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16/03/2009 - 23:51

Emoções baratas em três dimensões

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Há quem acredite que o 3-D irá salvar o cinema no futuro. Se depender de filmes como “Dia dos Namorados Macabro”, que estreou na sexta-feira em 32 salas do país que trabalham com esse formato, já podem ir preparando o velório.

Refilmagem de um terror dos anos 80, o filme mostra que a enorme evolução técnica do 3-D nem sempre vem acompanhada de uma maturação conceitual. “Dia dos Namorados Macabro” é basicamente o mesmo que o formato oferecia nos anos 60: uma profusão de objetos atirados na direção da câmera – neste caso, principalmente um machado, objeto preferido do vilão.

Quando uma coadjuvante faz sexo sentada sobre seu amante, dando a impressão de que o espectador poderá tocar seus seios se esticar as mãos, percebemos que o filme fará de tudo para impressionar o público com aquilo que o 3-D tem de mais banal.

Nada contra emoções baratas. Mas o filme exagera na dose. É tão óbvio que o filme se apoia apenas nesses recurso fáceis do 3-D que seu pôster não traz nenhuma cena do filme, mas sim a platéia assistindo a ele aterrorizada com seus óculos especiais.

Até agora, eu só vi um filme da nova leva das três dimensões com algo a dizer: “A Lenda de Beowulf”, de Robert Zemeckis. Se o cinema depende mesmo do 3-D, então é preciso urgentemente que sejam lançados novos filmes nesse nível. E que “Dia dos Namorados Macabro” se torne uma exceção, não a regra.

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2 comentários para “Emoções baratas em três dimensões”

  1. Raio disse:

    Veja Coraline.

  2. Márcia disse:

    Pois é, como citaram aí acima, acho que Coraline é um desses filmes 3D da nova safra que não podem deixar de ser citados como sinônimo de bom uso da tecnologia.

Os comentários do texto estão encerrados.

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