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Arquivo de outubro, 2008

30/10/2008 - 22:01

Os vencedores da Mostra

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A 32ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo acaba de anunciar seus vencedores. O alemão “Um Estranho em Mim” (foto acima), de Emily Atef, ganhou o prêmio de melhor filme e melhor atriz (Susanne Wolff) do Júri Internacional. Confirmando as reações positivas na imprensa, o português “Aquele Querido Mês de Agosto”, do português Miguel Gomes, levou o Prêmio da Crítica. Já o público escolheu a superprodução indiana “Jodhaa Akbar” (melhor longa estrangeiro de ficção), a biografia musical “Youssou NDour: I Bring What I Love” (melhor documentário estrangeiro), a crônica carioca “Apenas o fim” (melhor filme brasileiro de ficção) e outra biografia musical “Lóki – Arnaldo Batista” (melhor documentário brasileiro). Este último confirma sua trajetória premiada em festivais, já que venceu o do Rio há menos de um mês.

Abaixo, todos os premiados:

Prêmio da Crítica

– “Aquele querido mês de agosto”, de Miguel Gomes

Prêmio da Juventude (apontado pelos estudantes secundaristas):

– “Verônica”, de Mauro Farias

Prêmios do Público:

– Melhor longa estrangeiro de ficção: “Jodhaa Akbar”, de Ashutosh Gowariker

– Melhor documentário estrangeiro: “Youssou Ndour: I Bring What I Love”, de Elizabeth Chai Vasarhelyi

– Melhor documentário de longa-metragem brasileiro: “Lóki – Arnaldo Batista”, de Paulo Henrique Fontenelle

– Melhor longa brasileiro de ficção: “Apenas o Fim”, de Matheus de Souza

Prêmio Teleimage de Finalização:

– Longa-metragem: “Apenas o Fim”, de Matheus de Souza

– Curta-metragem: “Monkey Joy”, de Amir Admoni

– Média-metragem brasileiro: “Bode Rei, Cabra Rainha”, de Helena Tassara

Prêmios do Júri Oficial de Médias e Curtas Metragens:

– Menção honrosa: “Vidas no Lixo”, de Alexandre Stockler

– Melhor curta-metragem internacional: “Death Valley Superstar”, de Michael Yaroshevsky

– Melhor curta-metragem brasileiro: “Monkey Joy”, de Amir Admoni

– Melhor média-metragem brasileiro: “Bode Rei, Cabra Rainha”, de Helena Tassara

Prêmios do Júri Oficial de Documentários:

– Menção especial: “Conhecendo Andrei Tarkovsky”, de Dimitry Tarkovsky

– Prêmio Especial do Júri: “KFZ-1348”, de Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso

– Melhor documentário: “Crianças da Pira”, de Rajesh S. Jala

Prêmios do Júri Internacional:

– Melhor atriz: Susanne Wolff (“O Estranho em Mim”)

– Melhor filme: “O Estranho em Mim”, de EMILY ATEF

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29/10/2008 - 14:11

Dormindo com Che

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Dentro da grande maratona da Mostra de São Paulo, “Che” é quase uma corrida à parte, uma São Silvestre cinematográfica. O filme de Steven Soderbergh sobre o revolucionário argentino, que será exibido apenas nesta quinta-feira, às 19h, no Unibanco Arteplex 1 e 2, tem quatro horas e 18 minutos, divididas em duas partes. É um trabalho que exige um certo preparo físico e mental, como comprovou a sessão para a imprensa desta semana, com índices inéditos de críticos cochilando – o que pode ser explicado pelo soma do cansaço de 10 dias de Mostra com o problema da duração do filme.

Isto posto, vamos às questões essenciais. Além de ser um filme grande, “Che” é um grande filme? Não, acho difícil responder que sim. Então vale a pena sentar-se por mais de quatro horas, com um intervalo de 20 minutos, para assisti-lo? Para mim, vale.

“Che” é um filme estranho e, até certo ponto, corajoso. Mais do que na questão da duração e no fato de ser falado em espanhol, a ousadia está no tratamento dado pelo camaleônico Soderbergh (que vai de “sexo, mentiras e videotape” a “Onze Homens e um Segredo” sem perder o rebolado) à história de Guevara. Seu filme é um épico frio e desdramatizado, que tenta trabalhar seu material da maneira mais realista e com abordagem mais documental possíveis.

Talvez não seja um exagero afirmar que “Che” é o telefilme didático mais bem dirigido e produzido da história. Não há nele nenhum vestígio do desejo de catarse encontrado, por exemplo, em “Diários de Motocicleta”. Ao contrário, Soderbergh parece evitar a qualquer custo qualquer tentativa de sentimentalizar ou engrandecer a figura de Che. O mesmo pode ser dito sobre a interpretação contida e precisa de Benicio del Toro como o protagonista.

Na primeira parte do filme, chamada “O Argentino”, mostra-se a vitoriosa trajetória de Che – de médico a guerrilheiro a líder revolucionário – durante a Revolução Cubana. Quem vê apenas essa metade do filme pode imaginar que o cineasta aderiu incondicionalmente a Che, mostrado como figura heróica, irrepreensível. Mas a impressão se desfaz na segunda parte, “Guerrilha”, dedicada à fracassada jornada de Che na Bolívia que culmina com sua morte. Ali também Guevara aparece ainda como um guerrilheiro corajoso e honesto, mas equivocado em sua pretensão de estender a revolução à América do Sul.

Ou seja, para ter um retrato equilibrado e completo de Che, o melhor é assistir às duas partes e dedicar quatro horas de seu tempo ao filme. Portanto, durma bem esta noite para estar descansado amanhã.

 

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27/10/2008 - 16:42

É fácil odiar os cretinos

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Atração da Mostra de São Paulo nesta terça-feira, às 16h20, na Sala Cinemateca, “É Duro Ser Amado por Cretinos”, do francês Daniel Leconte, pode parecer, à primeira vista, um filme sobre um assunto menor. O documentário se concentra em um evento bem específico: a ação movida por uma série de associações islâmicas contra Philippe Val, editor do pasquim satírico “Charlie Hebdo”, pela publicação de 12 cartuns dinamarqueses sobre Maomé, além de um trabalho original de um cartunista da casa.

Mas Leconte consegue demonstrar, e esse é o principal mérito de seu filme, que o caso “Charlie Abdo” aborda algumas das questões centrais do nosso tempo: a relação conflituosa entre Ocidente e Oriente, a liberdade de expressão, o fundamentalismo religioso, entre outras. Já a principal limitação do documentário, que se mostra sempre favorável a Val, é resgatar um caso em que se sabe quem está com a razão. Só fundamentalistas podem acreditar que um jornal deva ser punido pela publicação de cartuns. Defender uma causa justa, mas ganha de antemão, esvazia boa parte do interesse do filme. É fácil odiar os cretinos.

O filme de Leconte será exibido também na quarta-feira, às 19h30, no Cinemark – Shopping Eldorado, e quinta-feira, às 15h, no Cine Olido.

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26/10/2008 - 23:20

12 influências de Clint Eastwood

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O incansável Clint Eastwood, que está lançando dois filmes nos EUA, “Changeling” e “Gran Torino”, deu à revista “Entertainment Weekly” uma lista de 12 influências fundamentais em sua vida e obra:

1. James Cagney – “eu roubei uma cena dele em ‘Fúria Sanguinária’ para fazer ‘Dirty Harry’ ”
2. Televisão – “a melhor escola para um jovem ator”
3. “Yojimbo”, de Akira Kurosawa – “quando vi, disse que daria um grande western” (e deu, “Por um Punhado de Dólares”, estrelado por Eastwood)
4. Alfred Hitchcock – “a pessoa mais estranha que conheci em Hollywood”
5. Paul Newman – “era um daqueles caras fáceis de gostar”
6. Golfe – uma das grandes paixões de Eastwood, que tem um campo particular
7. Charlier Parker – o saxofonista homenageado em “Bird”, de Eastwood
8. Ennio Morricone – que ele considera o melhor compositor de trilhas para o cinema
9. “O Livro de Cabeceira dos Médicos” – Eastwood tem uma queda por livros de medicina
10. Helicópteros – “você pode ver uma garota bonita e pousar do lado dela”
11. John McCain – Eastwood vai votar nele: “Eu o conheci quando ele voltou do Vietnã. Ele tinha um olhar assombrado”
12. “Trovão Tropical” – “quando eles explodem a cabeça de um cara, você não consegue evitar de rir”

O voto em McCain era de se esperar, porque Eastwood sempre foi republicano. Mas “Trovão Tropical” foi realmente uma surpresa.

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25/10/2008 - 01:28

Hitler vira hit do YouTube

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Mais uma mania do YouTube: primeiro, você pega a mais famosa cena do filme alemão “A Queda – Os Últimos Dias de Hitler”, em que o ditador nazista dá um mega-esporro em seus subordinados ao descobrir que irá perder a Segunda Guerra Mundial; depois, escolhe um assunto qualquer que o irrita; por fim, substitiu as legendas originais por outras falsas para colocar seu protesto na boca de ninguém menos que Adolf Hitler.

Já há mais de 100 versões no site. Uma em que Hitler é banido do jogo World of Warcraft, outro em que pira porque só consegue ingressos para ver a nova comédia Adam Sandler e, claro, um terceiro em que se desespera por causa da escolha de Sarah Palin como candidata republicana a vice-presidente. Mas meu preferido é esse aí embaixo, em que ele surta com a notícia de que Cristiano Ronaldo vai trocar o Manchester United pelo Real Madrid.

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24/10/2008 - 00:03

O roteirista como deus ex machina

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Braulio Mantovani é o melhor roteirista em atividade no Brasil. Seu trabalho em “Cidade de Deus” virou referência para qualquer pessoa que queira escrever para cinema no país. Grande dialoguista, ele criou diversas frases que caíram na boca do público (“pede pra sair”, “o senhor é um fanfarrão”, “Dadinho é o caralho, meu nome é Zé Pequeno”, entre outras), um mérito que poucos colegas podem reivindicar.

Mas Mantovani parece acometido por um mal comum entre pessoas que se destacam muito no cinema: o desejo de impor uma marca pessoal a cada um de seus trabalhos, de criar uma assinatura imediatamente reconhecível, independentemente do filme ou do diretor. Entre os diretores de fotografia, aconteceu com Walter Carvalho. Entre atores, com Selton Mello.

No caso de Mantovani, o problema dessa mão um tanto pesada fica claro em “Última Parada 174”, de Bruno Barreto, que estréia nesta sexta-feira no Brasil. Ao ficcionalizar a trajetória de Sandro Nascimento, que seqüestrou um ônibus no Rio, matou uma de suas vítimas e foi morto pela polícia, o roteirista tomou uma série de liberdades com a história real – o que é quase sempre bem-vindo. O problema é que ele inventou um paralelo forçado entre Sandro e uma espécie de meio-irmão de mesmo nome, como um exercício didático para contrapor um criminoso “do bem” e outro “do mal”, um assassino circunstancial e outro inato – um contraponto que banaliza a história de Sandro, em vez de torná-la mais complexa.

Uma certa simetria artificial também prejudica “Linha de Passe”, filme bastante superior a “Última Parada 174”, mas afetado pela necessidade de distribuir entre os membros de uma única família paulistana atividades ou crenças emblemáticas da nossa classe média-baixa: faxineira, motoboy, aspirante a jogador de futebol, evangélico.

Há também o problema da repetição de fórmulas consagradas. “Cidade de Deus” abre com uma cena com narração em off, congela o quadro, entra um longo flashback. “Tropa de Elite” abre com uma cena com narração em off, congela o quadro, entra um longo flashback. Nem sempre é fácil saber o que está no roteiro e o que é escolha do diretor. Mas é possível notar que certos padrões se repetem, mesmo quando mudam os cineastas.

Todo roteirista é um pouco de deus ex machina, a distribuir soluções arbitrárias para os impasses dos personagens. Mas alguns assumem essa função divina de maneira menos discreta, mais ostentatória. Para recorrer a uma metáfora futebolística, é como se juiz de futebol não quisesse apenas deixar o jogo correr, mas aparecer tanto quanto os jogadores. Talento e competência Mantovani tem de sobra. Talvez o problema seja apenas de dosagem.

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22/10/2008 - 09:59

Eloá num céu de estrelas

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Aqui e acolá surgem comparações entre o caso Eloá e o filme “Última Parada 174”, que estréia nesta sexta-feira. Claro, existem algumas semelhanças. Assim como Sandro do Nascimento, o seqüestrador do ônibus 174 no Rio, Lindemberg Alves cometeu um ato de desespero que recebeu enorme atenção midiática e que resultou na morte de sua vítima.

Mas a verdade é que o caso Eloá se parece muito mais com outro filme brasileiro: “Um Céu de Estrelas” (1996), de Tata Amaral. Nele, a cabeleireira Dalva (Leona Cavalli, em seu primeiro e até hoje melhor papel no cinema) ganha num concurso uma passagem para Miami e decide tentar a vida no exterior. Mas seu ex-noivo Vitor (Paulo Vespúcio) descobre o plano e a obriga a ficar em casa sob a mira de uma arma. A polícia interpreta a história como um seqüestro e, após ouvir um tiro, invade o local.

O desfecho é trágico, mas diferente do do caso Eloá. De resto, “Um Céu de Estrelas” está bem mais próximo à história de Santo André do que “Última Parada 174”, porque o seqüestro é um caso passional, não policial, motivado por uma separação entre seqüestrador e vítima. O filme de Tata Amaral é uma tragédia pessoal com um pano de fundo social, o de Bruno Barreto é uma tragédia social que o cineasta abordou como drama pessoal.

Vale dizer também que “Um Céu de Estrelas” é uma obra bastante superior a “Último Parada 174”. Vá ao cinema para ver o filme de Barreto e tirar suas conclusões, mas não deixe de alugar o DVD de Tata.

 

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21/10/2008 - 11:01

Índios demasiadamente humanos

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Se você perdeu a primeira exibição de “Terra Vermelha” na Mostra de São Paulo, não perca a oportunidade da ver a segunda hoje (no Reserva Cultural, às 18h10). Co-produção entre Brasil e Itália, dirigida pelo chileno Marco Bechis, “Terra Vermelha” concentra sua força em um aparente paradoxo: o filme é uma eficiente denúncia sobre os índios guarani-kaiowá justamente por não ser um filme-denúncia.

“Terra Vemelha” começa com o suicídio de duas meninas guarani-kaiowá em uma reserva do Mato Grosso do Sul. Por conta desse episódio, um grupo deles decide sair da reserva e montar acampamento junto à terra onde estão sepultados seus antepassados – acreditando que foi a separação desse espaço sagrado que causou seus males. O problema é que a antiga floresta hoje é uma fazenda de agropecuária, cujo proprietário não quer os índios por perto.

Estabelecido o conflito, “Terra Vermelha” torna-se interessante por não se basear em uma simplista oposição entre bons selvagens e maus dominadores, por afirmar que o índio é uma vitima, mas não uma vítima indefesa. Talvez o grande mérito do filme seja oferecer a possibilidade do humor ao índio, figura sempre representada com traços tristes. Os guarani-kaiowá fazem piada sobre masturbação e medidas genitais; odeiam, mas também desejam os brancos; sofrem com paixões e ciúmes juvenis.

Como em “Serras da Desordem”, o brilhante filme de Andrea Tonacci, os índios de “Terra Vermelha” são demasiadamente humanos, não objetos de estudos. São, ao mesmo tempo, o Outro e Eu. Só com a identificação, sem o distanciamento, podemos entender a dimensão de sua tragédia. 

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19/10/2008 - 23:20

Você daria carta branca a Wim Wenders?

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Mais de um amigo me perguntou: por que a Mostra de São Paulo deu carta branca a Wim Wenders para fazer uma seleção de filmes dentro do evento? Ou melhor: por que escolheram logo o cineasta alemão, que não faz um bom filme de ficção há mais de 20 anos, com tantos diretores mais relevantes no cinema atual?

Talvez a única resposta seja: ele pode ter deixado de ser um grande cineasta, mas ainda é um cinéfilo de primeira – como comprova a Carta Branca a Wim Wenders, pequena mostra dentro da Mostra, com 17 filmes escolhidos pelo alemão, além do último trabalho que dirigiu (“Palermo Shooting”, na foto acima).

É possível dividir a Carta Branca em três partes. Em primeiro lugar, há os filmes ligados diretamente ao universo do seu curador. Como o documentário “Os Primeiros Anos de Wim Wenders”, de Marcel Wehn, que analisa vida e obra do cineasta antes de sua ida para os Estados Unidos. Ou “Tiro Contra – Rebelião de Cineastas”, que enfoca a excepcional geração de diretores alemães que surgiu nos anos 70, como Wenders, Rainer Werner Fassbinder e Werner Herzog. Ou ainda “Invisíveis”, filme em cinco episódios, um deles dirigido por Wenders.

Na segunda parte, estão algumas das principais referências cinematográficas de Wenders, como o japonês Yasujiro Ozu, como “Fim de Verão” e “A Rotina Tem Seu Encanto”, e a nouvelle vague francesa, representada por “O Garoto Selvagem” e “A Sereia do Mississippi”, de François Truffaut, e “O Pequeno Soldado”, de Jean-Luc Godard. Esse é o segmento mais previsível da Carta Branca, mas não é todo diz que se tem a chance de ver esses Ozus, Truffaust e Godard na tela grande.

A terceira parte é a mais interessante, pois concentra filmes recentes escolhidos por Wenders, com ligações menos óbvias com sua obra.  O jogo da Carta Branca é justamente tentar descobrir as afinidades eletivas entre esses trabalhos e os de Wenders. De cara, é  possível dizer que alguns dos filmes trabalham com temas fundamentais para o cineasta alemão, como o sentimento de alienação (“Valerie”, da alemã Birgit Möller), o romantismo extemporâneo (“Bye Bye Blackbird”, do francês Robinson Savary) e a busca de uma nova identidade (“O Homem de Lugar Nenhum”, da belga Patrice Toye).

O melhor de Wenders (“Alice nas Cidades”, “Paris, Texas”, “Asas do Desejo”) pode ter ficado no passado. Mas sua obra ganha sobrevida nos muitos filmes que ele influenciou, como se fosse o Ozu ou o Godard para uma nova geração de cineastas. A oportunidade de ver brotar as sementes germinadas por Wenders é motivo suficiente para acompanhar sua Carta Branca.
 

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18/10/2008 - 21:37

Novo filme de José Padilha fica fora da Mostra

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Um dos filmes mais aguardados da Mostra de São Paulo, o documentário “Garapa”, de José Padilha (“Tropa de Elite”), ficou de fora do evento. O cineasta enviou um email, via assessoria de imprensa, explicando a razão técnica do cancelamento:

“Infelizmente, devido a um problema técnico na LABO CINE, o Garapa não ficará pronto para a exibição no dia 28 do corrente, na 32ª Mostra Internacional de Cinema. A LABO tem uma janela molhada capaz de ampliar de super 16 para 35mm, e a janela quebrou na sexta-feira passada. Os técnicos do laboratório tentaram consertá-la, mas não conseguiram até o presente momento. Talvez tenham que enviar o equipamento para o Japão. Neste caso, o equipamento ficaria pronto apenas no final do ano!

Algumas alternativas me foram oferecidas, como reenquadrar todo o filme para a janela 16 ou ampliá-lo em uma janela seca. Nehuma das duas alternativas é aceitável, evidentemente. No primeiro caso, porque não faz sentido mesmo. No segundo, porque a qualidade da ampliação seria muito pior. De minha parte, e da parte do filme, lamento muito não poder participar da Mostra.”

 

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