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Arquivo de janeiro, 2009

30/01/2009 - 17:21

David Lynch no Twitter

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Depois de Rubens Ewald Filho, agora é a vez de David Lynch entrar para o Twitter. Só que, ao contrário da página de Rubinho, a do cineasta americano é pra valer. Os tweeties são “puro” Lynch. Um pouco homem do tempo: “Bom dia. Aqui em LA: belo céu azul, sol dourado, tempo firme.” Um pouco porta-voz da meditação transcendental: “Pensamento do dia: Não me diga que você nunca pensou no Campo Unificado.” Um pouco garoto-propaganda de sua marca de café: “Eu bebo isso.” E, o melhor de todos, fazendo música para divulgar sua caixa de DVDs. Mas, apesar dos parabéns a sua musa Laura Dern pelo Globo de Ouro, faltou um pouco o cinema.

Dica do Tiago Teixeira, grande promessa do cinema nacional.

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29/01/2009 - 21:23

Obama é uma ameaça para os comediantes

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Quando Obama foi eleito, alguns colunistas americanos cogitaram a hipótese de que este seria o fim do humor político nos EUA. Depois de anos de Clintons e Bushes, facilmente caricaturáveis, os comediantes teriam dificuldades para parodiar um sujeito com uma imagem tão “cool” e com opiniões tão sensatas.

Mas os humoristas políticos não pretendem perder seu emprego facilmente. No YouTube e outros sites, há dezenas de imitações de Obama. A melhor até aqui, a meu ver, é a de Jordan Peele no Funny or Die, lendo a carta deixada por W. Bush para o novo presidente:

Peele pegou bem o estilão blasé de Obama. Mas o alvo de sua piada é Bush – o que é o mesmo que chutar cachorro morto. Obama ainda não foi devidamente sacaneado pelos comediantes americanos. Mas ainda é cedo para decretar a morte da comédia política. Quando o Muro de Berlim caiu, Francis Fukuyama previu que era o fim da História. E ela continua dando as caras por aí.

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28/01/2009 - 18:12

Hong Kong vai produzir pornô 3-D

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Ontem, na “Variety”, um produtor de Hong Kong anunciava que irá realizar o primeiro pornô em três dimensões da história. Stephen Shiu Jr. vai produzir “3D Sex and Zen”, sequência de “Sex and Zen” (1991), produzido por seu pai, Stephen Siu Yeuk-yen. Segundo Shiu Jr., o novo filme terá orçamento de US$ 3,9 milhões e será um conto sexual sobre como “o excesso leva o tragédia”, e os efeitos em 3-D visam combater a pirataria que ameaça o cinema de Hong Kong.

Eu, que não entendo nada de pornô (e não estou dizendo isso para despistar minha mulher), acreditei em Shiu Jr. Mas hoje Daniel Symmes, autor do livro “Amazing 3-D”, mandou um e-mail para a “Variety” e informou que a iniciativa está longe de ser inédita. Ele lista vários filmes eróticos em 3-D, desde alguns curtas de strip-tease feitos em 1953 até “Emanuelle IV” (1984). Symmes aproveitou para dar bronca: “As pessoas que escreveram isso deveriam pesquisar antes de espalhar o hype do marketing e da ignorância. O jornalismo já está sofrendo o bastante.”

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26/01/2009 - 22:29

Só o tempo fará justiça a Glória Perez

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Depois de assistir, atônito, a alguns capítulos de “Caminho das Índias”, chego enfim a um veredicto: a obra de Glória Perez ainda será descoberta no futuro, possivelmente por um crítico francês. As novelas da autora – em especial as suburbano-intercontinentais (“O Clone”, “América” e agora “Caminho das Índias”) – são tão radicalmente idiossincráticas, tão espetacularmente ilógicas… que elas simplesmente não permitem a apreciação devida no presente.

Glória Perez é como um Russ Meyer (“De Volta ao Vale das Bonecas”) ou um Ed Wood (“Plano 9 do Espaço Sideral”) da teledramaturgia nacional, um objeto não-identificado e não-classificável, dona de uma imaginação (fértil) e de um estilo (cafona) não exatamente à frente de seu tempo, mas certamente fora dele. Quem mais poderia escrever uma cena de Betty Goffman se passando por indiana ao som de Zé Ramalho cantando Bob Dylan em português? E quem seria capaz de cortar para André Gonçalves trabalhando como motorista em Dubai, e daí para Mara Manzan em uma pastelaria da Lapa? Glória Perez faz o mexicano Guillermo Arriaga (“Babel”) parecer meio lesado.

Que Nelson Pereira dos Santos, que Julio Bressane, que Eduardo Coutinho, que nada. Autor, no Brasil, é Gloria Perez. E tenho dito.

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25/01/2009 - 21:25

Rubinho no Twitter

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Rubens Ewald Filho, nosso mais célebre crítico de cinema, entrou para o Twitter.

A página, claro, é fake. Mas um fake caprichado, uma boa imitação do inimitável estilo de Rubinho.

Gostei particularmente da tweet sobre o cavanhaque:

“O mito do meu cavanhaque desalinhado é só isso: Mito. Lenda urbana e não falo mais a respeito”.

Tá com pinta de virar clássico do Twitter, a exemplo do de Vitor Fasano.

Porque uma boa falsificação também é uma forma de arte.

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23/01/2009 - 20:55

“Austrália” é um ilha kitsch

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A expectativa em relação a “Austrália” só não foi maior do que a frustração que o filme causou. Dirigida por Baz Luhrmann (“Moulin Rouge”), a produção foi apresentada antecipadamente como uma espécie de “E o Vento Levou” australiano, um épico romântico protagonizado por dois dos maiores astros do país, Nicole Kidman e Hugh Jackman.

Nos Estados Unidos, os críticos malharam, o público fugiu, o Oscar ignorou. Mas, embora seja antes um filme grande do que um grande filme, “Austrália” não chega a ser um desastre completo. Como toda a obra de Luhrmann, seu novo trabalho tem a marca do excesso. De cores, de sentimentos, de movimentos de câmera, de duração (quase três horas) e de gêneros.

O filme começa como um romance ao estilo da literatura cor-de-rosa (de “Sabrina”, “Bianca” e outros livros vendidos em bancas de jornal). A inglesa Lady Sarah Ashley (Nicole Kidman) viaja até a Austrália para convencer seu marido fazendeiro a desistir de morar no inóspito país. Mas ela logo se torna viúva e apaixona-se por um viril capataz (Hugh Jackman), que a ajuda a combater os inimigos locais. Em seguida, “Austrália” torna-se um melodrama sobre a adoção de um menino mestiço pelo casal. E, por fim, um filme de guerra, quando o destino dos personagens é alterado pela explosão da Segunda Guerra Mundial.

A ambição de Luhrmann é prejudicada não apenas pelo excesso, como também pela ironia com que aborda seu material. Ele é um cineasta de sentimentos exacerbados que não acredita neles. Mas, em algumas cenas, alguma emoção e alguma beleza verdadeiras conseguem emergir em meio ao kitsch de Luhrmann. Nesses momentos, “Austrália” deixa de ser tragédia anunciada pelos críticos americanos.

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22/01/2009 - 11:50

Academia ignora blockbuster e insiste no “filme de Oscar”

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Todos esperavam que “O Curioso Caso de Benjamin Button” e “Quem Quer Ser um Milionário?” liderassem a corrida ao Oscar, como se confirmou hoje com o anúncio dos indicados ao prêmio. A grande dúvida sobre a lista, na verdade, era outra: a Academia de Hollywood iria ignorar mais uma vez os blockbusters e privilegiar apenas os chamados “filmes de Oscar”? Para ser mais específico, haveria indicações para “Batman – O Cavaleiro das Trevas” como melhor filme e para Christopher Nolan para melhor diretor? E ainda: “Wall-E” conseguiria extrapolar a categoria de animação para conseguir uma indicação como melhor filme?

Como se viu pela lista, a Academia disse “não” mais uma vez aos blockbusters e preferiu ser conservadora nas indicações. Entre os melhores filmes, há um clássico filme de Oscar, com belas lições de moral e valores de produção (“O Curioso Caso de Benjamin Button”, que é o “Forrest Gump” deste ano, como você na nota abaixo); um mezzo-independente que corre por fora (“Quem Quer Ser um Milionário”; um filme político com lições para o presente (“Frost/Nixon”), um filme de “minoria” (“Milk – A Voz da Igualdade”); e um filme sensível para fazer figuração (“O Leitor”), na vaga que poderia ter sido de “Batman” ou “Wall-E”.

Neste ano, muitos torciam pela indicação a melhor filme de “Batman” porque se tratava de um raro filme que conjugava um enorme sucesso de público com uma massiva aprovação dos críticos. Ou seja, era um raro “blockbuster” de respeito. Algo parecido poderia ser dito sobre “Wall-E”, um desenho de respeito. Mas a Academia preferiu deixar “Batman” com a justa e previsível indicação de Heath Ledger como ator coadjuvante (além das categorias técnicas) e manter “Wall-E” relegado à categoria de animação. Peter Jackson precisou fazer três filmes até que o “Senhor dos Anéis” levasse o Oscar de melhor filme.

Pessoalmente, eu torcia pela indicação de “Wall-E”, o melhor filme hollywoodiano de 2008, mas não fazia questão no caso de “Batman”, que não despertou em mim o entusiasmo da maioria do público. Mas o real incômodo pela não-indicação desses dois filmes não é pessoal. O problema é a eterna hipocrisia da Academia em ignorar a indústria cinematográfica que justifica sua existência, como se o dinheiro arrecadado por seus filmes fosse uma coisa suja, e insistir em produções que ficam em um estranho meio-termo entre o filme “da indústria” e o “de arte” – e acabam não sendo nem uma coisa nem outra.

O Oscar é um prêmio sobre dinheiro, fama e roupas. Até quando a Academia vai continuar fingindo que é uma celebração da “sétima arte”?

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21/01/2009 - 18:01

O Curioso Caso de Forrest Gump

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Muita gente havia detectado semelhanças entre “Forrest Gump – O Contador de Histórias” e “O Curioso Caso de Benjamin Button” (escritos pelo mesmo roteirista, Eric Roth). Agora vem o site Funny or Die e acaba com as dúvidas: eles não são parecidos, eles são o mesmo filme. É ver para crer.

Dica do crítico Rodrigo de Oliveira.

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20/01/2009 - 23:19

“BBB 9” adere à estética da mulher-fruta

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Não faz muito sentido analisar a primeira semana do “Big Brother”. Por mais que a produção se esforce, as novidades introduzidas a cada edição são meramente cosméticas. O essencial – a personalidade de cada participante e o tipo de relação que se estabelece entre eles – sempre demora algum tempo a aparecer. Não é como uma novela, em que no primeiro capítulo fica relativamente claro qual é a trama principal, quem são os mocinhos e vilões (“A Favorita” foi a exceção que virou regra na metade do caminho).

Quer um bom exemplo para comprovar essa tese sobre o “Big Brother”? Na primeira semana da quinta edição, Jean foi ao paredão e quase foi eliminado, com pouco menos de 50% dos votos. Por aí, poderia-se imaginar que ele seria um coadjuvante do programa; acabou tornando-se não só o protagonista, como o vencedor.

Tudo isto posto, existe uma novidade evidente que já pode ser notada nesta primeira semana de “BBB 9”. Sintonizado com uma mudança (ou ampliação) de gosto que ocorreu de um ano para cá no país, o programa aderiu à estética da mulher-fruta. Grosso modo (sem trocadilho), as sílfides de edições anteriores – das quais Grazi talvez seja a principal representante até aqui – foram substituídas pelas botticcelianas – para usar um eufemismo poético.

Claro, houve exceções no passado, como há no presente. Mas em geral há uma clara tendência de privilegiar agora as mulheres encorpadas. Francine, Ana Carolina, Milena, Mirla e, sobretudo, Priscila estão aí para não me deixar mentir. No grupo minoritário das esbeltas, duas foram mandadas para uma provável execução sumária no aquário do shopping e terceira, a miss Michelle, foi eliminada nesta terça – em uma disputa com Priscila, a mais… frutífera sister desta edição. O que mostra que a Globo mais uma vez entendeu o que está se passando na cabeça do brasileiro.

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20/01/2009 - 00:06

Como o cinema elegeu um presidente

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Quando Barack Obama tomar posse hoje, a “culpa” não será de seus milhões de eleitores, mas de um velho conhecido: o cinema. Pelo menos essa é a tese do “New York Times”:

“A vitória de Barack Obama em novembro demonstrou, para a surpresa de muitos americanos e boa parte do mundo, que nós estávamos prontos para ver um negro como presidente. Claro, nós já havíamos visto vários presidentes negros, não na verdadeira Casa Branca, mas na América virtual dos filmes e da televisão. As presidências de James Earl Jones em “The Man”, Morgan Freeman em “Impacto Profundo”, Chris Rock em “Um Pobretão na Casa Branca” e Dennis Haysbert em “24 Horas” nos ajudaram a imaginar a transformadora inovação antes que ele ocorresse. De uma forma modesta, eles também apressaram sua chegada.

(…)

Os filmes da última metade de século dificilmente profetizaram o momento presente, mas eles oferecem intrigantes premonições, imagens esboçadas e às vezes retratos detalhados de homens negros lidando com questões de identidade e as possibilidades do poder. Eles ajudaram a escrever a pré-história da presidência de Obama.”

Descontado algum exagero, a tese do “NY Times” faz algum sentido.

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