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Arquivo de maio, 2009

18/05/2009 - 22:28

Paulo Coelho em Cannes

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Além de Heitor Dhalia (“À Deriva”) e Eduardo Valente (“No Meu Lugar”), um outro brasileiro está no Festival de Cannes para promover um filme. O escritor Paulo Coelho participa de um coquetel nesta terça-feira para divulgar o projeto da adaptação de seu romance “A Bruxa de Portobello”, um filme coletivo realizado por 15 cineastas pouco conhecidos.

O filme é resultado de um concurso lançado pelo escritor em sua página no MySpace. Ele pediu aos interessados que realizassem curtas baseados nos pontos de vista de cada um dos 15 narradores do romance, escolheu os melhores e publicou-os em seu blog. No total, o material bruto dos curtas chega a 380 minutos de duração. Coelho irá ajudar a editor o material para apresentá-lo pela primeira vez no próximo Festival de Roma, em outubro. Por enquanto, ele aproveita o burburinho de Cannes para chamar atenção para seu projeto.

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17/05/2009 - 20:00

Tubarões no shopping

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Se você acha que nenhum filme pode ter uma premissa mais bizarra do que “Serpentes a Bordo”, em que cobras atacam passageiros de um avião, então precisa conhecer um novo projeto anunciado no Festival de Cannes. Em “Bait”, um tsunami inunda uma cidade costeira e prende um grupo de pessoas dentro de um shopping com tubarões famintos e um psicopata armado. Como se não bastasse, o filme australiano ainda será em 3-D.

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14/05/2009 - 22:31

As piores escalações de elenco da história

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Na esteira do anúncio de que Keanu Reeves protagonizará a nova versão de “O Médico e o Monstro” (“ele sempre se mostrou incapaz de representar uma personalidade na tela, como ele vai se virar com duas?”), o blog de cinema do jornal inglês “The Guardian” pergunta: essa é a pior escalação de elenco da história? Os leitores sugerem algumas alternativas:

1. Colin Farrell e Angelina Jolie em “Alexandre”

2. Jude Law em “Alfie”

3. Charlton Heston em “A Marca da Maldade”

4. Cameron Diaz e Leonardo DiCaprio em “Gangues de Nova York”

5. Brad Pitt em “Tróia”

6. Val Kilmer em “Willow”

7. John Wayne como Gengis Khan em “O Conquistador”

Meu voto iria para Anthony Hopkins como o negro que se faz passar por judeu em “Revelações”, baseado em “A Marca Humana”, de Philip Roth.

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14/05/2009 - 00:26

A melhor cobertura de Cannes

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A revista eletrônica Cinética cobre o Festival de Cannes deste ano com uma perspectiva singular: o crítico responsável pelos textos é também cineasta convidado para o evento. Eduardo Valente já cobriu o festival diversos anos, primeiro pela Contracampo, depois pela Cinética, já exibiu ali os curtas “Um Sol Alaranjado” e “Castanho” e agora apresenta em Cannes seu primeiro longa-metragem, “No Meu Lugar”.

As credenciais de cineasta contam muito, mas é o trabalho de Valente como crítico que permite afirmar sem hesitação: a Cinética será o melhor lugar para acompanhar o festival na imprensa brasileira. Só faltará, claro, um texto sobre “No Meu Lugar”. Mas aí você poderá conferir o Cinemascópio de Kleber Mendança Filho, que divide com a Cinética a honra da melhor cobertura de Cannes.

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10/05/2009 - 21:45

O Oscar de melhor Twitter vai para… “Bruno”

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Confissão envergonhada: não há nenhum filme neste ano que eu aguarde com tanta ansiedade quanto “Bruno”, novo trabalho de Sacha Baron Cohen, o homem responsável por “Borat”. Dessa vez, Cohen encarna um jornalista de moda austríaco e repete o esquema de contracenar com pessoas reais que não sabem que se trata de um personagem ficcional. “Borat” me pareceu constrangedor e brilhante em doses iguais. O trailer de “Bruno” promete algo parecido. Não sei se vai ser o filme do ano, mas, se houvesse um Oscar de melhor Twitter, a página do personagem iria merecer o prêmio. Aí vão algumas de suas tiradas:

“Naomi Campbell me inspira – apesar de toda a pressão e fama de 25 anos no topo, ela não mudou nada e continua uma putinha.”

“Bruno agora tem o pôster mais sexy com um gay austríaco desde ‘Conan, o Bárbaro’.”

“É impressão minha ou há mais vida em Marte do que no rosto de Nicole Kidman?”

No Brasil, o filme estreia em 31 de julho.

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09/05/2009 - 23:18

Esqueceram do Caetano

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É um Top 10 mais bacana que o habitual: o cineasta americano Cameron Crowe escolheu para a revista “Empire” seus dez momentos musicais preferidos do cinema. Ele entende do riscado: foi um repórter precoce da “Rolling Stone” (experiência retratada em “Quase Famosos”), tornou-se cineasta bem-sucedido (“Jerry Maguire”). O primeiro lugar vai para “Don’t Be Shy”, de Cat Stevens, em “Ensina-me a Viver” (1971).

A lista é boa, bem pop, como os filmes de Crowe. E tem brasileiro lá: “Cucurrucucu Paloma”, do mexicano Tomas Mendes, interpretada por Caetano Veloso, em “Fale com Ela”. Só que Crowe não cita Caetano no textinho a respeito da cena. Aliás, dá a entender que não sabe de quem se trata. E comete um engano que elimina o nome do brasileiro de um diálogo.

Crowe escreve: “Marco, o jornalista atormentado, está em um turbilhão emocional, apaixonado por uma famosa toureira. Ele ouve a canção interpretada ao vivo em uma casa noturna. A versão é imaculada, e as palavras e a música se reflete amplamente no rosto dos ouvintes. Finalmente Marco é tomado pela emoção e precisa sair para uma caminhada. A toureira o segue. O único diálogo: ‘Essa música me deixa arrepiado’.” Na verdade, o personagem diz: “Esse Caetano me deixa arrepiado”. E não é bem uma casa noturna o lugar onde ele canta. Aqui vai a cena:

Para a lista completa de Crowe, clique aqui.

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08/05/2009 - 01:46

“Senhor dos Anéis” ganha melhor “fan-film” da história

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Não é notícia nova para os seguidores de “Senhor dos Anéis”. Mas não posso deixar de comentar sobre a incrível qualidade da produção “The Hunt for Gollum”, filme feito por fãs da série “O Senhor dos Anéis” e lançado na internet nesta semana. É uma espécie de prequel da trilogia dirigida por Peter Jackson, baseada também em escritos de J.R.R. Tolkien, que mostra Aragorn que vá atrás de Gollum para aprenderem mais sobre o Um Anel.

Com 40 minutos de duração, o filme custou 3 mil libras, foi filmado em HD e teve a colaboração de 150 fãs. A qualidade técnica e narrativa da produção são impressionantes, superiores à maioria dos filmes lançados diretamente em DVD. Dos “fan-films” de que já tive notícia, este é de longe o mais elaborado. “The Hunt for Gollum” pode ser assistido integralmente, de graça, no aqui.

A dúvida agora é se a produtora da trilogia ou os donos dos direitos da obra de Tolkien irão se sentir ameaçados pelo filme e processar seus autores – o que significaria comprar uma briga com os fãs da série.

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06/05/2009 - 22:12

A novela de uma nota só

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Tem a história do louquinho, a da gostosa e a do pitboy. Mas sempre que assisto a um capítulo de “Caminhos da Índia” fico com a impressão de que a novela tem um – e apenas um – dilema: amores proibidos. Um dilema dividido em dois frontes: amores proibidos entre indianos e firangi estrangeiras e entre diferentes castas.

Cada um desses frontes tem vários exemplares na novela. No caso das firangi, existe o tronco central: o par de Raj e Duda. E suas ramificações: Caio Blat e Ísis Valverde, o Ricardo Tozzi tem uma queda por estrangeiras, e dizem que o Tony Ramos vai pegar a Vera Fischer.

No caso das castas, o tronco é formado por Juliana Paes e Marcio Garcia. Mas agora a filhinha do Tony Ramos, aquela que sabe dançar, deu para gostar de um dálit também. Tenho certeza de que, se eu acompanhasse a novela menos bissextamente, descobriria mais casais proibidos.

Será que dá para sustentar uma novela inteira em cima de um só conflito central? Para uma mulher como Gloria Perez, que tem o dom de deixar Índia e Marrocos a um pulo do Rio de Janeiro, eu diria que nada é impossível.

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04/05/2009 - 22:34

Ode ao ator feio

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O blog de cinema do jornal inglês “The Guardian” faz uma pequena ode ao ator feio: “Entre os mais estranhos aspectos do retorno profissional de Mickey Rourke, um dos mais visíveis, claro, foi sua cara. Ela brilhou em centenas de tapetes vermelhos, um antigo totem de beleza masculina transformado pelo tempo e pelo bisturi, ao mesmo tempo familiar e estranha. Assim Rourke reviveu uma das mais nobres tradições da indústria cinematográfica – abrindo espaço entre os ídolos de maxilar quadrado para atores que são esteticamente únicos, incomuns, falhos. Ou – às vezes não há outra palavra para definir – feios. Na eterna busca do cinema pelo rosto perfeito, há também uma longa história de uso de atores cujos traços os colocam numa escala entre o simplesmente trivial e o francamente perturbador.”

E aí o blog passa aos exemplos:

Skelton Knaggs e Boris Karloff em “Dick Tracy Meets Gruesome” (1947)

Laird Cregar em “I Wake Up Screaming” (1941)

Orson Welles em “A Marca da Maldade” (1958)

E ainda Peter Lorre

E o francês Dominique Pinon, que parece o Costinha pós-Photoshop.

Estranhamente, o blog deixa de fora da lista, por considerá-los não suficientemente feios, nomes fortes como Steve Buscemi, Christopher Walken e William Dafoe.

O cinema brasileiro mereceria um capítulo à parte na relação, já que sempre foi pródigo nesse quesito. Se tivesse que escolher um, seria o Wilson Grey, o mais prolífico dos nossos atores feios.

E para você, caro leitor, qual é o feio essencial do cinema?

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03/05/2009 - 23:48

Revival dos anos 80 nas telas

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Primeiro, Oliver Stone anunciou que irá dirigir “Wall Street 2”, sequencia de seu sucesso de 1987, com Michael Douglas repetindo o papel de Gordon Gekko, agora às voltas com o crash da economia. Depois, apareceu a notícia de um remake de “Videodrome” (1983), o pequeno clássico de David Cronenberg, que deve ser refilmado como um blockbuster de ficção científica; a princípio, Cronenberg não está envolvido com o projeto, o que reduz as chances de um novo grande filme. Agora, Robert Zemeckis declarou que uma sequência para “Uma Cilada para Roger Rabbit” (1988) está “zunindo na minha cabeça”, com o uso de novas tecnologias de animação.

A conclusão é óbvia: o revival dos anos 80 nunca esteve tão forte no cinema.

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