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24/05/2009 - 21:25

Premiação de Cannes: previsível, ousada e diplomática

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Nos prêmios principais, o Festival de Cannes não poderia ter sido mais previsível. Os dois filmes que surgiram como favoritos longo do evento ficaram com as estatuetas mais valorizadas. “A Fita Branca”, do austríaco Michael Haneke, levou a Palma de Ouro; “O Profeta”, do francês Jacques Audiard, ficou com o Grande Prêmio do Júri.

As surpresas foram reservadas para os outros prêmios. O júri teve a coragem de reconhecer os dois filmes mais polêmicos e violentos do festival: Charlotte Gainsbourg levou o prêmio de melhor atriz por “Anticristo”, filme de Lars von Trier em que um clitóris é decepado, e o filipino Brillante Mendoza ganhou como melhor diretor por “Kinatay”, que mostra o estupro, assassinato, decapitação e desmembramento de uma prostituta.

Não faltou um prêmio para o filme de Quentin Tarantino (o de melhor ator para o alemão Christopher Waltz) e um “prêmio excepcional” para Alain Resnais, maneira encontrada para homenagear um mestre de 87 anos que estava na competição. O grande “ausente” na premiação, dado seu eterno favoritismo, foi Pedro Almodóvar, que decepcionou a crítica com “Los Abrazos Rotos”.

Mas, de resto e de longe, parece que o júri equilibrou-se com cuidado entre a previsibilidade (dos dois prêmios principais), a ousadia (dos prêmios menores) e a diplomacia (do prêmio especial). Para concluir o capítulo Cannes, vale ler o balanço do crítico Kleber Mendonça Filho para o blog Cinemascópio, que termina assim:

“Na verdade, essa é a beleza de Cannes, poder imaginar quanto e como que esses filmes irão ganhar o mundo, uma safra de filmes fortes feitos por artistas que parecem dar muito de si mesmos para transformar idéias em imagens. Dos balões coloridos de uma animação digital 3D sobre envelhecer (Up) aos dramas internos de um casal isolado numa floresta (Aniticristo), há ainda estudos profundos sobre as doenças das sociedades não apenas nos filmes de Haneke e Mendoza, mas também no injustiçado de ontem a noite, o belo ‘The Time That Remains’, do realizador palestino Elia Suleiman.

De qualquer forma, fica a sensação de amor pelo cinema, tão bem expressa por autores que não poderiam ser mais diferentes em tom, estilo e faixa etária. Quentin Tarantino, Pedro Almodóvar e Alain Resnais, seus filmes pulsando com energia e paixão pelo meio, meio que não mostra sinais de que irá morrer tão cedo.”

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6 comentários para “Premiação de Cannes: previsível, ousada e diplomática”

  1. André Veiga disse:

    Calil, tem jeito de explicar a diferença entre a Palma de ouro e o Grande prêmio do juri?

  2. fábio disse:

    ………………………………………………………………………………………………………..
    ……………………………………………….úfa..!
    ………………….Até que enfim alguém perguntou o,..ÓBVIO,..né?
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ……………….Eu reitero,….dá prá explicar….???
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ……………………..Ou vai continuar,…..”ermético”..?
    …………………………………………………………………………………………………………

  3. zé josé disse:

    É “hermético”. E ufa não tem acento.
    O Grande Prêmio seria uma espécie de Prêmio Especial do Júri, prêmio de consolação que equivale ao segundo lugar.

  4. fábio disse:

    …………………………………………………………………………………………………………
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ……………………………………………Púxa,
    ………………………..zé josé,………………………obrigado pela aula de
    …………………………………….”.Hortografia.”..!
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ……….Quãnto lhe devo…?
    …………………………………………Onde depositar a quãntia….?
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……………………………Você me,…ILUMINÔ….!
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………….Agradeço,… eternamente….!
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ……………………………………………………………………………………………………….

  5. daniel disse:

    É a diferença entre medalha de ouro e medalha de prata. Depois, ao segundo colocado só resta esperar pelos testes de doping.

  6. Verô disse:

    Vi recentemente “O Anticristo”… faltam palavras! Deus! Assistam… fui do céu ao inferno. Faz tempo que um filme não desperta tantas coisas em mim. O último foi “Dogville”, do mesmo Lars Von Trier! Que diretor!

Os comentários do texto estão encerrados.

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