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19/07/2009 - 01:18

Do celular para a TV, da TV para o cinema

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Os japoneses, sempre eles, acabam de criar um novo caminho para as adaptações cinematográficas. O ponto de partida são os livros para celular, mais conhecidos como keitais shosets. Lançados em 2002, esses romances seriais divididos em mensagens de texto de até 160 caractereres – geralmente escritos por garotas adolescentes anônimas e centrados em temas como aborto, estupro, prostituição, drogas e tentativas de suicídio – são o maior fenômeno editorial do Japão hoje. Em 2007, as versões impressas de keitais shosets emplacaram quatro dos cinco livros mais vendidos no país.

Muitos desses livros para celular foram adaptados para séries de TV. Algumas delas têm finais abertos com “ganchos” para uma conclusão que vem na forma de um longa-metragem. Foi assim com “Mei”, um romance de celular que virou a série “Laços do Destino”, exibida pela TV Fuji no começo de dezembro de 2008, e que gerou um filme lançado nos cinemas no Natal daquele ano pelo estúdio Shochiku, o mesmo do venerável cineasta Yasujiro Ozu. A versão para o cinema tinha os mesmos atores e personagens da série e resolvia a trama iniciada na TV.

Desde então, vários outros romances de celular chegaram ao cinema, como “Clearness”, cujo trailer você pode ver acima. Será que a moda vai pegar no Ocidente algum dia? De qualquer forma, os japoneses estão pelo menos sete anos na frente, já que o romance de celular ainda não pegou em outras partes do mundo.

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4 comentários para “Do celular para a TV, da TV para o cinema”

  1. Beto disse:

    acho que não foi o caso de pegar ou não os romances e sim a mania de leitura pelo povo japones, No Brasil onde muitos esperam um filme sair dublado para ir assistir isso vai ser difícil virar moda.

  2. Fernando disse:

    Olha só os temas. Só funciona lá porque o japonês é um povo pervertido ( no pior sentido da palavra ).

    “escritos por garotas adolescentes anônimas”… Hahahá…..

    Ricardo…Essa sua ingenuidade é impressionante….

  3. castor disse:

    legal essa iniciativa de difundir ideias a partir de textos curtos via celular.

    Pena que no Brasil isso é impossivel.

  4. Acho que os outros comentários já abordaram o que eu queria dizer: os japoneses são grandes leitores, e também são bem pervertidos (mas isso o resto do mundo não fica muito atrás).

    Mas, o Japão pode servir de exemplo. Algumas décadas imprimindo toneladas de “mangás” de toda espécie a preço de custo no Brasil, e poderíamos melhorar consideravelmente o número de leitores. No Japão se começa com mangás e depois se vai para os Clásicos, no Brasil é o contrário… normalmente o sexto ou sétimo livro que uma criança lê na vida é um José de Alencar.

Os comentários do texto estão encerrados.

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