” (1940), o candidato a governador Charles Foster Kane de “Cidadão […]

  5. […] os políticos anteriores da série foram Jefferson Smith de “A Mulher Faz o Homem” (1939), o barbeiro judeu de “O Grande Ditador” (1940), Charles Foster Kane de “Cidadão Kane” (1941), John Iselin […]

  6. […] os políticos anteriores da série foram Jefferson Smith de “A Mulher Faz o Homem” (1939), o barbeiro judeu de “O Grande Ditador” (1940), Charles Foster Kane de “Cidadão Kane” (1941), John Iselin […]

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