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23/08/2008 - 22:34

Memórias da matriarca Coppola

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“Eu estou ao ar livre comendo brunch no jardim do Polo Lounge do Beverly Hills Hotel. Francis e Sofia estão sentados diante de mim conversando seriamente. Ontem foi aniversário da Sofia. Ela fez 27 anos. Ela é bonita de um jeito imperfeito. A protuberância de seu nariz fica proeminente com a luz que cai em seu rosto. Suas sobrancelhas se contraem enquanto ela se concentra no que Francis lhe diz, e ela escreve notas na agenda de couro vermelho que ele lhe deu de Natal. Ela vai dirigir seu primeiro longa-metragem a partir do próximo mês. É uma produção de baixo orçamento adaptada de um livro chamado ‘As Virgens Suicidas’. Eu posso ouvir Francis dizer: “Sente-se bem perto da câmera para que os atores vejam você, vejam que você está no controle. Lembre-se que as mãos dos atores são quase tão importantes quanto seus rostos. Mãos são muito expressivas. Se você cortar as mãos do quadro, você perderá 30% da performance.

 

Eu estou muito feliz por Sofia, feliz que Francis esteja sendo um pai e mentor tão bom, mas eu também um ciúme quente e doloroso no m eu peito. Eu estou tentando apenas perceber minhas emoções, da forma como fui instruída na meditação zen, para não ser dominada por elas nem afastá-las para longe.”

 

Esta é Eleanor Coppola, matriarca de um dos mais tradicionais clãs cinematográficos do mundo, em seu livro de memórias ainda inédito, do qual o “Independent” de Londres publica alguns trechos. Ela é mulher de Francis (“O Poderoso Chefão”) e mãe de Sofia (“Encontros e Desencontros”), Roman (mais conhecido como diretor de clipes) e Gia (que morreu quando iniciava carreira como produtor) e nora do compositor Carmine – além de ter dirigido o brilhante documentário “Hearts of Darkness”, sobre as filmagens de “Apocalypse Now”. Os trechos de suas memórias merecem a leitura tanto pelo lado cinematográfico (ela é observadora privilegiada de parte fundamental da história do cinema americano) quanto pelo humano (a franqueza com que assume o ciúme da filha, por exemplo, é bastante incomum).

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2 comentários para “Memórias da matriarca Coppola”

  1. wellington p santos disse:

    Estou esperando quando começa cair o reinado de maldade da flora , porque o escritor esta forçando os males dos perçonagem vibrarem muito e isso n e bom no, caso do aparelho que ela flora desligar nunca pacte ficara so na uti eles vivem em contante vingilancia.

  2. CH disse:

    Eleanor Coppola ainda é tia de Nicolas Cage, que também faz parte do clá, sendo filho do irmão de Francis.

Os comentários do texto estão encerrados.

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