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Arquivo de julho, 2009

30/07/2009 - 22:14

Documentário sobre Kurt Cobain deveria ser audiolivro

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“Kurt Cobain – Retrato de uma Ausência”, que estreia nesta sexta-feira no Brasil, seria melhor se fosse um audiolivro, não um filme. Explico: o documentário sobre o líder do Nirvana, que se matou em 1994, baseia-se em 25 horas de entrevistas em áudio dadas por Cobain para o crítico musical Michael Azerred, que escreveu o livro “Come As You Are”.

As declarações de Cobain são essenciais. Ele fala abertamente sobre tudo: infância, adolescência, início de carreira, explosão do Nirvana, problemas físicos, emocionais e com drogas, a relação com a mulher Courtney Love, as crises com o sucesso. E o cantor se revela um personagem sensível o suficiente para interessar a qualquer espectador, mesmo que não seja fã do Nirvana.

Por outro lado, as imagens do filme são irrelevantes. Para preencher os 96 minutos de entrevistas editadas, o diretor AJ Schnack fez uma opção estranha. Em vez de usar arquivos sobre Cobain (talvez por falta de material pré-sucesso do Nirvana, talvez por falta de direitos autorais), ele decidiu ilustrar as palavras com cenas cotidianas filmadas em cidades onde o cantor viveu. Se Cobain fala que trabalhou limpando lareiras de hotel, mostra-se uma cena de alguma pessoa limpando lareiras – e assim por diante. Ou seja, o filme é sobre um roqueiro americano, mas seu literalismo é praticamente lusitano.

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29/07/2009 - 22:16

Se os filmes fossem vistos ao contrário…

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É um novo jogo inventado por internautas: como um filme mudaria se ele fosse assistido de trás pra frente. O site da Virgin compilou alguns dos resultados:

“Tubarão”: um tubarão fica regurgitando pessoas até que elas decidem abrir uma praia.

“Thelma e Louise”: duas mulheres com um carro voador lentamente descobrem que seu lugar é na cozinha.

“Um Sonho de Liberdade”: um sujeito invade uma cadeia através de um túnel de excremento.

“Touro Indomável”: um comediante gordo se torna campeão de boxe e quanto mais ele bate em sua mulher e seu irmão mais gostam dele.

“Titanic”: os habitantes da Cidade Perdida de Atlântida escapam para a superfício em um barco gigante.

“Matrix”: Neo perde sua fé, deixa a Resistência e vai trabalhar em um escritório.

“A Mosca”: um inseto se transforma em Jeff Goldblum.

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27/07/2009 - 23:02

Pôsteres remixados

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O mashup surgiu como um termo tecnológico para designar um site ou uma aplicação que combina elementos e conteúdos de outras ferramentas para criar uma nova. Mas ele logo se tornou um conceito central para a produção cultural surgida a partir das novas tecnologias. Existe, por exemplo, o mashup musical: você mixa duas ou mais músicas e cria uma nova a partir delas.

Acabo de trombar com um site colaborativo que traz uma nova aplicação do conceito: o mashup de pôsteres de cinema. Tem uma dúzia de criações brilhantes. Aí vão meus preferidos:

1) Titanic + Tubarão

2) Pinóquio + O Poderoso Chefão

3) O Barco + Yellow Submarine

4) Simplesmente Amor + Dr. Fantástico

5) Harry Potter + Trainspotting

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26/07/2009 - 22:08

O melhor e o pior de “Coração Vagabundo”

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Há duas cenas essenciais em “Coração Vagabundo”, o documentário que acompanhou Caetano Veloso por 42 dias durante a turnê de “A Foreign Sound” em 2004. e que chegou aos cinemas nesta sexta-feira. A primeira revela as limitações do filme; a segunda, as virtudes.

Na abertura do documentário, a câmera passeia por um quarto de hotel até focalizar Paula Lavigne, produtora do documentário e então mulher de Caetano. Ela aponta para o banheiro e, por uma fresta da porta, vislumbra-se a nudez de Caetano por um segundo. Acreditar que este momento é relevante o suficiente para abrir o filme é um pensamento juvenil – bem de acordo com a idade que o diretor Fernando Grostein Andrade tinha ao realizar o filme, 22 anos. É um “escândalo” que já não escandaliza ninguém, mas rende notinhas no jornal e em sites para alimentar a publicidade do filme.

A outra cena está escondida lá pelo meio do filme. Durante um depoimento, Caetano revela estar triste por questões pessoais e diz preferir não falar sobre o assunto. Seria uma passagem banal se o personagem retratado não fosse conhecido por nunca se cansar de falar, por ter uma opinião formada sobre tudo. Ali o diretor captou o momento em que o retratado se revela sem máscara – ainda mais raro por Caetano ser radicalmente consciente da própria imagem. Isso é entrar na intimidade de um personagem, não olhar pela fresta da porta.

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24/07/2009 - 23:44

Um filme baseado num status do Facebook

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Era só o que faltava: um filme baseado em um status do Facebook. A americana Lisa Hamilton Daly, ex-executiva da Dreamworks, publicou em sua página: “Meu Lulu da Pomerânia atacou meu saco de comida chinesa de madrugada e comeu um biscoito da sorte. A frase era: ‘Você tem fortes poderes espirituais e deveria desenvolvê-los’.” Lisa contou a história para sua amiga Christy Fletcher, que trabalha em uma agência de Hollywood. E esta decidiu transformar a história em um argumento para um filme infantil sobre um cachorro que usa seus superpoderes para ajudar seu dono depois que ele perde o emprego. Agora, Fletcher está circulando por Hollywood tentando vender a ideia para algum estúdio. Esse mundo novo está cada vez menos admirável.

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22/07/2009 - 23:48

O tamanho importa?

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A pergunta do título se refere a filmes, claro. A resposta é não, não importa. Mesmo assim, ficamos curiosos para saber se eles estão mesmo crescendo. E a resposta é sim, eles estão. O Imdb, site de referência sobre cinema, pegou os 50 filmes mais bem avaliados de cada década e comparou a duração média. O resultado está no gráfico abaixo (clique nele para ver em detalhes).

Na década de 1910, os filmes tinham uma duração média um pouco superior a 75 minutos. Na década seguinte, pularam para quase 90. Nos anos 2000, passaram de 127 minutos.

I’ve always found it strange that everyone I know outside of my film geek circle tends to complain about the length of longer films, especially since the highest grossing films of all time are long. Below is a chart showing the running times of the top 14 grossing lie action films of all time. As you can see, all of the movies run over two hours, with some even running longer than three. The average run time is 159 minutes, or 2 hours and 39 minutes.

O site /Film fez outro gráfico interessante sobre a duração dos filmes. Pegou as 14 produções de maior bilheteria de todos os tempos – descartando as animações, voltadas para um público que tem problemas para aguentar longas projeções – e observou que todas tinham mais de duas horas de duração. A conclusão básica é: não é a duração que afugenta o público. Muito pelo contrário.


 

 

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21/07/2009 - 23:45

Os cinco melhores filmes da corrida espacial

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Nesta semana, a chegada do homem à lua completou 40 anos. Como um dos maiores feitos da humanidade (pelo menos para quem acredita que ele realmente aconteceu), o evento impactou profundamente a cultura pop mundial, inspirando centenas de produtos culturais. Em comemoração, fiz uma pequena seleção dos cinco melhores filmes sobre a conquista do espaço.

1) “Viagem à Lua” (1902), de Georges Méliès

O brilhante curta do francês Méliès foi uma das ficções científicas pioneiras na história do cinema e também um dos primeiros blockbusters. Talvez você não conheça o filme, mas certamente já viu a clássica imagem de um foguete furando o olho da lua.

2) “2001, Uma Odisseia no Espaço” (1968), de Stanley Kubrick

Em meio à corrida espacial, Kubrick correu para finalizar seu filme antes da chegada do homem à lua. Ele queria que sua visão do espaço preenchesse a imaginação dos espectadores antes do evento real. Conseguiu. Há quem acredite que foi Kubrick quem filmou a falsa chegada do homem à lua em um estúdio.3) “Space Oddity” (1969), de David Bowie

Ok, não é um filme, mas é melhor que quase todos eles. Bowie encarna o astronauta Major Tom no clipe original de “Space Oddity”, a melhor música já feita sobre a corrida espacial. E o vídeo também é sensacional, muitos anos à frente de seu tempo, como boa parte da obra de Bowie.

4) “Os Eleitos” (1983), de Philip Kaufman

Baseado no livro de Tom Wolfe, esse digníssimo filme conta a história dos sete astrounautas americanos que participaram do programa espacial Mercury – e também de um pioneiro solitário que quebrou a barreira do som e nunca conheceu a fama.5) “Moon”, de Duncan Jones (2009)

Confesso que ainda não vi o filme, mas minha mulher assistiu assistiu e disse que é ótimo… Brincadeira, quem falou isso foi a crítica americana, que elogiou principalmente a atuação de Sam Rockwell. O filme, ainda não lançado no Brasil, foi incluído na lista por dois motivos básicos: ele mostra que a chegada o homem à lua continua inspirando a imaginação dos cineastas e foi dirigido por ninguém menos que o filho de David Bowie, o terceiro homem dessa lista.

Esqueci alguma coisa, caros leitores? Não vale lembrar do mediano “Apollo 13”, ok?

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20/07/2009 - 23:04

Câncer em tempos de YouTube

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Adam Yauch, um dos integrantes do lendário Beastie Boys, anunciou hoje que está com câncer na glândula parótida e que, por isso, a banda terá que cancelar alguns shows e adiar o lançamento de seu novo disco. A notícia é triste, mas pode acontecer a qualquer um. O surpreendente é a forma como ela foi dada. Yauch gravou um pequeno vídeo caseiro ao lado de seu colega Adam Horowitz e publicou-o no site do grupo. Os dois falam sobre a doença de maneira tranquila, às vezes irreverente, como se estivessem conversando sobre uma nova música.

A internet acabou com qualquer tipo de cerimônia, até mesmo com o câncer. E isso é ótimo.

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19/07/2009 - 01:18

Do celular para a TV, da TV para o cinema

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Os japoneses, sempre eles, acabam de criar um novo caminho para as adaptações cinematográficas. O ponto de partida são os livros para celular, mais conhecidos como keitais shosets. Lançados em 2002, esses romances seriais divididos em mensagens de texto de até 160 caractereres – geralmente escritos por garotas adolescentes anônimas e centrados em temas como aborto, estupro, prostituição, drogas e tentativas de suicídio – são o maior fenômeno editorial do Japão hoje. Em 2007, as versões impressas de keitais shosets emplacaram quatro dos cinco livros mais vendidos no país.

Muitos desses livros para celular foram adaptados para séries de TV. Algumas delas têm finais abertos com “ganchos” para uma conclusão que vem na forma de um longa-metragem. Foi assim com “Mei”, um romance de celular que virou a série “Laços do Destino”, exibida pela TV Fuji no começo de dezembro de 2008, e que gerou um filme lançado nos cinemas no Natal daquele ano pelo estúdio Shochiku, o mesmo do venerável cineasta Yasujiro Ozu. A versão para o cinema tinha os mesmos atores e personagens da série e resolvia a trama iniciada na TV.

Desde então, vários outros romances de celular chegaram ao cinema, como “Clearness”, cujo trailer você pode ver acima. Será que a moda vai pegar no Ocidente algum dia? De qualquer forma, os japoneses estão pelo menos sete anos na frente, já que o romance de celular ainda não pegou em outras partes do mundo.

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17/07/2009 - 12:02

Passagem de bastão nos festivais de cinema

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Nesta semana, enquanto o 37º Festival de Gramado (RS) anunciava suas atrações para o evento que acontecerá no próximo mês, o 2º Festival de Paulínia (SP) chegava ao fim. Foi uma coincidência temporal, mas não seria exagero ver um sentido maior nessa sincronicidade, exergar nela uma passagem involuntária de bastão.

Gramado sempre foi, historicamente, o festival brasileiro em que o tapete vermelho era tão importante quanto a sala de cinema, em que as estrelas brilhavam mais que os filmes. Esse lugar no imaginário coletivo do cinema nacional vem sendo rapidamente ocupado por Paulínia.

Depois de anos de crise, até de identidade, Gramado parece estar buscando um outro perfil, a julgar pelos longas em competição neste ano. “Canção de Baal”, de Helena Ignez, “Cildo”, de Carlos Moura, e “Corumbiara”, de Vincent Carelli, para fiar em alguns exemplos, não podem ser classificados como “cinemão” e não trazem grandes estrelas.

Já Paulínia até selecionou alguns filmes mais arriscados para a competição, como “No Meu Lugar”, de Eduardo Valente, e “Quanto Dura o Amor?”, de Roberto Moreira. Mas fez o contrapeso selecionando para a abertura e a mostra paralela filmes com chamarizes óbvios para o tapete vermelho, como “À Deriva”, “Divã”, “A Mulher Invisível” e outros.

Turbinado pela indústria petroquímica, o prefeito de Paulínia nunca escondeu que queria transformar a cidade numa “Hollywood brasileira”. Isso significa não só ter mais dinheiro para produções e para a criação de uma infra-estrutura, o que é muito bem-vindo, como também importar um tanto do glamour cafona do Oscar para o Festival de Paulínia. Faz parte do pacote.

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