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Arquivo de março, 2009

12/03/2009 - 21:56

Nasce um gênio na internet

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Deve ser uma das duas ou três coisas mais brilhantes que eu já vi na internet. Sério. Um músico e produtor israelense chamado Kutiman pegou um monte de vídeos musicais amadores na internet, retirou uma frase sonora de cada um e remixou-as para criar oito canções de um disco. O resultado, das músicas e dos vídeos, é inacreditavalmente bom. Olha só um deles, chamado “I’m New”:

O projeto todo, batizado de Thru You, pode ser visto e ouvido aqui.

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11/03/2009 - 22:54

“Entre os Muros da Escola”, um filme obrigatório

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Não sei dizer se “Entre os Muros da Escola” é um dos melhores filmes desta década, mas me arrisco a afirmar que é um dos mais importantes. Porque a obra do francês Laurent Cantet, que ganhou a Palma de Ouro no último Festival de Cannes e estreia nesta sexta-feira no Brasil, talvez seja um dos representantes mais bem resolvidos de uma vertente essencial para o cinema contemporâneo: a dos filmes que discutem ou promovem uma diluição de fronteiras entre documentário e ficção.

Baseado no livro de François Bégaudeau, em que ele relata suas experiências como professor, “Entre os Muros da Escola” acompanha um ano de uma classe de colégio na periferia de Paris. Nos papéis principais, estão o próprio Bégaudeaue, no papel do professor-protagonista, vários não-atores adolescentes, que representam estudantes muitas vezes próximos de seu cotidiano.

O filme vem sendo muito elogiado por dois motivos básicos: 1) representar fielmente a realidade do multiculturalismo francês, com uma classe feita de filhos de imigrantes de diversas partes do mundo, como se ela fosse um microcosmo da sociedade local, ou uma versão escolar da seleção de futebol; 2) fazer com que um material ficcional se assemelhe – e seja assimilado – como um documentário.

Mas a virtude central me parece justamente o contrário disso: pegar um material com uma forte base na realidade – ou seja, uma massa disforme e dispersa – e transformá-la em uma narrativa ficcional coesa e centrada, sem que o mecanismo fique evidente para o espectador. A partir das histórias relativamente comuns de mais de uma dezena de personagens, Cantet consegue criar um filme repleto de drama e suspense, com importantes questões éticas e políticas como pano de fundo, e ainda compor uma tapeçaria multicultural. Ou seja, ela faz parecer como simples e natural algo que foi cuidadosamente construído e executado.

Mal comparando, é um pouco parecido ou esforço do Big Brother, sem o lado da gincana e com um tanto mais de sofisticação narrativa (levando em conta que o BBB é outros dos produtos audiovisuais fundamentais da década que lidam com as fronteiras entre o encenado e o documentado). Em resumo, um filme obrigatório.

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10/03/2009 - 23:27

Se Judd Apatow dirigisse Watchmen…

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Desculpe insistir no assunto “Watchmen”, mas não resisti. A revista eletrônica Slate, ainda uma ilha de inteligência na web, imaginou como seria a adaptação da HQ se ela fosse dirigida por outros seis cineastas: Woody Allen, Judd Apatow, Quentin Tarantino, Tyler Perry, Sofia Coppola e Pedro Almodóvar. São todos ótimos. Reproduzo abaixo o de Apatow (“O Virgem de 40 Anos”):

“Os Watchmen não têm atuado como heróis ultimamente. Na verdade, eles têm ficado na maior parte do tempo em seu apartamento em Los Angeles assistindo TV. Quando chegar a ameaça nuclear do Armageddon, será que eles conseguirão deixar as piadas de lado, encarar a vida adulta e salvar o mundo? Estrelando Paul Rudd como Dr. Manhattan, Seth Rogen como Coruja, Jonah Hill como Rorschach e Michael Cera como O Comediante. Kristen Wiig aparece em um papel não falado como Silk Spectre”.

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09/03/2009 - 22:21

Os fundamentalistas dos quadrinhos

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De todos os espectadores de cinema, os mais fundamentalistas são os fãs de quadrinhos. Eles exigem total fidelidade às HQs nas quais os filmes se baseiam, como se fossem fieis lidando com a Bíblia. E, pior, raramente têm senso de humor. Lembro de uma vez em que publiquei uma nota sobre uma matéria gringa levantando a hipótese de que a perseguição aos X-Men seria uma metáfora do preconceito contra os homossexuais. Houve uma chuva de comentários irados, como se eu estivesse chamando cada fã de gay (como se isso, aliás, fosse uma ofensa).

Outro comportamento estranho dos fãs de quadrinhos é a propensão para gostar ou não de uma adaptação com antecedência. Aconteceu, por exemplo, com os dois primeiros Batmans, por causa da escolha de Michael Keaton para o papel principal. E agora rolou de novo com “Watchmen”, nem tanto pela escolha de Zack Snyder (“300”) como diretor e mais pelo simples fato de a “graphic novel” ser considerada uma obra-prima infilmável, um “Em Busca do Tempo Perdido” dos quadrinhos. E daí quem é fã já vai com a predisposição de achar que o filme é infinitamente inferior ao original ou que faltaram tais e tais partes fundamentais.

Eu, que não li “Watchmen”, achei o filme bastante digno, apesar de limitações um tanto óbvias. A primeira vantagem do filme é que ele não é “300”. Ou seja, não é cinema de chroma key, com atores interpretando diante de uma tela verde e com cenários acrescentados mais tarde por computador. Na verdade, é um velho e bom filme de estúdio, com todos os cenários construídos pela produção. O que dá uma medida justa, não exagerada, para seu artificialismo.

Também me parece que Snyder teve o cuidado de apresentar com algum tempo e cuidado cada um dos protagonistas – e são muitos; ou seja, era parte do pacote – e nos fazer interessar por suas histórias. Para isso, ele teve que sacrificar a trama, que ficou um tanto banal. Mas era isso ou um filme de cinco horas (o que o próprio Moore achava necessário).

Por outro lado, talvez o defeito principal do filme seja a reverência excessiva ao original. Faltou a coragem de dizer que certas platitudes do Dr. Manhattan e algumas frases de efeito de Rorschach são literatura barata e simplesmente cortá-las dos diálogos. Mas isso seria o equivalente a dizer que Moore talvez não seja um gênio intocável – o que, para os fãs, seria um blasfêmia.

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08/03/2009 - 23:15

Da série encontros bizarros: Faustão e Mallu Magalhães

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Ok, ninguém quer saber de outro assunto hoje além do reencontro de Ronaldo com o gol. Mas houve um encontro bem mais bizarro neste domingo na TV: Fausto Silva e Mallu Magalhães. A cantora de 16 anos foi ao programa da Globo para apresentar algumas músicas e servir de chamariz para uma futura atração batizada de Garagem, criada para revelar novos talentos musicais.

Nada contra misturar universos distintos. Como nos ensinou o Tropicalismo, essas misturas podem ser férteis e provocadoras, quando bem pensadas. E tudo contra aquele papo furado do “artista independente se rende ao sistema”. Mas ficou bem esquisito ver o folk de Mallu acompanhada pela coreografia aeróbica das dançarinas do Faustão.

O papo entre a cantora e apresentador foi sem pé nem cabeça. Chamando-a pelo título de “rainha da internet”, Faustão perguntou se ela tinha alguma parceria musical com o namorado Marcelo Camelo, Mallu disse que preferia não falar de questões pessoais, ele repetiu a pergunta pausada e irritadamente como se falasse com uma deficiente mental, ela balbuciou uma resposta qualquer. Um às vezes fala mais do que deve. Outra não diz coisa com coisa. Não podia mesmo dar muito certo.

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04/03/2009 - 22:33

Watchmen, Hollywood e seus vermes regurgitados

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Nos créditos de “Watchmen”, que estreia mundialmente nesta sexta-feira, falta um nome: Alan Moore. Ele escreveu a mítica graphic novel que deu origem ao filme, considerada uma espécie de “Cidadão Kane” dos quadrinhos. Mas quem recebe o crédito no filme é apenas Dave Gibbons, o ilustrador da HQ. A explicação é o desprezo de Moore pela indústria cinematográfica. Ele odeia todas as adaptações de suas obras feitas até aqui: “Do Inferno”, “A Liga Extraordinária”, “Constantine” e “V de Vingança”. E, por isso, decidiu não participar de “Watchmen”, um dos filmes mais aguardados do ano.

Moore falou alguma das palavras mais duras que já li sobre Hollywood. “Eu acho que o cinema, em sua forma moderna, é bastante ameaçador. Ele nos entrega tudo de colher, o que tem o efeito de diluar nossa imaginação cultural coletiva. É como se fôssemos pássaros recém-nascidos com bocas abertas esperando que Hollywood nos alimente com seus vermes regurgitados. ‘Watchmen’ soa como um pouco mais de vermes regurgitados. Eu estou cansado de vermes. Não podemos ter algo diferente? Até vermes chineses seriam uma boa mudança.”

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03/03/2009 - 21:52

“Se Eu Fosse Você 2” bate recorde. E agora, José?

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Agora é oficial: “Se Eu Fosse Você 2”  é o novo campeão de público da chamada fase de retomada do cinema brasileiro. Segundo projeção de Patrícia Kamitsuji, diretora-presidente da Fox Filmes do Brasil, publicada no site FilmeB, a comédia de Daniel Filho ultrapassou nesta terça-feira o número total de espectadores de “2 Filhos de Francisco” (5,319 milhões de espectadores).

Consumado o aguardado recorde, o FilmeB levanta outra questão: será que o cinema brasileiro será capaz de superar os números de público de 2003, considerado o ano de ouro da retomada, no qual os filmes nacionais tiveram 21% de participação no mercado do país. Ou pelo menos 2004, em que essa taxa baixou para ainda estimáveis 14%.

A julgar pelos próximos lançamentos, não será improvável repetir 2004.  Há uma série de filmes com potencial de grande público: o remake de “O Menino da Porteira” com o cantor sertanejo Daniel; “Os Normais 2”, continuação da franquia televisiva; “Tempos de Paz”, nova parceria de Daniel Filho e Tony Ramos; e “Jean Charles”, sobre o brasileiro morto pela polícia britânica.

Mas, se eu pudesse apostar em um só filme para carregar o cinema brasileiros nas costas neste ano ao lado de “Se Eu Fosse Você 2”, eu escolheria “Divã” – adaptação da peça de Martha Medeiros estrelada por Lilia Cabral. Vi o bom trailer do filme antes de uma sessão de “O Curioso Caso de Benjamin Button” – e a empatia do público com o personagem e as situações foi imediata. Treino é treino, jogo é jogo. Trailer é trailer, filme é filme. Mas deu para sentir o cheiro do sucesso.

 

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02/03/2009 - 22:30

O desabafo do Carlão

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Carlos Reichenbach, diretor de “Falsa Loura” e animal cinematográfico por excelência, publicou um desabafo importante em seu blog:

“Devo realmente estar ficando velho… Hoje, revendo ‘La Luna’, de Bertolucci, depois de tantos anos, me bateu uma tristeza imensa. O que está acontecendo com o cinema? Porque não se filma mais com tanta ousadia, dignidade, elegância e beleza? Perto da “eficiência” rítmica (leia-se, esquizofrênica e vira-lata) de Danny Boyle e a pretensiosa geleira de um Gus Van Sant (esse “artista” nunca me enganou), os mais insignificantes dos travellings operísticos de ‘La Luna’ são petardos nos cornos da mediocridade.

Em clima de afasia, não troco nenhum dos filmes safados de Joe D’Amato filmados na República Dominicana (que, pelo menos, me divertem à valer e despertam tesão) por nenhum dos concorrentes ao Oscar 2008 em cartaz. Certo, o Independent Spirit Awards acabou fazendo justiça ao premiar os dois melhores filmes americanos do ano: ‘O Lutador’ e ‘Rio Congelado’. Mesmo assim, esses dois bons filmes são obras que ficam aquém da nossa relutante espectativa. Sei não, rever o cinema dilacerado, mas pulsante e vigoroso dos anos 60 e 70 faz mal à esperança!”

Embora eu seja por natureza contrário a qualquer tipo de saudosismo, concordo com a maior parte do desabafo de Carlão: “Milk” é um filminho meia-boca (embora, a meu ver, Van Sant só seja um enganador em seus filmes de estúdio); “O Lutador” foi o grande injustiçado do Oscar (e o tempo talvez mostre que ele está à altura dos clássicos dos anos 70); Bertolucci filma como poucos cineastas (o que quase sempre resulta em filmes belos, como “La Luna”, mas não necessariamente em grandes filmes).

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01/03/2009 - 21:21

Das telas para o Flickr

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O site Total Film vasculhou o Flickr em busca das melhores fotos relacionadas ao universo do cinema. Achou 21 imagens bacanas – como esta de uma boneca “interpretando” Laura Palmer morta em “Twin Peaks”, de David Lynch. Divirtam-se.

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