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19/09/2008 - 16:11

“Tropa” para americano ver

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“Tropa de Elite” já deu o que tinha que dar? Eu achava que sim. Mas hoje caiu nas minhas mãos o trailer americano do filme, e será impossível não comentar. “Tropa” entrou em cartaz hoje em Nova York, em uma estréia limitada, que deve se expandir em breve para outras cidades do país. As críticas foram divididas (56% de textos positivos, segundo o site RottenTomatoes), com uma ou outra mais pesada, como a de Manohla Dargis para o “New York Times”: “um assalto aos sentidos incansavelmente feio, desagradável e com freqüência incoerente vindo do Brasil…”.

Mas o trailer é bem mais interessante do que as críticas. Porque ele transformou “Tropa” em outra coisa, um filme de ação sobre dois amigos de infância (Neto e André) que decidem entrar para a polícia depois que seus “entes queridos” foram vítimas da violência – não mais uma crônica social centrada na figura do capitão Nascimento. Há até a inclusão de uma cena tosca em preto e branco (inexistente no filme), com dois moleques brincando de mocinho e bandido. Veja abaixo:

A narração do trailer diz o seguinte: “Eles cresceram juntos na cidade mais perigosa do mundo, vendo os criminosos dominarem as ruas e os corruptos mandarem na lei. Quando a cidade tirou a vida daqueles que amavam, sua única opção foi juntar-se à luta. Agora eles entraram para a melhor força policial da nação para limpar o crime nos dois lados da lei.”

Agora mais significativo que o trailer só mesmo o slogan americano, que é tristemente ambíguo: “Nas ruas do Rio só a elite sobrevive”.

Dica do amigo Tiago Teixera.

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75 comentários para ““Tropa” para americano ver”

  1. Renato disse:

    não sei pq deram esse enfoque, poderiam muito bem mostrar o filme mais parecido com o que é e criar semelhanças com The Shield, com o Capitão Nascimento sendo um Vic Mackey brasileiro – as pessoas iriam entender a linha que o filme segue, que lembra bastante o seriado

    do jeito que ficou parece gato por lebre

  2. Renato disse:

    e o BOPE seria o STRIKE TEAM do The Shield

  3. Sem medo de dizer a verdade disse:

    DIARRÉIA MENTAL!!!!!! Fora os comentários de J. Noga e Renata Zatok, a maioria dos comentários são toscos igual ao filme em questão!!! Concordo totalmente que ROUPA SUJA SE LAVA EM CASA!!!! Mas, infelizmente o brasileiro acha o máximo produzir e exportar o que eu chamo de CINEMA-MALOQUEIRO!!! Um bando de filmecos de quinta categoria que só mostra o que o Brasil tem de pior: O sexismo e a violência!!! Nos anos 70/80 o cinema nacional detonava uma avalanche de filmecos de sacanagem, que alguem colocou a alcunha de “pornochanchada”… nos anos 90 tivemos fugazes momentos brilhantes e memoráveis como o “QUATRILHO” e “CENTRAL DO BRASIL”…. Mas, então uma leva de playboyzinhos decidiu fazer fama nas costas das ONGs de direitos humanos, produzindo essas merdas, verdadeiras tosqueiras que glamourizam vida de bandido carioca, como “Cidade de Deus” e seus derivados… E o que seria “Tropa de Elite”, senão uma tentativa de vender uma imagem de SWAT tupiniquim lutando contra o narcotráfico… Com todo respeito aos policiais honestos e dignos desse país, mas esse filme só vai servir pras inevitáveis ridicularizações e piadinhas que os americanos adoram fazer sobre os latinos!!! E quem postou a ASNEIRA de que o cinema norte-americano maquia a sujeira doméstica, nunca viu um filme do SPIKE LEE!!! Brasileiro gosta de pagar mico pra todo mundo ver e ainda acha que tá fazendo bonito….

  4. cristiano Nilson disse:

    As críticas americanas são baseadas na realidade do cinema americano que é influenciada pelo modo de vida americano. Tropa de Elie é um filmasso, porém, feito dentro de nossa realidade particularizada no filme. Daí a incompreemsão dos críticos. Só para se ter uma idéia das diferenças entre nós e eles é o trailler do filme nos EUA, simplesmente rídiculo, mas para ter uma aceitação, foi modicicado do recado temático do filme

  5. Firmino disse:

    Aceitamos tudo que os americanos mandam para o Brasil, fizeram um filme falando do nosso povo “O turista”, por que não podem aceitar o nosso?

  6. Rafajimi disse:

    Obviamente o trailer busca atingir o público NORTE AMERICANO. O lado comercial da coisa é esse mesmo. O chamativo deles é dessa forma. The American Way Of Life!

  7. O FILME E O MAXIMO GOSTEI DEMAIS MUITO BOM MESMO QUERO BIZ

  8. Giseli Godoy disse:

    Quem critica os americanos por não mostrarem a face negra da realidade deles se esquecem de “Traffic”, que abordou o mesmo tema: o impacto social pelo tráfico de drogas.

  9. Giseli Godoy disse:

    E quem critica os cineastas brasileiros por só fazerem filmes sobre o pior do Brasil, lembrem que há muitos filmes nacionais que abordam outros temas. O que acontece é que esses filmes não fazem sucesso lá fora.

  10. Andre Araujo disse:

    No DVD de Cidade de Deus temos as versões internacionais do trailer do filme. É muito clara a diferença de como se vende o filme nos mercados europeus, orientais e, claro, no americano.
    Quem tiver o DVD duplo pode conferir. De filme de herói a épico dramático, passando pelo simbolismo oriental, o filme se adequa a cada região do planeta.

  11. felipe bella disse:

    Acredito que as estratégias de divulgação utilizadas nos Estados Unidos possam ter descaracterizado o filme. Mas precisamos perguntar: O que esse bando de gente “pseudo-politizado” está dizendo aí em cima é coerente?!?!

    Tem um imbecil, metendo a boca o LULA (citando o Plano de Aceleração do Crescimento – PAC), um presidente que tem 80% de aprovação do seu país – não é hora nem lugar. Outro reardado, fala que roupa suja se lava em casa… ACORDEM PARA A VIDA!!!

    Seja por onde for, é preciso que ecoe aos quatro cantos do mundo a situação real!!! Maconheiro não é bandido. Policial não é nenhum santo. E a vida, não é uma sala escura onde se come pipoca tomando guaraná, prá depois sair falando se gostou ou não. TROPA DE ELITE é isso aí: A NOSSA REALIDADE!!!

  12. julio disse:

    um bando de pseudo intelectuais falando um monte de merda achando q sabe tudo…
    gostei do filme, e daí!!!!!!!!
    qual o problema!!!!!!

  13. Osmanito Torres de Brito disse:

    Os filmes americanos em sua grande maioria não dão muita atenção a causas sociais. Geralmente no cinema nacional dá-se muita atenção a isso quando não ao sexo e folclore. Quando o Brasil resolveu produzir Filmes de ação com um toque de apelo social eles deram certo e começam a conquistar o mundo. A receita americana é a mais consumida e arrecada milhões a cada lançamento. Termos diretores Brasileiros fazendo filmes para estrangeiros. Acho que quando conseguirmos produzir bons filmes de ação bons filmes de ação e esquecer um pouco das comédias eróticas, folclore e problemas sociais vamos conquistar ainda mais o público de fora. Quem sabe um Oscar. Prcisamos de estúdios de efeitos especiais, estúdios de animação, sets profissionais e quem puder oferecer isso terá um futuro promissor! Valeu Brasil, Valeu Vagner Moura e dane-se os críticos além do mais ninguém assistiu Tropa de elite para se como ver com o apelo social mas pra ver o melhor filme de ação que nosso cinema em ascenção produziu!!!!!!!!!

  14. Elias dos Santos disse:

    Creio que tanto o trailler quanto as críticas negativas feitas ao filme Tropa de Elite são coerentes com a visão americana do Brasil e seus problemas. Ficar chateado porque, pra variar, os americanos distorcem uma porção de coisas, não só do filme mas da realidade nacional, equivale a nos nivelarmos aos súditos de Tio Sam, com sua lendária ignorância e descaso com tudo que não speak English. O filme de Padilha é um tapa na cara da sociedade e das instituições brasileiras, mas, sob outra perspectiva temporo-local, talvez não signifique muito mais do que uma sucessão de cenas bizarras que americanos e outros bichos insistem em não querer ver ou simplesmente não entendem, uma vez que ninguém diz uma daquelas frases lapidares, tipo “Aquele cara deu um tiro na cabeça do Joe”. Deixem criticar, deixem a ignorância ser o balizador das opiniões e, mais do que isso, deixem os americanos observarem o mundo, míopes e parvos, em seu poleito de ouro: ser brasileiro, com nossas desgraças diárias e nossa visão (quase) cosmopolita de mundo, ainda nos torna muito mais gente do que essas bestas que adoram peito de mulher (e não outras partes do corpo feminino) justamente porque são eternos idiotas infantilizados.

  15. Killarney disse:

    hahahahahhahahahaha
    Lendo o que é dito no trailler, achei que se tratava de um filme do Steven Seagal com o Jean Claude Van Damme!
    Tosco demais!
    Além disso, acho engraçado (e não menos tosco) utilizar jargões apelativos no aumentativo: “…na cidade mais perigosa do mundo…”
    Piada de mal gosto esse trailler!

Os comentários do texto estão encerrados.

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