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Arquivo de janeiro, 2009

15/01/2009 - 21:12

Documentário dos Titãs é um vídeo-romance geracional

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Mais do que um documentário sobre uma das mais importantes bandas do rock nacional, “Titãs – A Vida Até Parece uma Festa”, que estréia nesta sexta-feira, é um romance escrito com câmeras de vídeo sobre o rito de passagem da juventude para a maturidade.

Dirigido por Oscar Rodrigues Alves e por Branco Mello, um dos integrantes da banda, o filme faz uma colagem de cenas musicais, depoimentos e bastidores, muitas delas raras ou inéditas, sobre os mais de 25 anos dos Titãs. Há desde performáticas apresentações no teatro Lira Paulistana no início dos anos 80 até um videoclipe recente com os cinco remanescentes do grupo, passano por apresentações no Chacrinha e no Rock in Rio, entre várias imagens saborosas e nostálgicas.

Mas o que realmente interessa no documentário não é aquilo que pode ser localizado em tempos e espaços específicos. E sim as alegrias e os dramas de um grupo (de pessoas, não músicos) com os quais o público pode se identificar intimamente.

“Titãs” é um filme sobre uma banda lançada nos anos 80 em São Paulo. Mas é também um tanto mais: um vídeo-romance geracional, que cobre os eventos essenciais do tornar-se adulto: hedonismos e inadequações juvenis, excessos e punições (prisão de Arnaldo Antunes e Tony Belloto por porte de heroína), separações (saída de Antunes e Nando Reis da banda), morte (de Marcelo Fromer), casamentos, filhos, luta contra a acomodação. A vida de um rock star e a vida de qualquer um.

Esse apagamento de fronteiras entre o ídolo e o vizinho, essa intimidade de vídeo caseiro que a câmera portátil emana, são o aspecto mais interessante de “Titãs – A Vida Até Parece uma Festa” e o tornam uma biografia musical acima da média.

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13/01/2009 - 17:05

Crônica de uma morte anunciada

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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou uma lista com nove filmes que vão disputar as cinco vagas de melhor filme estrangeiro no próximo Oscar. O brasileiro “Última Parada 174” não está entre eles.

Foi a crônica de uma morte anunciada. Grosso modo, o filme não emplacou no Brasil e no exterior, nem com a crítica, nem com o público. Não ganhou festivais importantes. Não foi indicado ao Globo de Ouro. Só a campanha de marketing não iria resolver.

Os pré-indicados foram os seguintes:

“The Baader Meinhof Complex” (Alemenha), de Uli Edel

“Revanche” (Áustria), de Götz Spielmann

“The Necessities of Life” (Canadá), de Benoit Pilon

“Entre les Murs” (França), de Laurent Cantet

“Waltz with Bashir” (Israel), de Ari Folman

“Departures” (Japão), de Yojiro Takita

“Arranca-me a Vida” (México), de Roberto Sneider

“Everlasting Moments” (Suécia), de Jan Troell

“3 Macacos” (Turquia), de Nuri Bilge Ceylan

A maior surpresa dessa pré-lista é a ausência do italiano “Gomorra”, muito badalado pela crítica americana, mas com uma violência que pode ter assustado os membros da Academia.

Os cinco finalistas serão anunciados em 22 de janeiro. A animação “Waltz with Bashir” e o vencedor de Cannes “Entre le Murs” têm vaga quase garantida, e o primeiro é minha aposta para vencedor na categoria.

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13/01/2009 - 16:41

Por dentro da Hollywood negra

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Não quero puxar a sardinha para a minha brasa, mas a revista “Trip”, onde eu trabalho, publicou nesta edição uma reportagem imperdível sobre “Nollywood”, como é conhecida a indústria cinematográfica da Nigéria, que tem a maior produção do mundo, com cerca de mil filmes lançados em 2008.

O Ocidente ouviu falar de Nollywood pela primeira vez em 2004, quando a revista francesa “Cahiers du Cinéma” apontou a Nigéria como maior produtor mundial daquele ano. Mas só agora uma equipe de reportagem brasileira conheceu a realidade do cinema nigeriano in loco. O repórter Lino Bocchini e o fotógrafo João Wainer foram a Lagos, acompanharam um dia de filmagem com dois dos maiores astros nollywoodianos, entrevistaram diretores e produtores, passaram por diversos perrengues, mas sobreviveram à aventura para jogar um pouco de luz sobre o funcionamento de Nollywood. Aqui vão alguns dos destaques da reportagem:

“O boom começou em 1993, quando ‘Living in Bondage’ estourou, vendendo milhares de cópias em VHS. A chegada da tecnologia digital deu uma turbinada na produção, e hoje fitas gravadas em menos de um mês a um custo que dificilmente passa dos US$ 30 mil são vistas por até 20 milhões de pessoas.”

(…)

“Nollywood é um fenômeno cultural único no mundo não apenas pelo volume alucinante, mas também pela forma com que o povo consome esses filmes. Em todo o país quase não há cinemas. Como então a turma assiste à maior produção de filmes do mundo? Comprando DVDs aos milhares. Quatro mercados recebem os lançamentos, onde vendedores de rua compram os filmes e os distribuem. Assim as fitas chegam também a Gana, ali do lado, que tem uma legião de fãs consumidores, e também ao restante da África e até para a Europa, onde fazem a alegria de imigrantes. É um modelo capilarizado de distribuição baseado em camelôs e lojinhas que funciona incrivelmente bem há mais de uma década. Tanto que a indústria cinematográfica hoje é a terceira economia do país, atrás apenas do petróleo e da agricultura.”

(…)

“Quando vemos tais números é preciso lembrar que falamos de 140 milhões de habitantes, o que faz da Nigéria não só o país mais populoso da África, como também a maior nação negra do mundo. Negra mesmo, 100% black. Em uma semana por lá, os únicos brancos que vimos circulando pela rua (além de nós mesmos) foram dois albinos. Juro.”

Vale muito a pena ler a íntegra da reportagem aqui.

Também vale refletir um pouco para saber se algo do modelo nollywoodiano pode ser importado para o Brasil. Embora as realidades sejam completamente distintas, há uma ou outra lição a ser tomada, como a idéia de filmes de baixo custo distribuídos diretamente para os vendedores de DVD, lojas ou camelôs. É exatamente o mesmo modelo independente que já funciona muito bem na música com o tecnobrega paraense do Calypso. Seria como fazer um “Tropa de Elite” dentro da lei, com um preço baixo por cópia para combater a pirataria. Há pirataria em Nollywood? Claro, ela é quase inevitável. Mas, ainda assim, um blockbuster local pode vender até 700 mil cópias oficiais.

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12/01/2009 - 06:50

“Slumdog Millionaire” deixa de ser azarão para o Oscar

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Em 2005, “Crash” ganhou o Oscar de melhor filme. Não havia recebido sequer uma indicação para o Globo de Ouro. No ano passado, “Desejo e Reparação” e “Sweeney Todd” receberam os Globos de melhor filme dramático e comédia/musical respectivamente. O Oscar foi para “Onde os Fracos Não Têm Vez”. Ou seja, o Globo de Ouro já não é o termômetro mais confiável para medir a temperatura da corrida ao Oscar. Mas é claro que há lições a serem tomadas a partir da entrega do prêmio ontem (leia a cobertura completa aqui).

Com seus quatro prêmios (incluindo o de melhor filme e melhor diretor), “Slumdog Millionaire” ganha uma cabeça sobre os concorrentes na corrida a melhor filme – o que pode indicar que, como no caso de “Crash”, teremos um Oscar com pinta de independente. Mais do que as virtudes do filme de Danny Boyle (“Trainspotting”), conta a ser favor o fato de os outros candidatos não conseguirem arrebatar simultaneamente público e crítica. “O Curioso Caso de Benjamim Button” foi considerado um filme frio pelos críticos e saiu do Globo de mãos abanando. “Frost/Nixon” é visto como um tanto intelectual para um Oscar (apesar de ser dirigido por Ron Howard). “Milk”, que não deu a Sean Penn o esperado Globo de melhor ator, não bombou como se imaginava. “O Cavaleiro das Trevas” é blockbuster demais, e “Wall-E”… bem, é animação demais. O Oscar ainda será ousado se premiar “Slumdog Millionaire”, um filme com atores indianos desconhecidos, sobre a história de um garoto pobre que ganha a versão local de “Who Wants to be a Millionaire” e é acusado de trapacear. Mas desde ontem à noite o filme deixa definitivamente de ser um azarão.

No caso de “Batman”, Heath Ledger deixa de ser um forte boato para um Oscar póstumo e torna-se favorito com o Globo de Ouro. Mickey Rourke também ganha fôlego na corrida, embora o Oscar seja um pouco mais severo com pessoas à margem da indústria. Mas premiar Rourke seria reconhecer uma boa volta por cima – o que Hollywood adora fazer. Entre as atrizes, categoria que estava um tanto nebulosa, a figura de Kate Winslet destaca-se das concorrentes, mas não será fácil repetir no Oscar a dose dupla do Globo de Ouro. E também seria uma injustiça com Angelina Jolie, que fez por merecer com seu trabalho em “A Troca”, de Clint Eastwood.

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11/01/2009 - 21:12

Clint Eastwood, esse sim, é o cara

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Mesmo em uma obra tão variada e versátil como a de Clint Eastwood é possível identificar alguns temas reincidentes. Poucos lhe são tão essenciais quanto o conceito de orfandade. Em vários de seus melhores filmes recentes, os protagonistas são sujeitos abandonados à própria sorte, incapazes de encontrar seu lugar no mundo. Às vezes, eles conseguem estabelecer laços com seus semelhantes e deixar de ser órfãos mesmo que temporariamente – como em “Um Mundo Perfeito” (1993) e “Menina de Ouro” (2004). Em outras ocasiões, ocorre o contrário: os personagens vêem seu sentido gregário ser destruído por uma tragédia – aí se encontram filmes pessimistas como “Sobre Meninos e Lobos” (2003) e “A Troca”, que estreou nesta sexta.

É possível dizer que “A Troca” é o reverso feminino e político de “Sobre Meninos e Lobos”. No antigo filme, um policial (Sean Penn) tinha uma filha estuprada e assassinada e acusa um amigo de infância que também havia sofrido violência sexual – ou seja, era o lado escuro da natureza humana que afastava os personagens. No novo filme, baseado em fato real, uma mãe (Angelina Jolie) tem um filho que desaparece na Los Angeles dos anos 20; a polícia encontra um garoto parecido e, na tentativa de usar o caso para melhorar sua imagem de corrupta e ineficiente, força a mulher a dizer que este é seu filho; quando ela denuncia a farsa, a polícia consegue interná-la como louca em uma clínica psiquiátrica. Portanto, aqui são as instituições falidas que ajudam a isolar ainda mais o protagonista. Se o antigo trabalho era um drama tingido pelo suspense, “A Troca” é um filme político disfarçado de melodrama – com um mundo igualmente dividido entre meninos inocentes e os lobos cruéis.

É também um filme que confirma Eastwood como o mais clássico dos cineastas modernos – ou o mais moderno dos cineastas clássicos. O estilo continua direto e límpido, como se a câmera só pudesse estar no lugar em que foi colocada. Mas há novamente um constante questionamento da verdade do poder e da verdade da imagem. Por fim, é fundamental essaltar algo pouco reconhecido na obra de Eastwood: ele é um grande diretor de atores. No passado, ele tirou de Kevin Costner, Sean Penn, Kevin Bacon, Hillary Swank, entre outros, os melhores desempenhos de suas vidas. A essa lista, soma-se agora Angelina Jolie – irretocável como a mãe coragem de “A Troca”.

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08/01/2009 - 21:06

Daniel Filho é o cara?

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A partir da notícia do recorde de bilheteria batido por “Se Eu Fosse Você 2” (melhor estreia do cinema brasileiro pós-retomada, com 560 mil espectadores), o crítico e amigo Leonardo Mecchi, da revista Cinética, chama atenção para alguns números surpreendentes e importantíssimos.

Diretor do filme, Daniel Filho responde por quatro das cinco maiores bilheterias do cinema brasileiro dos anos 2000, como cineasta ou produtor. E seus filmes acumularam 35,4 milhões de espectadores no mesmo período. Ou seja, 36,5% do público do cinema nacional deste século veio de filmes que tiveram a mão de Daniel Filho.

Isso significa que Daniel Filho tem uma sensibilidade única para detectar o que o público quer ver? Sim e não. Por um lado, ele tem o mérito de fazer apostas em certos filmes com potencial para se comunicar com o grande público e ganhar na maioria das vezes. Por outro, ele é, ao lado de Guel Arraes, um dos dois principais produtores da Globo Filmes – que, como produtora ou divulgadora de filmes, domina o mercado brasileiro. E, grosso modo, os filmes dirigidos ou produzidos por Arraes são mais arriscados, menos comerciais que os de Daniel Filho.

Ou seja, seu domínio sobre as bilheterias é uma questão de mérito, mas também é absolutamente natural.

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07/01/2009 - 20:03

Saudades do Imperial

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Aqui vai uma boa recomendação de leitura, para um livro injustamente pouco comentado: “Dez! Nota Dez! – Eu Sou Carlos Imperial”, de Denilson Monteiro. É a biografia do autodenominado “rei da pilantragem”, um dos personagens mais infames e fascinantes da vida cultural brasileira entre os anos 60 e 90. Ele foi letristas e compositor (de “Vem Quente que Eu Estou Fervendo”, “A Praça” e outros sucessos), empresário de artistas, apresentador de TV, colunista de jornal, vereador e candidato a prefeito do Rio. Contribuiu, direta ou indiretamente, para o início da carreira de artistas como Roberto Carlos e Elis Regina, Tim Maia e Wilson Simonal, Clara Nunes e Gretchen, entre muitos outros.

Imperial (1935-1992) é pouco lembrado por seu trabalho como ator, diretor e produtor cinematográfico. Como em todas as suas atividades, ele tinha métodos polêmicos e sensacionalistas de promoção de um trabalho – o que rendeu uma das melhores passagens do livro, sobre sua campanha de lançamento do filme erótico “As Delícias do Sexo” (1980). Denilson conta que o próprio Imperial criou a Liga da Moral e da Decência, alugou duas Kombis e enfiou nelas 20 senhoras que foram para a porta de um cinema carioca prostestar com cartazes contra a estreia do filme.

“Além disso, arranjou um jovem negro anatomicamente privilegiado, batizado de ‘Geraldão do Peru Grandão’, para correr nu no meio da primeira exibição. (…) Na mesma hora, o rebuliço foi noticiado nas rádios. As pessoas ouviam e iam ao cinema para conferir o tal filme mais pesado que ‘O Império dos Sentidos’. A bilheteria de estreia de ‘Delícias’ foi suficiente para pagar todos os custos. Quando acabou a última sessão, Imperial, em estado de êxtase, imitava o barulho das roletas:

– Catraque, catraque, catraque!”.

Abalado não apenas por mais uma queda na bilheteria, mas principalmente por uma terrível sensação de pasmaceira, o cinema brasileiro talvez precise de um novo Imperial. Quem se habilita?

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06/01/2009 - 10:42

“Maysa” impressiona, mas não emociona

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A minissérie “Maysa” despertou grandes expectativas por promover um raro encontro na TV entre o radicalmente íntimo e o maciçamente industrial. Íntimo porque dirigida por Jayme Monjardim, filho da cantora retratada; e o diretor, por sua vez, é interpretado por seus dois filhos em diferentes idades. Industrial por se tratar de uma vitrine do padrão Globo de qualidade, com aposta pesada em reconstituição de época, texto (de Manoel Carlos), cenários, figurinos e fotografia (a cargo de Affonso Beato, de “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” e “Tudo sobre Minha Mãe”).

A julgar pelo primeiro capítulo, exibido ontem, o industrial venceu o íntimo. Tome-se como exemplo a cena da morte de Maysa, em um acidente de carro na ponte Rio-Niterói. Houve uma claro investimento em efeitos especiais (em um único plano, passou-se de uma tomada aérea da ponte para um close da cantora em seu carro), mas que não evitaram a sensação de ver Maysa dirigindo uma Brasília de videogame. Por outro lado, não houve uma aposta na emoção: a cena foi mostrada de forma seca e direta, sem o extravasamento habitual do diretor.

Com a exceção da abertura (tomadas aéreas do Rio de Janeiro ao som tonitruante de harpas, uma coisa bem Monjardim), essa foi a toada do primeiro capítulo: fazer uma bonita ilustração de alguns dos principais momentos da vida de Maysa: casamento e morte, ascensão e decadência. E bonita ela foi: Monjardim continua mais cinematográfico na TV (“Pantanal”) do que no cinema (“Olga”), pelo menos no estreito sentido da contenção ou abundância de closes e cortes.

De positivo, além da direção de arte, o primeiro capítulo reservou a boa interpretação de Larissa Maciel no papel principal, uma acertada aposta de Monjardim. De negativo, o artificialismo dos diálogos e a montagem pouco fluida, com indas e vindas no tempo um tanto truncadas. Agora resta esperar que o páthos da minissérie, a capacidade de criar uma empatia com os sentimentos vividos pelos personagens, aumente consideravelmente nos próximos capítulos. A frieza da minissérie em sua estréia combinou pouco com o temperamento de sua protagonista.

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05/01/2009 - 16:52

Um novo recordista para a retomada

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Com o sucesso do primeiro filme da franquia, dois atores globais de peso e uma campanha maciça que incluiu várias referências em novelas, “Se Eu Fosse Você 2” tornou-se o filme de melhor abertura da chamada fase de retomada do cinema brasileiro, iniciada em 1994.

Segundo dados preliminares do site Filme B, o público do filme entre sexta-feira e domingo poderá chegar a 570 mil, e a renda, a R$ 5,7 milhões – os dados finais estão sendo apurados e serão divulgados no final desta noite. O filme de Daniel Filho supera, assim, o recordista anterior, “Carandiru” (2003), que teve 468 mil espectadores em seu final de semana de estréia.

Com as pré-estréias, que somaram cerca de 300 mil espectadores entre 25 de dezembro e 1º de janeiro, o público acumulado do filme já se aproxima de 900 mil espectadores, com uma renda que pode passar de R$ 9 milhões. Esses números já seriam suficientes para transformar “Se Eu Fosse Você 2” no segundo filme mais visto do ano passado, atrás apenas de “Meu Nome Não É Johnny”.

A dúvida agora é se a produção terá fôlego para superar o público total de “2 Filhos de Francisco”, recordista da retomada, com 5,4 milhões de espectadores (eu apostaria um dinheirinho na quebra do recorde). Já a certeza é que, em um critério apenas quantitativo (ainda não vi o filme, então não posso julgar sua qualidade), Daniel Filho ganhou mais essa parada.

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