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20/08/2008 - 23:55

O Ronaldinho Gaúcho do cinema

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Ao observar a discreta cobertura dada até aqui à passagem de Wim Wenders pelo Brasil (em comparação com a euforia provocada há alguns dias por David Lynch), não pude evitar um pensamento cruel: o cineasta alemão tornou-se uma espécie de Ronaldinho Gaúcho do cinema. Um sujeito que brilhou intensamente no passado, que teima em nos decepcionar no presente e que decidiu viver meio que a passeio.

 

Levando em conta que “Asas do Desejo” é de 1987, já são mais de 20 anos sem um grande filme – exceção feita ao documentário “Buena Vista Social Club”. A bola de Wenders anda tão baixa que alguns cadernos e revistas de cultura recusaram as ofertas de entrevista com o diretor. Não deixa de ser uma lástima, pelos bons serviços já prestados no passado ao cinema.

 

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4 comentários para “O Ronaldinho Gaúcho do cinema”

  1. Fabio Negro disse:

    Asas do Desejo é um grande filme???
    Bleargh!

    Mas o Win Wenders é muito bom no a maioria dos cadernos de cultura são muito ruins: falar de cinema.

    Tipo, não sobre os temas, não o lugar do filme no debate inernacional sobre a maciez amarela da batata.
    Só sobre o filme, mesmo.

  2. Eduardo Miranda disse:

    Os cadernos culturais é que perdem. Uma pena: para além da discussão dos filmes do Wim Wenders, o mesmo tem opiniões bem interessantes acerca do cinema e da crítica, como ficou claro na entrevista dada a Fernando Eichenberg, publicada no livro entreaspas, da ed. Globo.

  3. Carlos disse:

    sobre o último parágrafo só um comentário como andam medíocres as revistas de entreterimento. Pois uma boa entrevista sempre depende de um bom entrevistador e de seus conhecimentos e de um ótimo entrevistado (independente de sua fase).

  4. felipe disse:

    Mas os filmes recentes do Wenders não são necessariamente ruins. Eu até gosto daquele climão que só ele consegue montar em Estrela Solitária e Medo e Obsessão.

    Uma pena mesmo.

Os comentários do texto estão encerrados.

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