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Arquivo de abril, 2009

15/04/2009 - 00:11

Não existe crise para o vídeo online

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Eu não sabia que existe uma espécia de Ibope para programas de TV assistidos pela internet. Mas há – e os números são impressionantes. Segundo o Nielsen VideoCensus, “Lost” é o programa mais assistido online, com 35,8 milhões de acessos a trechos ou íntegras de episódios em março e 1,4 milhão de visitantes únicos. Em seguida, vêm “Grey’s Anatomy” (19,7 milhões e 1,2 milhões respectivamente) e “Dancing with the Stars” (19,6 e 3 milhões).

No total, houve 9,7 bilhões de acessos a vídeos online e 130 milhões de usuários únicos em março, um aumento de 39% em relação ao mesmo mês do ano passado. De longe, o YouTube é o site de vídeos mais bem-sucedido, responsável por mais de 50% desses números. Se existe um setor do audiovisual que ignora solenemente a palavra crise, é o de vídeos online. Não vai demorar para que vários programas tenham mais público na internet do que na TV.

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13/04/2009 - 21:49

Corinthians se dá bem em campo e mal nos cinemas

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Enquanto o Corinthians se dava bem em campo, com a vitória sobre o São Paulo aos 48 minutos do segundo tempo, o filme oficial do Corinthians começava timidamente sua carreira nos cinemas. “Fiel”, documentário de Andrea Pasquini sobre os torcedores do time, ficou em décimo lugar na bilheteria brasileira em seu final de semana de estreia, com 15.666 espectadores (repare em “666”, o número da besta) em 23 salas, segundo dados do site FilmeB. Uma média de 681 pessoas por sala, cerca de metade de “Velozes e Furiosos 4”, campeão do fim-de-semana.

É um número ruim para um documentário nacional? Não, porque a maioria deles não chega a tanto em toda sua carreira. Mas é fraco para a badalação do filme na imprensa e para a expectativa dos produtores – que queriam desbancar os números de “Pelé Eterno”, que teve 250 mil espectadores. Depois dessa estreia pouco animadora, talvez já seja a hora de refazer as contas.

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08/04/2009 - 19:58

Cadê a Alice Braga?

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Alice Braga está passando por um processo semelhante ao que ocorreu recentemente com Rodrigo Santoro: as notícias da imprensa brasileira sobre sua carreira em Hollywood são bem mais bombásticas que sua carreira em Hollywood. Tome-se, como exemplo, o caso de “Território Restrito”, produção americana que estreia nesta sexta-feira no Brasil.

Ao longo de meses, fomos inundados com notícias sobre o fato de Alice Braga contracenar com Harrison Ford no filme. No cartaz brasileiro, ela aparece com destaque, ao lado de Ford, Ashley Judd e Jim Sturgess, ocupando o lugar que foi de Ray Liotta no filme americano. O começo do filme parece dar razão à imprensa: Alice realmente contracena com Ford por talvez um minuto, no papel de uma operária mexicana, com mais uma atuação segura e um sotaque preciso.

Só que vem o resto do filme… e nada de Alice reaparecer. A presença de atriz se resume àquela cena. E daí vem a sensação de propaganda enganosa – como aconteceu quando Santoro foi anunciado como atração de “As Panteras Detonando”, entrou em cena mudo e saiu calado.

A culpa dessa expectativa frustrada não é de Alice. Atriz promissora, ela vem realmente construindo uma carreira sólida em Hollywood, talvez a mais significativa de um intérprete brasileiro desde Carmen Miranda (descontado o fato de que a cantora era portuguesa de nascimento). A responsabilidade é basicamente da imprensa – que infla expectativas sem que elas necessariamente correspondam à realidade. E, claro, tem também uma pitada de nosso eterno patriotismo.

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08/04/2009 - 00:54

“BBB 9” perde a chance de quebrar um tabu

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Foi por muito pouco. O “Big Brother Brasil 9” esteve muito próximo de realizar um feito inédito em sua história: dar o prêmio principal a uma mulher com potencial para ser capa de revista masculina. Até agora, porém, os dois fatos parecem excludentes. Este talvez seja o último tabu do “BBB”. O programa já premiou mulheres (Cida, do BBB4, e Mara, do BBB6), um gay (Jean, do BBB5) e uma negra (novamente Mara, do BBB6). Mas ainda não uma sex symbol.

Priscila foi a que chegou mais perto, mas perdeu por alguns décimos percentuais para Max nesta terça-feira. É possível falar um preconceito do público? Talvez não, se olharmos para um placar tão apertado. Por outro lado, esse resultado só foi possível porque ao longo do programa o caráter sexual (e, diria mais, sexualmente agressivo) de Priscila foi atenuado – tanto pela personagem quanto pela edição.

Há cerca de um mês Priscila e Bial vinham martelando no espectador a ideia de que ela revelou ter muito mais que um corpo exuberante, de que ela teve tempo para mostrar quem ela realmente é, que ela desafiou rótulos simplistas como “boazuda”, “gostosona” e “mulher fruta”.

A tática funcionou. Priscila ganhou a simpatia de muitos espectadores, garantiu um lugar na final e ganhou um honroso segundo lugar. Mas, para isso, teve que abrandar o fogo. De “cachorra” que aterrorizou sexualmente o pobre Emanuel, ela se tornou um modelo de mulher guerreira (embora seu figurino inclassificável tenha se mantido igual ao longo do programa).

Sua trajetória lembra um pouco a Bebel de Camila Pitanga em “Paraíso Tropical”, que caiu nas graças do público quando mostrou ter coração. Depois dizem que nós gostamos de sacanagem. O brasileiro é, acima de tudo, um sentimental.

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06/04/2009 - 22:15

Radiohead em São Paulo: um DVD de fã para fãs

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Outro dia falei aqui de uma iniciativa genial de um produtor israelense chamado Kutiman: ele pegou vídeos musicais no YouTube, remixou os sons e criar um disco original a partir deles.

Agora há um projeto brasileiro tão bacana quanto: o músico e web designer Andrews Ferreira Guedis vai lançar um DVD do histórico show do Radiohead em São Paulo feito a partir de vídeos amadores captados pelo público e postados no YouTube.

E daí você deve estar se perguntando: mas ele não teria que pedir autorização e pagar direitos autorais? Não para o Radiohead, banda que está à frente de seu tempo também nessas questões legais. O Beastie Boys já tinha feito algo parecido, ao distribuir câmeras para o público em um show. Mas era uma iniciativa da banda, não de um fã.

Além do aspecto coletivo, o que o projeto Rain Dowtem de mais bacana é trazer uma perspectiva nova para a gravação de shows: são dezenas de câmeras amadoras registrando as mesmas cenas, com pontos de vista bem diferentes, e maior peso para o som da platéia, o que reforça a impressão para o espectador de estar lá. Abaixo, a emocionante versão já editada de “Fake Plastic Trees”:

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05/04/2009 - 19:59

Um filme de R$ 2 milhões é de baixo orçamento?

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Na coluna da Mônica Bergamo na “Folha de S. Paulo” de hoje (para assinantes, aqui), saiu a notícia de que Mauro Lima (“Meu Nome Não É Johnny”) está filmando seu novo projeto, “Reis e Ratos”, “sem gastar quase nada”, reaproveitando cenários de “O Bem Amado” e deixando o pagamento de cachês para depois.

Excelente inciativa. Deveria ser seguida por mais filmes brasileiros. Mas lá pelo meio da notícia descobre-se que, para rodar o filme e “colocar na lata”, o diretor levantou R$ 500 mil com um amigo. E que a produtora Paula Lavigne depois vai correr agtrás de R$ 1,5 milhão para finalizar e lançar o filme. Ou seja, para um filme de baixo orçamento, a conta vai ficar em R$ 2 milhões.

Em 1996, o mesmo Mauro Lima realizou – em esquema parecido de economia com o cenário e com atores, mas em condições bem mais precárias de produção – um longa-metragem chamado “Loura Incendiária” que custou US$ 10 mil. O número levantou polêmica na época, mas Lima jura de pé junto que foi isso mesmo.

Na conversão atual, “Loura Incendiária” sairia por cerca de R$ 23 mil, quase 20 vezes mais barato que “Reis e Ratos”. Nada contra o projeto novo de Lima, pelo contrário. Seria ótimo que mais longas brasileiros tivessem um orçamento nesse patamar, que é bem razoável.

O único dado que me assusta é ver como a ideia de um filme de baixo orçamento mudou em 13 anos de retomada do cinema brasileiro.

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03/04/2009 - 20:53

O comercial mais chocante da história

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Deve ser a propaganda mais chocante que eu já vi: Keira Knightley recebe tapas e chutes do marido em um comercial do grupo Woman’s Aid contra a violência doméstica dirigido por Joe Wright. O fato de a atriz e o diretor terem feito juntos filmes inofensivos como “Orgulho e Precondeito” e “Desejo e Reparação” só aumenta o espanto com a propaganda.

Será que uma propaganda tão agressiva consegue o objetivo de prevenir os espectadores contra a violência ou acaba transformando-a em fetiche?

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02/04/2009 - 22:38

“Monstros vs. Alienígenas” ataca obsessão pela aparência

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O abismo que separava a Pixar (“Wall-E”) da Dreamworks (“Kung Fu Panda”), as duas principais produtoras de animações americanas, continua grande, mas vem diminuindo consideravalmente de tamanho nos últimos anos. “Monstros vs. Alienígenas”, que estreia nesta sexta-feira no Brasil, é a mais nova prova desse tese.

Já chamado de “Os Incríveis” da Dreamworks, o desenho pode não ter a ter a excelência técnica e criativa da maioria dos filmes da Pixar, mas é uma paródia bastante engraçada e inteligente dos filmes B de terror e ficção científica dos anos 50. Além disso, mostra uma competência no uso dos recursos do 3-D que eu não havia visto em nenhum filme recente.

A trama começa quando Susan (voz de Reese Whiterspoon) é atingida por um meteoro pouco antes de se casar com um vaidoso e egocêntrico homem do tempo. Ela se transforma em uma mulher de 15 metros de altura, é detida por agentes do governo e levada a um local secreto onde são mantidos presos e escondidos alguns monstros desastrados.

Quando alienígenas invadem a Terra, os monstros são convocados para detê-los, sob a liderança de Susan. Eles precisam não apenas derrotar os invasores, como provar aos humanos que, apesar do físico assustador, são seres valorosos. “Monstros vs. Alienígenas” faz um ataque bem focado contra uma sociedade obcecada pelas aparências – sem que sua moral da história jamais atrapalhe algumas gags visuais e verbais da pesada.

Ok, ainda não é a Pixar. Mas é mais uma prova de que a animação tornou-se uma ilha de inteligência e inventividade na Hollywood de hoje.

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01/04/2009 - 22:01

A última do Michael Moore

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Depois de algum tempo sumido, Michael Moore retorna à cena com uma carta aberta publicada em seu site para elogiar Barack Obama por ter demitido Rick Wagoner, o CEO da General Motors:

“Nunca aconteceu nada parecido. O presidente dos Estados Unidos, o representante eleito do povo, acaba de dizer ‘Você está demitido!’ ao presidente da General Motors – a companhia que passou mais tempo do que qualquer outra como número 1 da lista das 500 empresas mais ricas da revista ‘Fortune’.

Eu simplesmente não consigo acreditar. Essa ação incrível e inédita me deixou sem fala nos últimos dois dias. Eu fico repetindo: ‘Obama realmente demitiu o presidente da General Motors? A mais rica e poderosa corporação do século 20? Ele pode fazer isso? De verdade? Ora bolas! O que mais ele pode fazer?”

É bom lembrar que Moore nasceu em Flint, Michigan, onde a GM tinha fábrica; que o pai do cineasta era um funcionário demitido da empresa; e que seu primeiro longa, “Roger e Eu” (1989), era sobre a tentativa de entrevistar Roger Smith, então CEO da GM, sobre as demissões em massa da montadora.

Apesar dos elogios a Obama, algo me diz que Moore irá romper seu namoro com o novo presidente mais cedo ou mais tarde. Seu cinema só sobrevive na oposição.

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