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Arquivo de junho, 2009

15/06/2009 - 22:49

Público de Padilha diminui mil vezes

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Ninguém esperava que “Garapa” fosse um estouro de bilheteria, nem mesmo seu diretor, José Padilha. Afinal, trata-se de um documentário em preto e branco sobre três famílias famintas do Nordeste. Mas os números de público são negativamente surpreendentes: após três semanas de exibição, o filme tem 2.624 espectadores, segundo o site FilmeB.

O que se pode concluir disso? Que o nome do diretor não tem nenhuma importância para a bilheteria no Brasil. O nome de Padilha foi bombado na imprensa na época de “Tropa de Elite”, o filme teve mais de 2 milhões de espectadores no cinema e provavelmente cinco vezes mais em DVDs piratas. Mas nada disso se transferiu para seu novo trabalho. Até aqui, “Garapa” teve mil vezes menos espectadores que “Tropa” no cinema. Quanto maior a altura, maior a queda…

***

Enquanto isso, “A Mulher Invisível” segue firme na bilheteria, com um aumento de público de 24% em seu segundo final de semana de exibição em relação a sua estreia. Em dez dias, o filme já chegou aos 800 mil espectadores. E o que isso quer dizer? Em primeiro lugar, que este é o melhor ano para comédias no cinema brasileiro em muito tempo, com três grandes sucessos (além de “Mulher Invisível”, “Se eu Fosse Você 2” e “Divã”. E, depois, que a má distribuição de renda continua sendo a realidade do nosso cinema.

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09/06/2009 - 22:42

Das vantagens dos blogs de cinema

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Em um bom post sobre a crise da crítica de cinema impressa nos Estados Unidos, o colega Maurício Stycer escreveu: “(…) Em outras palavras, raciocina o ‘New York Times’, os estúdios preferem recorrer a sites e blogs porque eles tratam os filmes de forma mais generosa e complacente que os jornais. O grande diário americano está, evidentemente, fazendo uma generalização injusta, já que há também muitos críticos em jornais que funcionam mais como ‘animadores de torcida’ do que, propriamente, como analistas sérios e isentos.”

Há ainda outro fenômeno não analisado pelo “Times”: o dos críticos de jornal que também escrevem em blogs e que se sentem bem mais à vontade para desancar um filme na internet do que no impresso. Um bom exemplo é o post do Inácio Araujo, da “Folha de S. Paulo”, sobre “A Mulher Invisível”, no blog Cinema de Boca em Boca:

“O que me embrulha o estômago é que esses filmes argentários parecem feitos como uma fórmula para ganhar dinheiro. Não há nenhum sinal de que, antes de tudo, alguém pense: eu gostaria de elevar, por pouco que seja, os espectadores deste filme. Ao contrário: parece que a intenção é rebaixá-los, desconsiderá-los. Como se dissessem: o que importa é botar as pessoas na sala, não vale a pena fazer nada melhor.

Isso é triste de ver no cinema brasileiro, porque é pior que a TV.

Na TV, com toda a limitação de um veículo de massa, pelo menos na Globo, pelo menos na Globo do tempo em que não havia concorrência, parecia haver a preocupação de dar o melhor possível para as pessoas. Então, não dá nem para dizer “isso é televisão”. Melhor dizer: isso não é nem televisão.”

Por um lado, a crítica do Inácio tem um tipo de franqueza que faz enorme falta aos jornais. De outro, tem uma clareza de raciocínio que não se encontra em quase nenhum blog de cinema.

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08/06/2009 - 23:39

Vitória, a capital do cinema?

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Vitória é a cidade brasileira com maior número de ingressos de cinema per capita, segundo levantamento do site FilmeB divulgado hoje. A capital do Espírito Santo registrou 2,8 bilhetes vendidos por habitante em 2008.

Depois aparecem no ranking outras quatro cidades praianas: Niterói (2,4), Balneário Camboriú (2,4), Santos (2,3) e Florianópolis (2,2). Completam a lista das dez mais Campinas (2,1), Barueri (2,1), Taboão da Serra (1,9), Porto Alegre (1,8) e Bauru (1,7).

As maiores metrópoles brasileiras – com mais habitantes, mais salas e mais ingressos vendidos no total – aparecem bem abaixo no ranking. O Rio de Janeiro ficou em 12° lugar, com 1,6 ingressos per capita. E São Paulo em 18° lugar, com 1,4.

O mais importante no ranking, porém, não é tanto as posições de cada cidade, mas constatar que a média de ingressos per capita no Brasil continua vergonhosamente baixa: meio ingresso por habitante no ano passado.

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07/06/2009 - 23:02

Qual é a melhor Beyoncé?

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Nesta semana, em meio à campanha de lançamento de seu novo disco, os Jonas Brothers divulgaram sua versão do clipe de “Single Ladies (Put a Ring on It)”, de Beyoncé, com o irmão do meio Joe Jonas imitando os passos da cantora – de maneira talvez perturbadora para suas jovens fãs.

A imitação dos Jonas não surgiu do nada. Ela faz parte do novo fenômeno das paródias do YouTube. O clipe de Beyoncé também ganhou uma versão no programa humorístico “Saturday Night Live”, em que Justin Timberlake, Andy Samberg e Bobby Moynihan “interpretam” as dançarinas que acompanham a cantora.

Mas a melhor paródia não vem dos profissionais, e sim de um amador chamado Cubby, que já teve mais de 3 milhões de acessos.

Tem ainda a versão marqueteira com 100 Beyoncés na Piccadilly Circus de Londres, feita para promover um show da original.

E, como não poderia deixar de ser no YouTube, há por fim um mashup engraçadinho com Beyoncé e Mr. Bean.

Chega ou quer mais?

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05/06/2009 - 22:18

Como os filmes deveriam terminar

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Você provavalmente já saiu de algum filme sentindo-se decepcionado com o final e pensando que poderia ter feito melhor. Pois uma turma de americanos botou essa ideia em prática e criou versões animadas com finais alternativos para uma série de filmes: “Star Wars 4” “Homem Aranha 3”, “Matrix”, “Borat”, “Superman” e outros. Elas podem ser vistas no site Como Deveria Ter Terminado, que acabo de descobrir na internet. Aí vai o último que eles criaram, para “A Lenda de Beowulf”

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04/06/2009 - 16:39

Adeus Gafanhoto

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David Carradine, que morreu ontem na Tailândia, é um caso clássico de ator de recursos limitados, mas nem por isso menos marcante. Dependendo da boa ou má vontade, ele era um ator impassível – ou pouco expressivo. E isso serviu perfeitamente a vários papeis. A começar pelo mais famoso: o Gafonhoto da série de TV “Kung Fu”.

Além dos olhos levemente puxados (que também lhe renderam seu primeiro papel de destaque, como um rei inca de uma peça na Broadway), seu rosto neutro caiu como uma luva para interpretar um jovem aprendiz de kung fu, lhe deu um ar de sabedoria que ele possivelmente não tinha – como aconteceu com Keanu Reeves em “Matrix”. E, assim, esse americano nascido em Hollywood tornou-se quase tão importante para a ocidentalização das artes marciais quanto Bruce Lee.

A hora da morte deveria ser sempre a do elogio. Mas é preciso dizer que Carradine tinha perfeita noção de suas limitações. Quando, no final dos anos 70, com dificuldades para se livrar do papel de Gafanhoto, ele declarou “sou talvez o ator mais talentoso da minha geração”, não havia muitas dúvidas de que ele estava sendo irônico.

Foi preciso um homem esperto como Quentin Tarantino – depois de anos e anos em que Carradine interpretou vilões em filmes B – para perceber que uma certa canastrice pode funcionar a favor de um personagem. E, assim, Carradine ganhou seu melhor papel em “Kill Bil”, apesar de aparecer apenas uns dez minutos em cena.

Por fim, é preciso dizer que o ator era um espécime em extinção em Hollywood, um autêntico porra-louca em uma época de correção política, um homem com mais de 500 viagens de ácido assumidas em seu currículo e que não transformava suas polêmicas em publicidade. Ele vai fazer falta – talvez menos por seu trabalho do que por sua personalidade.

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03/06/2009 - 00:11

A boa e a má notícia do cinema nacional

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Primeiro, a boa notícia: o público dos filmes brasileiros em 2009 – portanto, apenas de janeiro a maio – já é superior ao de 2008. No ano passado, os espectadores do cinema nacional chegaram a 8,8 milhões, cifra que já foi ultrapassada nos últimos cinco meses, segundo o boletim do site Filme B.

Agora, a notícia não muito boa: do total do público de 2009, 88% foram conseguidos por apenas dois filmes: “Se Eu Fosse Você 2” (6,087 milhões de espectadores) e “Divã” (1,588 milhão). Todos os outros 35 filmes brasileiros exibidos neste ano são responsáveis pelos outros 12%. Ou seja, o sucesso do cinema nacional neste ano é latifundiário, sem reforma agrária à vista.

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