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21/05/2009 - 23:25

Leonardo Medeiros: retrato oficial da angústia

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Leonardo Medeiros é um dos melhores atores da nova geração do cinema brasileiro (em uma lista que inclui Selton Mello, Wagner Moura, Lázaro Ramos, Caio Blat e João Miguel). Mas ele é também um exemplo clássico da falta de originalidade dos diretores nacionais na hora de escalar seus elencos. Medeiros tornou-se em poucos anos o rosto oficial da angústia no cinema brasileiro da retomada. Tem um personagem atormentado? Então chama o Medeiros.

O mais novo caso é “Budapeste”, filme de Walter Carvalho baseado no romance de Chico Buarque, que estreia nesta sexta-feira. Mas antes vieram “Feliz Natal”, “Nossa Vida Não Cabe num Opala”, “Corpo”, “Não por Acaso” e outros – papéis com detalhes diferentes, mas sempre de homens tristes e deslocados.

O problema não é com Medeiros. Ele conquistou todos esses papéis por seu talento e competência. A questão é mesmo a falta de ousadia, a aposta no óbvio, feita pelos cineastas. Selton Mello sofreu desgaste semelhante, tantas vezes foi escalado para interpretar o esperto cínico. Qual é a saída para Medeiros? Fazer uma chanchada urgentemente.

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4 comentários para “Leonardo Medeiros: retrato oficial da angústia”

  1. dafne disse:

    tá certíssimo calil. o leonardo medeiros (como o selton mello) é um ator muito muito bom para ficar com apenas um tipo de personagem. e quem disse que só a tv globo faz isso com os atores, né?

  2. Fabio Negro disse:

    fazer a porra da barba, aquele ninho de pulgas ensebado!

  3. Mauricio Stycer disse:

    Uma diferença entre os dois, acho, é que o Selton faz o “esperto cínico” mesmo quando este não é o perfil do personagem

  4. Paulo Marinho disse:

    Achei curioso que desta nova geração, vieram do , na minha opinião, genial mas subestimado Sexo Fragil (só faltou o canastra Bruno Garcia)

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