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24/09/2008 - 00:24

“Era Uma Vez”, o come-quieto

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Nos Estados Unidos, eles chamam de “sleeper hit” – um sucesso adormecido, que demora a acordar. Os americanos têm nome mesmo para tudo. Mas o crítico Leonardo Mecchi, que chamou atenção para o fato na lista de discussão da revista Cinética, conseguiu uma boa versão brasileira para a expressão: um sucesso “mineirinho”, come-quieto.

Ele se referia a “Era Uma Vez”, de Breno Siveira, que acaba de atingir os 500 mil espectadores. Tudo bem, você talvez dirá que não é um número excepcional, que o próprio diretor já havia feito mais de 5 milhões de público com “2 Filhos de Francisco”, o maior sucesso da chamada “retomada”.

Mas o que impressiona em “Era Uma Vez” – e o que o credencia ao título de “sleeper hiet” – é sua perenidade. Como aponta Mecchi, o filme está em cartaz há nove semanas – mesmo período de “Batman”. E neste útimo fim de semana teve quase o dobro de público do blockbuster americano, com 30 cópias a mais.

Uma das teorias para esse sucesso é a campanha de divulgação maciça da Globo Filmes. Mas o fato é que marketing não resolve se o público não aprova. O mais provável é que seja um daqueles casos cada vez mais raros no cinema brasileiro de sucesso boca-a-boca. A imprensa foi na média desfavorável ao filme (incluindo este crítico aqui). Mas o espectador, em particular o carioca, comprou o filme.

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3 comentários para ““Era Uma Vez”, o come-quieto”

  1. M. Lucas disse:

    Tal fato demonstra que a crítica deve rever seus conceitos… “Era uma vez”, não é um cult, com inovações esteticas e de linguagem, porém, cumpre bem sua proposta e agrada, sobretudo, o público adolescente que tem pouas opções de filmes de qualidade. Alem disso, “Era uma vez” emociona e faz pensar, entretenimento levado à sério.

  2. spyns disse:

    Mto boa a materia. “era uma vez” emocionante e inteligente.
    Parabens.

  3. daniel disse:

    Filme ruinzaço. Daqui a pouco vai ter gente aqui dizendo que os gourmets vão ter que reavaliar seus critérios porque tem mais gente indo ao McDonalds do que a restaurantes bons de verdade. Se neguinho quer comer porcaria, que fique à vontade, mas cada um cuida da sua própria barriga e do que vem em seguida – o que nos faz voltar a Era uma vez…

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