Publicidade

Publicidade
23/01/2009 - 20:55

“Austrália” é um ilha kitsch

Compartilhe: Twitter

A expectativa em relação a “Austrália” só não foi maior do que a frustração que o filme causou. Dirigida por Baz Luhrmann (“Moulin Rouge”), a produção foi apresentada antecipadamente como uma espécie de “E o Vento Levou” australiano, um épico romântico protagonizado por dois dos maiores astros do país, Nicole Kidman e Hugh Jackman.

Nos Estados Unidos, os críticos malharam, o público fugiu, o Oscar ignorou. Mas, embora seja antes um filme grande do que um grande filme, “Austrália” não chega a ser um desastre completo. Como toda a obra de Luhrmann, seu novo trabalho tem a marca do excesso. De cores, de sentimentos, de movimentos de câmera, de duração (quase três horas) e de gêneros.

O filme começa como um romance ao estilo da literatura cor-de-rosa (de “Sabrina”, “Bianca” e outros livros vendidos em bancas de jornal). A inglesa Lady Sarah Ashley (Nicole Kidman) viaja até a Austrália para convencer seu marido fazendeiro a desistir de morar no inóspito país. Mas ela logo se torna viúva e apaixona-se por um viril capataz (Hugh Jackman), que a ajuda a combater os inimigos locais. Em seguida, “Austrália” torna-se um melodrama sobre a adoção de um menino mestiço pelo casal. E, por fim, um filme de guerra, quando o destino dos personagens é alterado pela explosão da Segunda Guerra Mundial.

A ambição de Luhrmann é prejudicada não apenas pelo excesso, como também pela ironia com que aborda seu material. Ele é um cineasta de sentimentos exacerbados que não acredita neles. Mas, em algumas cenas, alguma emoção e alguma beleza verdadeiras conseguem emergir em meio ao kitsch de Luhrmann. Nesses momentos, “Austrália” deixa de ser tragédia anunciada pelos críticos americanos.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:

Ver todas as notas

4 comentários para ““Austrália” é um ilha kitsch”

  1. Guilherme Paiva disse:

    esse eu só assisto se a Kidman me chamar pra ir ver junto com ela.

  2. Te disse:

    Lady Sarah Ashley, até no nome da protagonista tem a marca da história mulherzinha.
    Sua análise foi das mais leves sobre o filme. Teve gente que malhou sem dó nem piedade, questionando maliciosamente se nos anos 1930 já existia botox por causa da pele impecável da Kidman.

  3. Gabriel Heller disse:

    O filme é muito ruim. Na verdade parece que tem vários longas dentro dele. A história as vezes se perde… Definitivamente, eu não recomendo!

  4. Paulo disse:

    Pode ser que o filme não tenha atingido o público ideal.

    mas não vejo como ruim…

    depende do ponto de vista que cada pessoa vai assistir…

    Tem pessoas que gastam tempo assistindo os besteirol como “Rambo, Exterminador…, e dai por diante”

    Eu gostei do filme… pouco importa se os criticos não gostaram,,, eles tem a opinião deles e eu tenho a minha

Os comentários do texto estão encerrados.

Voltar ao topo